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Governo Lula anuncia cortes de R$ 4 bilhões em saúde, educação e programas sociais

O governo Lula divulgou nesta quinta-feira (11) uma série de cortes orçamentários que atingem áreas cruciais como saúde, educação e programas sociais. Sob o pretexto de alinhar-se às novas diretrizes fiscais, a medida despertou debates acalorados e levantou questionamentos sobre as prioridades do governo.

Os cortes, que ultrapassam os R$ 4 bilhões em diversos ministérios, geram preocupações sobre o impacto direto na vida da população. O programa Farmácia Popular, por exemplo, enfrentará uma redução significativa de aproximadamente 20% em seu orçamento para medicamentos subsidiados, representando uma diminuição de R$ 107 milhões.

Além disso, a educação também será afetada, com cortes de cerca de R$ 280 milhões que impactam a pesquisa e a assistência estudantil em universidades e escolas de ensino básico. O corte de R$ 73 milhões no orçamento do CNPq também preocupa, representando um retrocesso nas iniciativas de pesquisa científica do país.

Os cortes em programas sociais e de desenvolvimento sustentável, como o Bolsa Verde, também geram inquietação, destacando uma possível desconexão do governo com as necessidades urgentes da população mais vulnerável.

Diante desses cortes, a sociedade expressa preocupação com o comprometimento do acesso a serviços essenciais e com o futuro de milhões de brasileiros que dependem dessas políticas públicas.

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Banco Central do Brasil Celebra 200 Anos da Primeira Constituição com Lançamento de Moeda Comemorativa

Nesta quinta-feira (11), o Banco Central do Brasil anunciou o lançamento de uma moeda em homenagem aos 200 anos da primeira Constituição do país. A peça, destinada a colecionadores, será produzida em prata e terá um valor de face de R$ 5.

A tiragem inicial será de três mil unidades, podendo chegar a até 10 mil peças. Cada moeda será vendida por R$ 440 e estará disponível exclusivamente no site Clube da Medalha, com início das vendas previsto ainda para hoje.

A moeda apresenta, em uma das faces, a ilustração do livro manuscrito da primeira Constituição, outorgada pelo imperador D. Pedro I, acompanhada das legendas “Primeira Constituição”, “Poder Legislativo”, “200 Anos” e “1824-2024”. Na outra face, há a representação do Palácio do Congresso Nacional, em Brasília, com referência aos plenários da Câmara e do Senado, além das legendas “BRASIL”, “2024” e “5 REAIS”.

Rodrigo Alves Teixeira, diretor de Administração do Banco Central, afirmou que o lançamento da moeda é uma forma de perpetuar a lembrança da primeira Constituição na memória do país, homenageando as duas câmaras do Poder Legislativo e o texto legal que as originou.

A primeira Constituição brasileira foi outorgada por D. Pedro I em 25 de março de 1824, menos de dois anos após a proclamação da Independência do Brasil, e permaneceu em vigor por 65 anos. Estabeleceu no país uma monarquia constitucional hereditária, além de instituir o Poder Legislativo bicameral e os três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), e criou o Supremo Tribunal de Justiça, antecessor do atual Supremo Tribunal Federal (STF).

Esta iniciativa do Banco Central se soma a outras moedas comemorativas lançadas ao longo de sua história, incluindo as duas peças disponibilizadas em 2022 para celebrar o Bicentenário da Independência do Brasil.

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Saúde em alta: abertura de empresas na área cresceu em 2023

Tendência é que o segmento formado por clínicas médicas e odontológicas, além de atividades lideradas por nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, permaneça aquecido

As atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos em consultórios, ambulatórios, clínicas médicas especializadas, clínicas odontológicas e serviços de vacinação e imunização registraram 48,7 mil novas micro e pequenas empresas (MPE) em 2023. Foi um aumento de 10,5% se comparado ao ano anterior e de 84% em relação a 2019, o que fez com que o segmento alcançasse a primeira posição no ranking de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), com o maior volume de pequenos negócios abertos, segundo levantamento realizado pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal.

O Brasil também registrou a abertura de 36,5 mil MPE de atividades lideradas por nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. O número representa alta de 32% em cima do ano anterior, quando foram registradas 27,7 mil novas empresas, e um salto de 226,6% na comparação com 2019, que somou 11,1 mil novas empresas.

Esse crescimento exponencial está ligado ao surgimento de novos negócios e demandas e prestações de serviços. Na pandemia de covid-19, o setor de saúde foi um dos que mais tiveram fôlego e seu visível avanço se deu por causa da telemedicina e de outras ferramentas e modelos de negócio que se adaptaram à realidade do distanciamento social.

O período foi um marco para a atenção sobre a saúde de uma maneira geral, mas, principalmente, a saúde mental.
Segundo dados da Receita Federal, atualmente o país tem pouco mais de 430 mil empresas ativas registradas nos dois CNAE. Para garantir a sobrevivência no setor de saúde é preciso saber lidar com a competitividade e agregar valor. O diferencial de um negócio pode estar no tratamento dado ao cliente no pré e no pós-atendimento, através de mensagens e pesquisa de satisfação, por exemplo. “Hoje, retém-se clientela com sistema, processo e bom relacionamento, a partir de uma nova roupagem da saúde que é a transformação digital”, destaca Flavio Barros, analista de Competitividade do Sebrae Nacional.

Com o aumento da procura por serviços de saúde, as empresas também começaram a demandar a necessidade de apoio em gestão. Isso porque a formação acadêmica dos profissionais da área ainda não abrange temas como empreendedorismo.

Eles não foram formados para ter a cultura de gerir um negócio. É aí que entra o Sebrae, atuando na melhora da sobrevivência, trazendo modelos sofisticados de operação, trabalhando com valores éticos.

Flavio Barros, analista de Competitividade do Sebrae Nacional.

Elevando a competitividade dos pequenos negócios de saúde

Com atuação nas cinco regiões do país a partir das unidades do Sebrae nos estados, o Programa Brasil + Competitivo busca elevar o nível de competitividade dos pequenos negócios por meio de jornadas estruturadas que promovam ganhos de produtividade, ampliação de mercados, melhoria de gestão e aumento da competitividade estrutural e sistêmica, considerando as especificidades dos setores, cadeias e vocações territoriais.

A partir da inteligência setorial, territorial e de mercado, e com a mensuração de resultados efetivos para os pequenos negócios, o Sebrae oferece soluções que promovam o aprimoramento dos negócios, o acesso a mercados nacionais e internacionais, a adoção de inovações tecnológicas voltadas para aumento da sua produtividade, bem como a promoção da prosperidade nos territórios alavancando economias portadoras de futuro.

Em 2023, o grupo de empresas que participou da iniciativa teve uma média de aumento de 16% do faturamento. Os empreendimentos da área da saúde atingiram um índice ainda maior, com 23,4% de aumento, mostrando que o mercado está aquecido e as empresas estão buscando destaque no setor.

Com base nos resultados do programa, o Sebrae lança para 2024 a jornada “Clínicas do Futuro”, a fim de levar a um maior número de empresas a uma atuação exitosa do segmento. O Brasil + Competitivo passará a se chamar Impulsionar Negócios e serão quase 30 iniciativas no tema Saúde e Saudabilidade e mais de R$ 9 milhões investidos no desenvolvimento de projetos de competitividade.

Por: ASN

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Inflação nos EUA Mantém Alta Moderada em Fevereiro; Gastos do Consumidor se Elevam

Em fevereiro, os preços nos Estados Unidos registraram um aumento moderado, enquanto o custo dos serviços fora da habitação desacelerou consideravelmente. Esses dados mantêm a possibilidade de um corte na taxa de juros em junho pelo Federal Reserve.

O índice de inflação PCE subiu 0,3% no mês passado, de acordo com o Departamento de Comércio em seu relatório divulgado nesta sexta-feira. Os dados de janeiro foram revisados para cima, indicando que o PCE subiu 0,4%, em vez de 0,3%, conforme relatado anteriormente.

Em relação aos últimos 12 meses até fevereiro, a inflação medida pelo PCE avançou 2,5%, após registrar um aumento de 2,4% em janeiro. Economistas consultados pela Reuters projetavam um ganho de 0,4% no índice PCE no mês e um aumento de 2,5% na comparação anual.

Apesar das pressões sobre os preços estarem diminuindo, o ritmo de desaceleração tem sido mais lento desde o primeiro semestre do ano passado.

Na semana passada, as autoridades do Fed optaram por manter a taxa básica do banco central dos EUA na faixa atual de 5,25%-5,50%, após terem aumentado em 525 pontos base desde março de 2022.

Os decisores políticos do Fed antecipam três cortes nas taxas este ano, com os mercados financeiros esperando a primeira redução em junho. O governador do Fed, Christopher Waller, comentou na quarta-feira que “não há pressa em cortar a taxa básica” neste momento, embora não tenha descartado a possibilidade de redução dos custos dos empréstimos no final do ano.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice PCE aumentou 0,3% no mês passado, após um ganho revisado para cima de 0,5% em janeiro. O chamado núcleo do PCE havia registrado anteriormente um aumento de 0,4% em janeiro.

Em termos anuais, o núcleo do PCE aumentou 2,8% em fevereiro, depois de subir 2,9% em janeiro.

O Fed utiliza as medidas de preços do PCE para cumprir sua meta de inflação de 2%. Para levar a inflação de volta à meta, são necessárias leituras mensais de inflação de 0,2% ao longo do tempo.

Em fevereiro, a inflação dos serviços PCE, excluindo energia e habitação, subiu 0,2%, depois de registrar um aumento de 0,7% em janeiro.

Além disso, os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 0,8% no mês passado, após um aumento de 0,2% em janeiro, como mostrou o relatório.

Economia

Governo Detalha Bloqueio de R$ 2,9 Bilhões no Orçamento; Ministérios de Cidades e Transportes são os Mais Atingidos

Nesta quinta-feira (28), o governo detalhou o bloqueio de R$ 2,9 bilhões no orçamento deste ano, sendo que os ministérios das Cidades e dos Transportes foram os mais afetados. O bloqueio foi anunciado na semana passada como parte das medidas para cumprir os limites do arcabouço fiscal.

O detalhamento dos cortes foi publicado por meio de decreto presidencial no “Diário Oficial da União”. Além dos ministérios das Cidades e dos Transportes, outros órgãos também tiveram reduções em seus orçamentos, como o Ministério da Defesa, o Ministério do Desenvolvimento Social e outros, conforme a lista abaixo:

  • Ministério das Cidades: Redução de R$ 741,74 milhões
  • Ministério dos Transportes: Redução de R$ 678,97 milhões
  • Ministério da Defesa: Redução de R$ 446,48 milhões
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social: Redução de R$ 281,66 milhões
  • Ministério da Integração: Redução de R$ 179,79 milhões
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: Redução de R$ 118,79 milhões
  • Ministério da Agricultura: Redução de R$ 105,49 milhões
  • Ministério da Fazenda: Redução de R$ 94,39 milhões
  • Ministério das Relações Exteriores: Redução de R$ 69,29 milhões
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública: Redução de R$ 65,59 milhões
  • Ministério dos Portos e Aeroportos: Redução de R$ 52,29 milhões
  • Ministério do Planejamento e Orçamento: Redução de R$ 37,09 milhões
  • Ministério da Gestão e Inovação: Redução de R$ 36,29 milhões

O bloqueio acontece em razão do limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal, aprovado no ano passado. Esse arcabouço busca evitar uma piora nas contas públicas e na dívida do governo. Segundo as normas estabelecidas:

  • O crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais.
  • O governo não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação.

Apesar dos cortes, o governo estima um déficit de R$ 9,3 bilhões nas contas do governo para este ano. Esse valor está dentro da banda permitida pelo arcabouço fiscal, que permite um déficit de até R$ 28,8 bilhões.

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Confira o que abre e o que fecha no serviço público estadual na Sexta-feira Santa

Atividades essenciais como a segurança e a saúde continuam normalmente

Na sexta-feira (29.03), feriado nacional da Paixão de Cristo, as secretarias, autarquias, escolas e empresas públicas estaduais não terão expediente. As atividades essenciais, como a segurança e a saúde, serão mantidas.

O funcionamento atende ao calendário de feriados e pontos facultativos nos órgãos públicos estaduais de Mato Grosso, para o ano de 2024, publicado no Decreto n.º 631/2023.

Veja abaixo o que abre e o que fecha no serviço público:

Ganha Tempo

As unidades do Ganha Tempo localizadas no Várzea Grande Shopping, na Praça Ipiranga, nos bairros Cristo Rei e CPA 1, e as unidades no interior do Estado, estarão fechadas na sexta-feira (29). O atendimento ao público retorna na segunda-feira (1º de abril). O posto do Sistema Nacional de Emprego (Sine) também segue o mesmo padrão de funcionamento.

Saúde

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Correa (Cridac), o Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), o Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidades (Cermac), o MT Hemocentro e a Farmácia Especializada de Alto Custo estarão fechados na sexta-feira (29). 

O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) estará funcionando em regime de plantão.

A rede hospitalar, o Serviço de Atendimento de Urgência (Samu) e a Central Estadual de Transplante trabalham normalmente no feriado.

Segurança

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), apenas as unidades administrativas param na Sexta-feira Santa. Em Cuiabá, a Central de Flagrantes do bairro Planalto e a Central de Ocorrências da Prainha funcionarão normalmente e devem centralizar os procedimentos de Boletins de Ocorrências.

Os batalhões da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Instituto Médico Legal (IML) e Perícia Criminal também não param os serviços durante o feriado. O Instituto Médico Legal (IML), assim como as delegacias especializadas de Homicídio (DHPP), de Trânsito (Deletran), e a de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva), estarão em regime de plantão e atendendo normalmente.

A Polícia Civil reforça à população que, para as ocorrências envolvendo violência doméstica e sexual, tem um Plantão de Atendimento em Cuiabá, que funciona 24h e atende mulheres, crianças e adolescentes vítimas. O plantão está localizado na Avenida Dante Martins de Oliveira, s/n, no bairro Planalto.

Boletim de Ocorrência Online

Nesse período, a população pode buscar atendimento online na Delegacia Virtual para registro de ocorrências envolvendo extravio/furto, furto de celular, exercício ilegal da profissão, desaparecimento de pessoas, calúnia, difamação, injúria, ameaça, constrangimento ilegal, violação de domicílio, e também realizar o pré-registro de outros crimes. Para acessar a Delegacia Virtual, clique aqui.

Economia

MT tem 31% de empregos a mais em relação a fevereiro de 2023, aponta Caged

Dados apontam que em fevereiro deste ano foram oferecidas 7.429 vagas de trabalho a mais

Mato Grosso superou em 31% o número de vagas de emprego com carteira assinada gerados em fevereiro deste ano, em relação ao mesmo mês no ano passado, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em fevereiro de 2024, foram contratados 59.538 trabalhadores e desligados 52.109, gerando um saldo positivo de 7.429 novas vagas de emprego. No ano passado, o saldo de novos empregos nesse mesmo mês foi de 5.676 vagas. Já no acumulado de janeiro a fevereiro de 2023 foram 22.202.

Nos dois primeiros meses deste ano, foram abertos 24.568 novos postos de trabalho, o que representa um crescimento de 10,6% em relação ao primeiro bimestre de 2023.

Quase 60% dos novos postos de trabalho gerados em fevereiro foram gerados pelo setor de serviços (4.398), seguido pelo comércio (1.817), construção (1.481) e indústria (1.322). 

Um dos diferenciais do mês de fevereiro foi a contratação de mais mulheres do que homens. Das 7.429 novas vagas, 4.181 foram preenchidas por mulheres e 3.250 por homens. Cerca de 64% dos novos empregos foram destinados aos trabalhadores com ensino médio completo e 59,5% foram preenchidos por menores aprendizes e jovens de 18 a 24 anos.

Também no mês de fevereiro, foram abertas 170 vagas de trabalho intermitente (onde não há o cumprimento de carga horária específica), 6 temporárias e 784 contratações de estrangeiros.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, Mato Grosso é um exemplo para o país na geração de emprego e renda, um dos maiores em crescimento econômico, em investimentos estatais, gerando confiança para que o empresariado também aporte recursos e expanda os negócios.

Ele destacou ainda que a economia de Mato Grosso cresceu 10,6% em 2023 num ritmo três vezes maior do que o Brasil (2,9%), conforme a Resenha Regional do Banco do Brasil. O PIB de Mato Grosso teve o segundo maior crescimento econômico do país, liderando o Centro-Oeste, atrás apenas do Tocantins, que registrou elevação de 11,1% no PIB. 

“O estado tem investido em infraestrutura nas estradas, na primeira ferrovia estadual do país. O Governo tem atraído investimentos com política de incentivo fiscal sem burocracia, investido mais de 15% da receita em projetos estruturais, isso atrai o empresariado, por isso estamos numa situação de quase pleno emprego. O Estado tem políticas públicas para o desenvolvimento econômico e social. Toda essa combinação de fatores tem contribuído para que Mato Grosso se destaque como um dos estados que mais gera emprego no Brasil”, avaliou.

Economia

Pesquisa de preço do Procon-MT constata variação de até 78,25% na caixa de bombom

Maior variação em dinheiro para um mesmo produto foi de R$54,09 para ovo de Páscoa

O Procon Estadual, vinculado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), realizou uma pesquisa de preços dos produtos da Páscoa em estabelecimentos comerciais de Cuiabá e encontrou variação de até 78,25% entre os chocolates pesquisados.

De acordo com o coordenador de Fiscalização, Controle e Monitoramento de Mercado do Procon-MT, Ivo Vinícius Firmo, foram comparados valores de ovos e coelhos de chocolate, caixa de bombons, tabletes, entre outros produtos, de diversas marcas, tipos e modelos. No total foram avaliados 145 itens.

O produto com maior diferença percentual registrada, de 78,25%, foi a caixa de bombom Garoto Sortidos Garotices (250gr). O menor preço encontrado foi R$10,99 e o maior valor foi R$19,59.

Em segundo lugar está a caixa de bombom Nestlé Especialidades (251gr), com variação de 65,05%: menor preço R$10,90 e maior preço R$17,99. E em terceiro lugar, o ovo de Páscoa Lacta Ouro Branco (359gr), com diferença percentual de 57,60% (menor preço R$57,99 e maior preço R$91,39). 

Já o produto com maior variação em dinheiro foi o ovo de Páscoa Collection Ferrero Rocher (241gr), com preços entre R$99,00 (menor valor) e R$153,99 (maior valor), ou seja, uma diferença de R$54,09 para o mesmo produto.

Em segundo lugar, está o ovo de Páscoa Lacta Meio Diamante Negro Meio Laka (500gr), com diferença de R$38,40: menor preço R$ 84,99 e maior preço R$ 123,39. E em terceiro lugar, o ovo de Páscoa Lacta Favoritos (500gr) que apresentou diferença de R$34,99 (menor preço R$84,99 e maior preço R$119,98).

A coleta dos preços foi realizada nos dias 18 e 19 de março em dez estabelecimentos comerciais de Cuiabá.

A secretária adjunta do Procon-MT, Márcia Santos, enfatiza que o levantamento tem como objetivo despertar no consumidor a consciência sobre a importância da pesquisa de preços.

“Antes de ir às compras, é essencial fazer uma pesquisa de preços, que pode ser presencial nas lojas, pelos encartes e material publicitário divulgados ou nos sites dos estabelecimentos. Também é preciso avaliar a forma de apresentação do produto: trocar ovos de Páscoa por caixas de bombom ou barras de chocolate é uma boa opção para economizar”, salienta.

Confira a Tabela Comparativa com as maiores variações de preço e a Pesquisa Completa.

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Governo bloqueia R$ 2,9 bilhões do orçamento da União

Nesta sexta-feira (22), os ministérios da Fazenda e Planejamento anunciaram um bloqueio no Orçamento da União no valor de R$ 2,9 bilhões. Essa medida foi revelada no primeiro relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do ano.

Esse relatório, divulgado a cada dois meses, tem como objetivo principal avaliar a margem de gastos disponíveis para o governo.

O bloqueio afetará os gastos discricionários, ou seja, aqueles que não são obrigatórios, incluindo investimentos e outros gastos aos quais os ministérios têm flexibilidade para alocar recursos.

Além disso, os ministérios também apresentaram uma projeção de déficit de R$ 9,3 bilhões para o ano de 2024, o que representa cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, a meta estabelecida pelo governo é alcançar um saldo orçamentário neutro até o final do ano.

De acordo com o relatório, o governo está limitado a aumentar as despesas em até 70% da projeção de arrecadação. Além disso, os gastos não podem exceder 2,5% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior.

Essas medidas visam garantir a estabilidade fiscal e o equilíbrio das contas públicas, conforme as diretrizes estabelecidas pelo governo federal.

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Produtores de leite do Mato Grosso comemoram aprovação da Lei contra importações

Um impulso aos produtores de leite do Mato Grosso. Projeto que retira incentivos fiscais para empresas que comercializam leite importado é aprovado na ALMT

Visando o fortalecimento da economia local e valorização dos produtores de leite mato-grossenses, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deu um grande passo na última quarta-feira(20). Com a aprovação de um projeto de Lei inovador, o estado coloca um freio nos incentivos fiscais a empresas que priorizam o leite importado em detrimento do produto nacional. A iniciativa é fruto do empenho do deputado estadual Gilberto Cattani, que vislumbra um futuro mais justo e equitativo para os produtores do estado.

No entendimento do cenário atual, a competição acaba sendo desleal e fomentada por políticas de importação de laticínios dos países do Mercosul, o que tem prejudicado profundamente os produtores de leite brasileiros. Neste sentido, o projeto de Lei surge como um farol de esperança.

Impulso aos produtores de leite do Mato Grosso

Segundo o parlamentar, desde 2023, o Governo Federal tem aberto as portas para o leite estrangeiro, desencadeando uma crise sem precedentes no setor lácteo nacional. O objetivo do projeto de Cattani é claro: reverter essa tendência, incentivando as empresas mato-grossenses a valorizar e comercializar o leite produzido no coração do Brasil. A medida não apenas protege os produtores locais mas também estimula a economia dentro de nossas fronteiras, promovendo a geração de emprego e renda e aumentando a arrecadação tributária estadual.

A rápida aprovação da proposta, após intensa articulação e com pareceres favoráveis de comissões cruciais da ALMT, reflete o reconhecimento da urgência em corrigir o rumo da política leiteira no estado e no país. “É uma vitória para os produtores de leite para Mato Grosso e do Brasil. O setor está sendo massacrado por políticas erradas. Hoje o nosso país importa leite através do Mercosul e os nossos produtores de leite estão morrendo. Não se trata de impedir a liberdade de comércio das empresas, até por que, todas são livres para operar, mas os incentivos fiscais, que tem origem dos contribuintes mato-grossenses, estes devem ser utilizados para prestigiar os produtores locais que geram renda, emprego e arrecadação tributária para o estado, jamais podendo ser o inverso” afirma Cattani.

O deputado faz questão de esclarecer: a intenção não é cercear a liberdade de comércio, mas assegurar que os incentivos provenientes dos cidadãos mato-grossenses sejam inteligentemente investidos. É uma questão de justiça e de inteligência econômica: privilegiar quem trabalha a terra e contribui de forma tangível para a prosperidade do estado.

Com a promulgação dessa Lei, Mato Grosso se posiciona na vanguarda do apoio ao agronegócio nacional, demonstrando que é possível conciliar livre comércio com políticas de incentivo que protejam e promovam os interesses nacionais. Este é um passo decisivo para garantir que o setor lácteo, tão vital para a economia rural, possa florescer e se desenvolver sustentavelmente, beneficiando produtores, consumidores e a economia como um todo.

Por Vicente Delgado –AGRONEWS