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Mais de 3,5 Milhões de Novos RGs Emitidos no País, porém 3 Estados Estão Atrasados

Desde o dia 11 de janeiro, uma nova versão do RG, agora digital, está sendo emitida em todo o país. A iniciativa visa tornar a Carteira de Identidade mais acessível e prática, reunindo vários documentos em um único. Até o momento, mais de 3,5 milhões de carteiras de identidade foram emitidas, conforme dados do Ministério de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

O Novo RG e Suas Características A nova versão do RG, disponível tanto em formato digital quanto impresso, semelhante à Carteira Nacional de Habilitação, oferece a possibilidade de incluir outros documentos do cidadão, como CPF, Número de Identificação Social-NIS, Cartão Nacional de Saúde, Título Militar e Carteira de Trabalho. Isso proporciona mais praticidade e conveniência aos cidadãos, como testemunhado pela assistente administrativa Claudia Helena Oliveira Silva, de São Paulo, que relatou utilizar o novo RG em todas as suas transações.

Dificuldades e Adaptação Apesar das vantagens, algumas pessoas relataram dificuldades para acessar o sistema e obter a versão digital do novo RG. O uso do CPF como número da carteira de identidade também gerou críticas e desafios, especialmente no que diz respeito à abertura de contas bancárias. No entanto, o Ministério de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos assegurou que não há prejuízo para o cidadão, esclarecendo que as carteiras de identidade emitidas no modelo anterior continuam válidas até 2032.

Avanços e Desafios Apesar de ser um documento mais seguro e acessível, a implementação do novo RG ainda enfrenta desafios. Três estados – Amapá, Bahia e Roraima – ainda não estão emitindo o documento, o que evidencia a necessidade de coordenação entre os entes federados para garantir a efetivação da medida em todo o território nacional. Apesar disso, o Ministério destaca que a responsabilidade pela emissão da Carteira de Identidade Nacional é dos estados, por meio de seus institutos de identificação, e que o documento já está sendo emitido em 23 estados e no Distrito Federal.

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Entendendo o Aumento da Dívida Pública: Quem Deve e Qual o Impacto?

A dívida pública do governo alcançou R$ 6,25 trilhões, representando um aumento em relação ao período anterior e projetando-se para um aumento ainda maior até o fim deste ano. Mas afinal, o que é a dívida pública e para quem o Estado deve dinheiro?

O Que É a Dívida Pública? A dívida pública brasileira consiste na soma dos débitos do Estado com seus credores, sendo o Tesouro Nacional o órgão responsável por sua gestão. Para financiar suas atividades, o governo emite títulos, como os do Tesouro Direto, utilizando os recursos em diversas áreas como obras, programas sociais, saúde, educação e pagamento de aposentadorias.

Qual o Tamanho da Dívida Brasileira? Em 2023, a dívida pública brasileira atingiu R$ 6,25 trilhões, dentro da expectativa do Governo. Para 2024, a previsão é de um aumento para um valor entre R$ 7 trilhões e R$ 7,4 trilhões. A maior parte da dívida é interna, com credores brasileiros, representando uma mudança em relação às décadas de 1980 e 1990, quando a dívida era majoritariamente externa.

Para Quem o Governo Deve Dinheiro? As instituições financeiras detêm a maior fatia da dívida, seguidas por fundos de investimento e fundos de previdência. Também há investidores estrangeiros, seguradoras, o próprio governo e outros credores.

Como o Governo Gerencia a Dívida? O governo costuma rolar parte da dívida para prazos mais longos, visando garantir a confiança dos credores. Apesar do valor elevado da dívida, é comum que os países mantenham um certo nível de endividamento, sendo o objetivo do governo gerenciá-lo de forma a manter a credibilidade e possibilitar o financiamento de suas atividades de forma responsável.

Qual o Impacto da Dívida Pública? Apesar do tamanho expressivo da dívida, o governo tem conseguido administrá-la de maneira relativamente estável, mantendo uma reserva de liquidez considerada confortável. A relação dívida a vencer em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) ainda se encontra acima da média histórica, porém o governo tem conseguido rolar uma parcela maior da dívida, o que demonstra confiança dos credores.

Em suma, embora o valor da dívida pública possa parecer elevado, é importante considerar que a maioria dos países enfrenta situações semelhantes. O foco do governo está em gerenciar essa dívida de forma eficiente, garantindo sua sustentabilidade a longo prazo.

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Governador denuncia Interesses Políticos em Resistência contra Lei da Pesca em MT

O governador Mauro Mendes (União Brasil) fez uma declaração, sem mencionar nomes, apontando para um suposto jogo político e conflito de interesses na tentativa de derrubada da Lei da Pesca em Mato Grosso. A legislação proíbe o transporte, comercialização e armazenamento de pescados dos rios do estado por cinco anos.

Preocupado com a possibilidade de a lei ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Executivo decidiu “flexibilizar” o texto, permitindo a pesca de mais de 100 espécies. Em uma entrevista à imprensa, Mauro Mendes destacou a queda no estoque pesqueiro mato-grossense.

“Alguém tem dúvida de que os peixes estão acabando? Algum cidadão de bem deste estado tem dúvida? Ninguém tem dúvida disso. Existe um jogo político de interesses aí no ar, estou muito tranquilo, estou fazendo o que é certo, como sempre busco fazer. Agora, se não quiserem, daqui a pouco vão reconhecer o nosso esforço para fazer o certo”, afirmou.

Mendes é defensor do “turismo pesqueiro”, especialmente do pesque e solte, acreditando que isso pode potencializar a economia local. Durante a elaboração inicial do texto, ele sempre defendeu o avanço dessa prática, mesmo que isso significasse a extinção dos pescadores artesanais.

Apesar da flexibilização do texto para mais de 100 espécies, o governador enfrenta resistência do setor pesqueiro e de lideranças políticas. No entanto, ele está confiante: “Se o errado prevalecer, eu tenho a consciência tranquila porque identifiquei o problema e propus uma solução”.

O movimento contrário à lei argumenta que Mauro não apresentou embasamento ou estudo técnico para justificar as restrições, o que, segundo eles, pode levar o Supremo a apontar sua inconstitucionalidade. Além disso, destacam que o Estado só amenizou a Lei da Pesca porque não considerou a aposentadoria especial dos pescadores, que deixaria de ser paga pelo sistema previdenciário com o fim da profissão.

A proposta mantém a proibição para algumas espécies, como Cachara, Caparari, Dourado, Jaú, Matrinchã, Pintado/Surubin, Piraíba, Piraputanga, Pirara, Pirarucu, Trairão e Tucunaré por cinco anos. A atividade pesqueira permanece permitida para povos indígenas, originários e quilombolas, para subsistência, comercialização e transporte de iscas vivas, regulamentados por Resolução do Cepesca.

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Bitcoin Supera os US$ 46 mil e Alcança Maior Valor em um Mês

O Bitcoin (BTC) atingiu seu valor mais alto em um mês, impulsionado por novos investimentos nos ETFs (fundos de índice) que rastreiam a criptomoeda dos Estados Unidos e pelo otimismo em torno do halving, um evento que reduz pela metade a emissão do ativo digital.

Por volta das 8h desta sexta-feira (9), a moeda estava em alta de +4,20%, atingindo US$ 46.650, aumentando seu ganho acumulado em 2024 para cerca de 10%. Outras criptomoedas também estavam sendo negociadas em território positivo nesta manhã.

O lançamento do primeiro lote de 11 ETFs nos Estados Unidos em 11 de janeiro teve um impacto significativo. Desde então, o BTC experimentou uma tendência de queda, devido a um comportamento que se assemelha a “compre no boato, venda no fato”. Parte dessa queda foi atribuída aos resgates no Grayscale Bitcoin Trust (GBTC), um fundo fechado que se transformou em ETF e registrou saídas de cerca de US$ 6 bilhões.

No entanto, as retiradas do GBTC diminuíram, e outros ETFs atraíram US$ 8 bilhões em investimentos.

“O Bitcoin parece pronto para retomar sua marcha ascendente depois que as saídas do Grayscale finalmente diminuíram”, disse Caroline Mauron, cofundadora do provedor de liquidez de derivativos de ativos digitais Orbit Markets, à Bloomberg.

Além disso, as “baleias” (investidores com grande quantidade de cripto) começaram a acumular BTC, sinalizando uma fase de crença de mercado que antecede um bull run (corrida de touros), um período de euforia em que o preço dispara.

No curto prazo, segundo uma nota divulgada pela casa de análise 10X Research na quinta-feira (8), o Bitcoin pode subir até US$ 48 mil.

Outro fator que impulsiona o Bitcoin é o halving, um evento que ocorre a cada quatro anos e reduz pela metade a quantidade de Bitcoin que os mineradores recebem como recompensa por validar transações na blockchain. Esse corte na emissão é fundamental para limitar o fornecimento total de Bitcoin a 21 milhões. As recompensas por novos tokens minerados vão cair de 6,25 moedas por bloco para 3,125.

Historicamente, os meses anteriores ao halving precedem fortes corridas de alta, de acordo com a equipe do DBS Bank.

Confira o desempenho das principais criptomoedas às 8h:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Bitcoin (BTC)US$ 46.650+4,20%
Ethereum (ETH)US$ 2.468+1,90%
BNB Chain (BNB)US$ 321+2,00%
Solana (SOL)US$ 105+3,40%
XRP (XRP)US$ 0,5219+1,10%
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Safra Agrícola de 2024 Deve Ser 3,8% Menor que a de 2023, Aponta IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta quinta-feira (8) os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, indicando que a safra agrícola de 2024 deverá totalizar 303,4 milhões de toneladas. Esse número representa uma queda de 3,8% em relação ao desempenho registrado em 2023, equivalente a 12 milhões de toneladas a menos.

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Projeto dá o direito de 50% de desconto em fatura, caso Energisa não preste atendimento em 8h na zona rural

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) apresentou um projeto de lei que determina a religação da energia elétrica em propriedades nas zonas rurais de Mato Grosso em até oito horas, nos casos de eventos climáticos ou falhas no sistema. A proposta protocolada na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (7), também pune concessionária dando o direito ao consumidor prejudicado o desconto de 50% na fatura do próximo mês, caso a manutenção não seja feita no período determinado.

O projeto é uma atualização da proposta já apresentada por Cattani em 2023, que solicitava a presença de pelo menos um funcionário da concessionária para fazer o atendimento em locais rurais onde existem pelo menos 300 unidades consumidoras ativas.

O texto recebeu parecer favorável em todas as comissões e chegou a ser aprovado em duas votações em Plenário, porém recebeu o veto do Governo do Estado e da própria Assembleia Legislativa, que manteve a decisão do Executivo.

De acordo com Cattani, a mensagem tem o único objetivo de defender o cidadão do campo e os pequenos produtores rurais que sofrem com prejuízos na sua produção com a falta de energia, seja por eventos climáticos ou falhas no sistema, que em algumas localidades podem chegar até uma semana.

“Sofremos uma derrota no ano passado e estamos apresentando este projeto com melhorias já na primeira sessão deste ano. São muitas reclamações que chegam ao meu gabinete de moradores de áreas rurais sobre o problema da falta de energia elétrica, que duram dois dias, chegando até sete dias dependendo do que aconteceu. Imaginem um leiteiro que precisa acondicionar em ambiente refrigerado. Sem a energia ele irá perder todo o seu produto”, explicou.

Conforme a nova proposta, o prazo de até oito horas para o restabelecimento do fornecimento da energia será contado a partir do instante que o consumidor comunicar a prestadora de serviço.

A proposta, no entanto, não se aplica a interrupções no fornecimento de energia por ausência de pagamento.

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Uber cria ‘corrida protegida’ para adolescentes; veja como funciona

A Uber passou a disponibilizar um novo formato de corrida no aplicativo. É a função adolescente, que permite que pais acompanhem o trajeto dos filhos em tempo real, com recursos e novas ferramentas de segurança na plataforma.

Como funciona: Os adolescentes podem baixar o aplicativo e solicitar viagens por conta própria, ainda que menores de idade. Não é possível desabilitar qualquer recurso de segurança, já que o objetivo é oferecer uma alternativa de mobilidade com autonomia, sob supervisão dos responsáveis.

O recurso pode ser utilizado por adolescentes de 12 a 17 anos e compartilhado pelo familiar do responsável. O formato já está funcionando no Brasil em várias cidades, como Belo Horizonte, Campo Grande, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Santos, Vitória, Campinas, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Sorocaba e São José dos Campos. A funcionalidade também já foi lançada nos Estados Unidos e no Canadá.

Toda vez que o adolescente solicitar um deslocamento, seus responsáveis receberão atualizações em tempo real e poderão acompanhar a viagem ao vivo, desde o embarque até o desembarque, e ligar para o motorista, se for preciso. Adolescentes terão acesso aos recursos de segurança do aplicativo, como confirmação da viagem por código (U-Código) e, após confirmação do aceite, gravação de áudio de todas as viagens (U-Áudio), entre outros.

Repercussão: Segundo a empresa, o recurso surgiu após uma pesquisa realizada com seus usuários nos Estados Unidos, onde mostrou que metade dos responsáveis por adolescentes informaram já ter tido de escolher entre levar os filhos a algum lugar e ir a um compromisso profissional. O mesmo levantamento também mostrou que 40% dos jovens já deixaram de ir a um evento ou participar de uma atividade pela falta de uma alternativa de mobilidade.

Opções no aplicativo:

  • U-Acompanha: os pais receberão atualizações em tempo real sempre que o adolescente solicitar uma viagem, incluindo o nome do motorista parceiro e informações do veículo, e poderão acompanhar o progresso da viagem ao vivo em seu aplicativo Uber.
  • U-Código: antes de um adolescente entrar no carro, ele será solicitado a fornecer ao motorista parceiro um código exclusivo para aquela viagem, fornecendo uma camada extra de proteção.
  • U-Ajuda: utiliza sensores e dados de GPS para detectar se há mudança de rota, parada inesperada ou termina mais cedo, enviando automaticamente uma mensagem ao adolescente e ao motorista parceiro para ter certeza de que estão bem e oferecer recursos adicionais no aplicativo para buscar ajuda.
  • U-Áudio: permite que os usuários gravem o áudio de suas viagens diretamente pelo aplicativo, de forma criptografada, oferecendo evidências adicionais em casos de necessidade de segurança.
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É feriado no Carnaval? Empresa tem que dar folga? Entenda como funciona

As festas de Carnaval começam neste fim de semana acompanhadas de um clima de euforia, com grandes folias em diversos estados do Brasil. O principal período da festa tem início nesta sexta-feira (9) à noite e se estende até a quarta-feira de cinzas (14), sendo a data oficial do Carnaval em 2024 a terça-feira, 13 de fevereiro.

Mas, ainda que seja uma das festas mais tradicionais do país e conhecida mundialmente, o Carnaval não é considerado feriado nacional. A folia, na verdade, é ponto facultativo no calendário oficial do país, com exceção para estados e cidades que tenham a data como feriado – estadual ou municipal. É o caso do estado do Rio de Janeiro, por exemplo.

Sendo ponto facultativo, cabe a cada empresa decidir se os funcionários terão folga ou não. Caso tenham que cumprir expediente normalmente, os trabalhadores serão remunerados como se fosse um dia útil.

Segundo a advogada Karolen Gualda Beber, especialista na área do Direito do Trabalho, isso acontece porque a União delegou, em 1995, a competência para definir sobre a data aos estados e municípios. “Com base na Lei 9.093/95, feriado é a data oficial decretada em calendário nacional, estadual ou municipal. Assim, o Carnaval só será feriado caso exista lei estadual ou municipal que estipule a data como sendo feriado, a exemplo do Rio de Janeiro, uma vez que não se trata de feriado nacional”, explica.

Posso pedir folga? Nas cidades em que o Carnaval é efetivamente um feriado legalmente instituído, os funcionários terão a folga. Nas demais, é ponto facultativo, cabendo ao empregador decidir a folga de seus empregados.

Quais as opções? Ainda que a data não seja considerada feriado nacional, o costume da folga no Carnaval é enraizado em nosso país. Dessa forma, mesmo em cidades em que não é feriado, as empresas podem avaliar as possibilidades de conceder folga nesses dias.

Para isso, existem algumas alternativas. A empresa pode optar que funcionários façam a compensação antecipada das horas não trabalhadas; façam a compensação futura por meio de acordo de compensação ou banco de horas; ou pode até conceder as folgas sem a necessidade de compensação futura.

“Mas, caso a empresa esteja sediada onde é feriado e não possa renunciar a jornada de trabalho, a remuneração será em dobro. Onde o Carnaval é ponto facultativo e houver a opção pelo trabalho, ele será remunerado em dobro caso a compensação não ocorra na mesma semana”, lembra a advogada.

A especialista chama a atenção ainda para que antes de quaisquer dessas medidas, as empresas confiram as previsões inseridas também nas normas coletivas das categorias.

E no setor público? Nas localidades onde o governo estadual ou municipal decretam ponto facultativo no Carnaval, servidores públicos têm folga, desde que a repartição em que atuem não funcione nos determinados dias.

Home office segue as mesmas regras? Para os funcionários que estiverem trabalhando em casa, a princípio, as regras são as mesmas. O único ponto de atenção deve ser o local onde o trabalhador está. Henrique Soares Melo, sócio da área trabalhista do NHM Advogados confirma que essa é uma nova situação e ainda não existe uma legislação que discuta sobre.

“Caso o funcionário tenha sido transferido para um local onde é feriado e ele esteja exercendo funções, ele terá a folga. No entanto, se ele se encontra em uma localidade onde é feriado, por ir visitar familiares, mas a empresa está em uma cidade em que é dia útil, estamos trabalhando com o entendimento de que deve ser seguida a regra do local de onde ele foi contratado”, explica.

Existe pagamento de hora extra? O pagamento de hora extra será feito apenas em estados e municípios onde o Carnaval for legalmente considerado um feriado. Caso contrário, se a empresa decidir que os funcionários trabalhem na ocasião, o expediente será normal, sem pagamentos extras.

E se faltar ao trabalho? Se a empresa optar por não conceder folga e o trabalhador faltar ao expediente sem uma justificativa, poderá ser punido. Em localidades onde não é considerado feriado, a falta pode ser descontada em seu salário ou em descansos semanais remunerados.

Uma falta injustificada não tem o potencial para acarretar em demissão por justa causa. No entanto, o colaborador pode receber uma advertência, ter o valor referente ao dia de ausência descontado do salário ou até ser suspenso por alguns dias.

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Consulta ao Abono Salarial PIS-Pasep 2024 Disponível a Partir de Hoje

O Ministério do Trabalho disponibilizou a consulta para o Abono Salarial PIS-Pasep 2024, referente ao ano-base 2022, através do aplicativo Carteira de Trabalho Digital e do portal Gov.br. O pagamento terá início em 15 de fevereiro e seguirá um calendário unificado para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.

O benefício varia de R$ 118,00 a R$ 1.412,00, dependendo da quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2022. O aumento do salário-mínimo a partir de janeiro também resultou em ganhos para os beneficiários, com um acréscimo de até R$ 92,00.

O Ministério do Trabalho estima que 24.874.071 trabalhadores terão direito ao Abono Salarial, representando um gasto aproximado de R$ 27 bilhões. O calendário detalhado de pagamento está disponível no portal do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os interessados podem obter mais informações nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, por meio do telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br.

Calendário de Pagamento Pis-Pasep 2024 (Ano-Base 2022):

  • Janeiro: Recebem a partir de 15/02/2024 até 27/12/2024
  • Fevereiro: Recebem a partir de 15/03/2024 até 27/12/2024
  • Março: Recebem a partir de 15/04/2024 até 27/12/2024
  • Abril: Recebem a partir de 15/04/2024 até 27/12/2024
  • Maio: Recebem a partir de 15/05/2024 até 27/12/2024
  • Junho: Recebem a partir de 15/05/2024 até 27/12/2024
  • Julho: Recebem a partir de 17/06/2024 até 27/12/2024
  • Agosto: Recebem a partir de 17/06/2024 até 27/12/2024
  • Setembro: Recebem a partir de 15/07/2024 até 27/12/2024
  • Outubro: Recebem a partir de 15/07/2024 até 27/12/2024
  • Novembro: Recebem a partir de 15/08/2024 até 27/12/2024
  • Dezembro: Recebem a partir de 15/08/2024 até 27/12/2024

Os trabalhadores poderão sacar o benefício até o dia 27 de dezembro.

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Produtores de Mato Grosso Buscam Compensar Quebra de Safra Optando por Algodão em Meio à Crise do Milho

Com uma previsão de quebra de safra de 8% para 2023/2024, agricultores em Mato Grosso estão substituindo o milho pelo algodão na segunda safra para tentar compensar as perdas com a soja. A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) estima um aumento de 10% na área plantada de algodão nesta safra.

O vice-presidente da Ampa, Orcival Guimarães, destacou que, apesar das condições climáticas adversas que podem afetar a produtividade, a área plantada deve crescer, impulsionada pela rentabilidade mais atrativa do algodão em comparação com o milho, cujas cotações despencaram nos últimos meses.

“A safra passada foi prejudicada pela seca na soja, e a rentabilidade do milho está muito ruim, sem previsão de melhora. O algodão acaba se destacando”, afirmou Guimarães.

O secretário adjunto de Agronegócios e Investimentos, Anderson Lombardi, observou que alguns produtores optaram pela troca do milho pelo algodão para compensar as perdas na soja, devido à maior rentabilidade do algodão na venda. No entanto, ele alertou para os riscos, uma vez que o cultivo de algodão envolve custos mais elevados.

A Ampa projeta um aumento da área plantada para 1,35 milhão de hectares em 2023/24, comparado a 1,2 milhão de hectares no ciclo anterior. Embora a produtividade média deva cair devido às condições climáticas menos favoráveis, a expectativa é de um cenário positivo para os preços, impulsionado pela possível demanda externa.