Willian Lima conquistou a primeira medalha do Brasil na Olimpíada de Paris 2024. O judoca paulista ficou com a prata após ser derrotado pelo japonês Hifumi Abe na final da categoria até 66kg. Esta é a primeira medalha olímpica do atleta de 24 anos.
A Luta
No início da luta, Willian Lima sofreu uma penalidade. Logo após, Abe aplicou um waza-ari, ganhando vantagem. Pressionado, Willian sofreu mais um waza-ari, que se transformou em ippon, decretando a vitória do japonês.
A prata de Willian Lima é a 25ª medalha do judô brasileiro na história das Olimpíadas, consolidando o judô como o esporte com mais medalhas para o Brasil, com quatro ouros, quatro pratas e 17 bronzes.
Os venezuelanos vão às urnas neste domingo (28) para participar da eleição mais significativa dos últimos 25 anos. Pela primeira vez, a oposição é amplamente favorita para vencer, apesar das incertezas se o regime de Nicolás Maduro aceitará os resultados. As principais pesquisas indicam a vitória de Edmundo González Urrutia, apoiado pela líder antichavista María Corina Machado, que foi impedida de concorrer.
Urrutia, da Plataforma Unitária Democrática (PUD), tem mais de 50% das intenções de voto, enquanto Maduro aparece com cerca de 20%, valor próximo à sua taxa de aprovação. No entanto, institutos criados pelo chavismo apontam um resultado oposto.
Ao longo do ano, o regime impôs novas regras para dificultar a vida da oposição, incluindo a inabilitação de Corina Machado, que venceu as primárias com mais de 90% dos votos.
– “Existe uma estrutura jurídica e política manipulada para impedir a participação nas eleições, mudando seções eleitorais, bloqueando votações e manipulando observadores. Desta vez, é uma luta existencial para o chavismo” – afirma María Isabel Puerta Riera, cientista política do Valencia College, na Flórida.
A oposição se apresenta unida pela primeira vez em 11 anos. A última vez que esteve perto de vencer o chavismo foi em 2013, quando Maduro venceu Henrique Capriles por uma margem apertada de 50% a 49%. Em 2018, o boicote da oposição resultou na reeleição de Maduro por ampla margem. Agora, os opositores concordaram em apoiar qualquer candidatura capaz de derrotar o chavismo, com a dissidência garantindo um alto comparecimento.
Segundo as organizações Alerta Venezuela, Espacio Público e Voto Joven, cerca de 25% dos eleitores foram excluídos do processo devido a mudanças nas regras que impediram milhões de venezuelanos no exterior de se registrarem. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) afirmou que mais de 21 milhões de pessoas estão habilitadas para votar, enquanto as organizações indicam que 5 milhões ficaram de fora.
– “Não pode haver eleições autênticas ou livres sem um quarto da população” – dizem as entidades.
Há denúncias de mudanças arbitrárias nos locais de votação e dificuldades na inscrição de mesários. Sem mesários, não há como realizar eleições em certas seções, o que poderia favorecer o chavismo.
A realização das eleições foi acertada entre Maduro e a oposição nos Acordos de Barbados, mediado pelo Brasil. Em troca de um processo justo, o chavismo teria o levantamento de algumas sanções dos EUA e da União Europeia. No entanto, o acordo começou a ruir quando o Supremo Tribunal de Justiça confirmou a inabilitação de Corina Machado, resultando na volta das sanções.
Após um impasse sobre quem substituiria Corina Machado, a oposição se uniu em torno de Corina Yoris, mas a manobra falhou quando Yoris foi barrada no último dia de inscrição. O único nome aceito foi o de González Urrutia, um diplomata aposentado visto como um negociador habilidoso.
O chavismo também dificultou o credenciamento de testemunhas eleitorais, essenciais para garantir a lisura do processo. A oposição afirma que o CNE colocou obstáculos aos 90 mil voluntários enviados por eles.
– “A estratégia é usar o CNE para impedir a votação maciça e tentar ganhar as eleições de forma fraudulenta. Mesmo que os votos sejam contados corretamente, a eleição ocorre em um contexto de fraude” – afirma o opositor e ex-presidente do CNE Andrés Caleca.
80% dos crimes foram cometidos no ambiente doméstico e 55% cometidos com emprego de arma branca
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu 100% dos inquéritos de homicídios qualificados em feminicídio ocorridos no primeiro semestre do ano. No período, foram registrados 20 feminicídios, que resultaram em 17 prisões.
Os inquéritos de feminicídio foram concluídos com todos os autores identificados, sendo 11 presos em flagrante, seis por mandados judiciais, um cometeu suicídio e dois seguem sendo procurados.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, salienta que os crimes contra a vida exigem uma resposta imediata e a instituição busca atuar com agilidade para identificar os autores e reduzir a sensação de impunidade perante a sociedade e familiares das vítimas.
“As investigações de homicídio são prioridades, reforçada em todas as unidades da instituição, porque é uma situação inesperada, que choca tanto a família, que perde a pessoa repentinamente, quanto a sociedade”, destacou a delegada.
Dos feminicídios ocorridos no semestre, 80% deles foram cometidos no ambiente doméstico e 55% com emprego de arma branca.
Entre os casos concluídos, com os autores presos pela Polícia Civil, estão os de duas jovens mortas em Sinop, no mês de junho.
Bruna de Oliveira, de 24 anos, foi assassinada em Sinop. O autor do crime foi preso pela Polícia Civil na cidade de Nova Maringá, a mais de 300 quilômetros de onde cometeu o crime.
Outro crime ocorrido na cidade do norte de Mato Grosso vitimou Maria Vitória Nastacia Vieira, de 22 anos, morta no início de junho. O autor do crime, de 22 anos, foi preso uma semana depois pela equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher do município quando recebeu alta médica.
Conforme a delegada Renata Evangelista, o investigado vai responder pelo feminicídio, quando a morte da vítima ocorre por menosprezo diante da condição de mulher, o que foi confirmado durante as investigações. “Trabalhamos rapidamente para que, quando o investigado tivesse alta, nós pudéssemos cumprir o mandado de prisão e fazê-lo responder pelo crime”.
Crime em Guiratinga
Jhulia Glezia Souza Neres, de 18 anos, foi morta a facadas no dia 15 de junho, na cidade do sul de Mato Grosso. O ex-namorado dela, M.M.A., de 23 anos, foi preso em Itiquira, dois dias após o crime, por policiais civis de Guiratinga, com apoio da Delegacia da Polícia Civil do município.
A Polícia Civil apurou que ele recebeu apoio para fugir de Guiratinga, seguiu para Alto Garças e depois foi para Itiquira, onde tem familiares.
Feminicídio em Lucas do Rio Verde
No início do ano, a jovem trans Mayla Rafaela Martins, de 22 anos, foi assassinada a facadas e o corpo foi localizado em uma área rural, perto da MT-485, enrolado em uma lona de piscina.
Durante as diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde conseguiu identificar o veículo que abordou a vítima na noite anterior e também seu proprietário, que foi encontrado em sua residência. Ao ser questionado sobre o crime, ele confessou aos policiais o assassinato. J.C.F., de 44 anos, disse que matou a vítima no quintal de casa e depois enrolou o corpo com a lona de uma piscina velha e jogou na área de uma fazenda. Ele foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Apresentação representou a diversidade da comunidade LGBT+
A diversidade sexual foi um dos temas apresentados na cerimônia de abertura dos Jogos de Paris, nesta sexta-feira (26). Entre as apresentações havia uma que fazia referência da Última Ceia de Jesus sendo representada por drags queens.
Representando a identidade de gêneros e a sexualidade da comunidade LGBT+, a apresentação exaltou a cultura do ballroom e mostrou a dança vogue que representa bem esse universo.
Operação visa combater a criminalidade com foco em locais com mais registros de crimes e circulação de pessoas
A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.07), em todos os comandos regionais do estado, a Operação Força Total – Policiais militares a serviço do Brasil. Na região metropolitana, a abertura da operação ocorreu durante solenidade na nova Orla do Porto, em Cuiabá, com a participação dos comandantes das unidades especializadas da instituição.
A ação é realizada em todo o território nacional com apoio do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG-PM). A operação visa a intensificação da atuação das polícias militares de todo o país, com foco na detenção de suspeitos em flagrante delito, apreensões de armas e drogas e demais ações de garantia da segurança da população e ordem pública.
Conforme o comandante do 1º Comando Regional, coronel PM Wankley Corrêa Rodrigues, em Mato Grosso, há um efetivo de mais de 1.500 policiais militares e implemento de mais de 700 viaturas que realizarão intenso policiamento com objetivo de garantir a ordem pública por meio da realização de abordagens, blitzes nas vias de maior movimentação, principalmente nas áreas identificadas como de maior índice de criminalidade.
“Há um esforço de todos os nossos policiais militares para garantir a segurança da população cuiabana e mato-grossense. Essa é uma importante operação que ocorre simultaneamente em todo o Estado e, sendo assim, não haverá espaço para marginalidade. Nosso objetivo é resgatar a sensação de segurança da população por meio do policiamento ostensivo e tático”.
O comandante do 2º Comando Regional, coronel Januário Batista, também ressaltou a importância da deflagração da operação e reforço do policiamento em todo o estado. “Esse esforço hoje é totalmente dedicado a essa operação de âmbito nacional das Polícias Militares e aqui em Mato Grosso não é diferente. É importante porque demonstramos para a nossa sociedade o esforço que a nossa instituição desenvolve no combate à criminalidade”, afirmou o comandante do 2º Comando Regional, coronel Januário Batista.
Estão em atuação pela operação os Batalhões Especializados como Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Batalhão de Proteção Ambiental (BPMPA), além das unidades da Força Tática e da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Embaixador do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Zico foi vítima de um assalto na capital francesa. Nesta sexta-feira (26), o ex-jogador do Flamengo utilizou seu perfil no Instagram para tranquilizar seus seguidores, destacando que ele e sua esposa, Sandra, estão bem e que a integridade física de ambos não foi comprometida.
“Como amplamente noticiado pela imprensa, tive um infortúnio ontem, dia 25 de julho, no início da minha jornada como embaixador do Time Brasil. Quero tranquilizar a todos, ressaltando que eu e Sandra estamos bem e que, apesar da perda material, o mais importante é sempre a nossa saúde e vida”, escreveu Zico.
Ele também mencionou que está contando com o apoio das autoridades e do Comitê Olímpico Internacional (COI) e espera recuperar seus bens pessoais em breve.
O assalto ocorreu na noite de quinta-feira (25). Zico carregava um relógio Rolex, um colar de diamantes e dinheiro em espécie quando foi surpreendido ao sair do hotel para pegar um táxi. Dois ladrões, ainda não identificados, distraíram o motorista do táxi e furtaram a pasta com os pertences do ex-jogador.
Bruno Coimbra, filho de Zico, também se manifestou nas redes sociais, agradecendo as mensagens de apoio e reiterando que seus pais não foram fisicamente agredidos. “Para quem está mandando mensagem, está tudo bem com meu pai e minha mãe. Em nenhum momento encostaram a mão neles. Prejuízo muito mais emocional do que material, pois isso a gente corre atrás. Importante é que estão bem!!”, escreveu Bruno.
A Brigada de Repressão ao Banditismo (BRB) instaurou uma investigação para apurar o caso. O jornal francês Le Parisien estima que o prejuízo sofrido por Zico gira em torno de 500 mil euros (pouco mais de R$ 3 milhões).
Zico, um dos maiores ídolos do Flamengo e do futebol brasileiro, tem 71 anos e está em Paris acompanhando a delegação brasileira após ser convidado como Embaixador do Time Brasil. Durante sua carreira, Zico nunca participou de uma Olimpíada com a Seleção Brasileira, embora tenha jogado no pré-olímpico de 1972.
Até momentos antes da cerimônia de abertura, os Jogos Olímpicos enfrentaram problemas de segurança. Na abertura, torcedores do Marrocos invadiram o gramado após o gol de empate da Argentina no futebol masculino, resultando em tumultos e interrupção da partida por mais de uma hora e meia.
Em um cenário de intensa tensão e protestos, o município de Itanhangá vivencia um dos capítulos mais conturbados de sua história. Na última quarta-feira (24/07), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em parceria com a Polícia Federal, deflagrou uma operação de reintegração de posse em uma área de 115.035 hectares, destinada à reforma agrária há mais de duas décadas.
A decisão judicial, baseada em investigações que apontam para a prática de grilagem e outros crimes, determinou a desocupação das terras por parte de aproximadamente 880 famílias de assentados. A medida, no entanto, gerou revolta e indignação entre os ocupantes, que alegam ter trabalhado incansavelmente para transformar a área em terras produtivas.
“Nós dedicamos nossas vidas a esse lugar. Abrimos a terra, plantamos e criamos nossas famílias aqui. É como se estivessem arrancando um pedaço de nós”, desabafa o assentado, que reside no local há 15 anos.
A ação do INCRA, embora respaldada pela justiça, tem sido alvo de críticas por parte da comunidade local e de organizações da sociedade civil. A população de Itanhangá questiona a forma como o processo está sendo conduzido e denuncia a falta de diálogo por parte das autoridades.
Nas redes sociais, a revolta se intensificou após a divulgação de um vídeo que mostra o sorteio das terras para novas famílias da reforma agrária. A imagem, que compara o processo a um sorteio de doces, gerou indignação entre os antigos ocupantes, que se sentem desrespeitados e abandonados pelo poder público.
A Procuradoria-Geral Federal e a Advocacia Geral da União (AGU) justificam a ação com base nas investigações que revelaram irregularidades e crimes. No entanto, para os assentados e a população local, os fatos apurados são considerados uma distorção da realidade. “Quem viveu aqui sabe o quanto sofremos para construir tudo isso”.
Raquel Cattani, 26 anos, foi encontrada morta na manhã de 19 de julho, por familiares; vítima tinha diversos ferimentos por arma branca
A Polícia Civil de Mato Grosso esclareceu nesta quarta-feira (23.07) o assassinato da produtora rural Raquel Maziero Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani, ocorrido na semana passada na cidade de Nova Mutum, no médio norte do Estado.
O mandante e o executor do crime foram presos em flagrante pelo homicídio qualificado nesta noite e estão sendo encaminhados para Nova Mutum, onde serão interrogados.
As inúmeras diligências, análise de evidências e oitivas de dezenas de pessoas auxiliaram as equipes investigativas, que envolveu o trabalho das Delegacias Regional, Municipal e Derf de Nova Mutum, a chegarem aos autores do crime.
“Desde o trágico crime, as equipes das delegacias do município não mediram esforços até esclarecer o crime e prender os responsáveis”, salientou o delegado regional, João Romano.
Foram identificados como autores o ex-marido de Raquel, que planejou o crime, e o irmão dele, que matou a vítima e montou a cena na residência para que parecesse um crime patrimonial.
Diligências
Foram diversas diligências ininterruptas realizadas desde que a Polícia Civil foi acionada na manhã da última sexta-feira, 19 de julho, no assentamento Pontal do Marape, a 150 quilômetros da cidade de Nova Mutu, onde a vítima residia e trabalhava.
“Analisamos todas as imagens do comércio da vila, das cidades vizinhas, como São José do Rio Claro e Tapurah e entrevistamos mais de 150 pessoas, desde vizinhos, moradores do assentamento e trabalhadores ao longo desses seis dias”, explicou o delegado responsável pela investigação, Guilherme Pompeo.
Durante a análise no local do crime, apesar da aglomeração no local, um investigador notou que a janela do quarto dos filhos da vítima havia sido arrombada. Diante dessa evidência, foi solicitada a extração de eventuais impressões digitais, que foi realizada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec).
A equipe da Polícia Civil, ainda no local, apreendeu um televisor que continha também algumas pegadas.
“Questionamos por que alguém tentaria levar uma televisão em uma motocicleta. Tal evidência sugeriu que aquele televisor foi deixado de forma proposital para fora da casa com o intuito de complicar a investigação”, acrescentou o delegado.
As diligências prosseguiram e, diante da desconfiança de uma cena que poderia ter sido armada, a atenção foi voltada ao ex-marido, Romero Xavier, que mantinha comportamento possessivo e não aceitava o término da relação com a vítima.
Em novos levantamentos, a Polícia Civil descobriu que o irmão de Romero, o suspeito Rodrigo Xavier, tinha diversas passagens por furtos e outros crimes, além de ter sido usuário de entorpecentes no passado.
O delegado assinalou que um dos pontos investigados foi que Romero, até antes do término da relação, se mantinha distante do irmão. Contudo, após o fim do casamento, ambos passaram a se encontrar e trocar mensagens.
Na sequência das diligências, o delegado de Nova Mutum, Edmundo Félix, tentou contato com Rodrigo, para que este fosse ouvido pela Polícia Civil, mas o suspeito se esquivou por várias vezes e apresentou inconsistências em sua versão, dizendo que estava morando em uma fazenda.
Na terça-feira (23), ele atualizou uma rede social sua como morador de “Cuiabá”.
Rodrigo Xavier, irmão de Romero e assassino de Raquel Cattani
Confissão e prisão
Nesta quarta-feira, equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos e da Regional de Nova Mutum se dirigiram até o endereço de Rodrigo, na cidade de Lucas do Rio Verde. Após horas de vigilância, ele chegou na residência e, ao ser entrevistado, apresentou muito nervosismo com a presença dos policiais.
Da porta que estava aberta, as equipes observaram um frasco de perfume feminino, em cima de uma bancada. Diante da evidente suspeita, ele confessou o homicídio de Raquel Cattani.
Na casa foram encontrados frascos de perfume, um aparelho de som, um cinto, um porta-celular e uma faca, todos os objetos pertencentes à vítima.
Durante a entrevista, a equipe investigativa reuniu informações que esclareceram que Rodrigo praticou o crime a mando do irmão, Romero, e levou alguns objetos da casa para simular um latrocínio e embaraçar as investigações da Polícia Civil.
O delegado Guilherme Pompeo destacou ainda que, durante a prisão de Rodrigo, foi verificado que a bota que ele utilizava naquele momento possuía total semelhança com a pegada encontrada na televisão na casa da vítima.
“Portanto, a dinâmica do crime, a ser confirmada com outros elementos de informação, aponta que Romero se encontrou com Rodrigo em Lucas do Rio Verde, na manhã do dia 18 de julho. Como Romero foi o autor intelectual do crime, ele havia planejado alguns atos”, pontuou Pompeo.
Simulou comoção
O autor intelectual do homicídio de Raquel levou o irmão no próprio carro para Nova Mutum e o deixou escondido nas proximidades do sítio PH, de propriedade de Raquel Cattani.
Raquel Maziero Cattani / Romero Xavier, ex-marido e mandante do crime
Ao longo do dia do crime, Romero almoçou com o ex-sogro e, inclusive, chorou na frente dos familiares da vítima. Após almoçar, levou os filhos do casal para Tapurah, a fim de criar o álibi e afastá-los do crime planejado.
Durante a tarde do dia 18 de julho, ele chamou algumas pessoas com quem nem tinha muita convivência para beber e assar carne. No período da noite, foi a três boates em Tapurah para reforçar o álibi de que estaria da cidade e, assim, não seria considerado o principal suspeito.
Por outro lado, Rodrigo ficou à espreita da vítima até ela chegar ao sítio. Romero sabia da rotina de Raquel e, de forma planejada, havia retirado o casal de filhos da residência anteriormente.
Ao chegar no sítio por volta de 20 horas da quinta-feira, a vítima foi atacada com uma faca e foi a óbito no local.
Em seguida, Rodrigou subtraiu alguns objetos da casa, quebrou a televisão na parte de fora e levou a moto da vítima com o destino a Lucas do Rio Verde.
O executor do crime jogou a motocicleta, o celular e a faca do crime em um rio da região. A Polícia Civil solicitará ao Corpo de Bombeiros para realizar buscas no local.
Ainda nesta quarta-feira, uma equipe policial coordenada pelo delegado Edmundo Félix seguiu até o assentamento Pontal do Marape para conduzir o autor intelectual do homicídio e levá-lo até a delegacia de Nova Mutum.
Ditador venezuelano fez declaração durante comício ao elogiar sistema eleitoral de seu país
O ditador venezuelano Nicolás Maduro afirmou, em um comício nesta terça-feira (23), que o sistema eleitoral do Brasil não é auditado. A declaração foi feita ao comparar o sistema de votações da Venezuela com o de outros países, como Brasil, Colômbia e Estados Unidos.
“Temos o melhor sistema eleitoral do mundo. Temos 16 auditorias (…). Em que outra parte do mundo fazem isso? Nos Estados Unidos, é inauditável o sistema eleitoral. No Brasil, não auditam um registro. Na Colômbia, não auditam nenhum registro,” declarou Maduro.
Durante o mesmo comício, Maduro mandou uma “indireta” ao presidente Lula (PT), fazendo referência a um comentário de Lula na última segunda-feira (22). Lula afirmou ter ficado assustado com uma fala em que Maduro disse que haveria “banho de sangue” se perdesse as eleições.
“O Maduro tem que aprender: quando você ganha, você fica, quando você perde, você vai embora. Vai embora e se prepara para disputar outra eleição,” declarou Lula na ocasião.
Sem citar Lula diretamente, o presidente venezuelano afirmou que prevê para “aqueles que se assustaram” a maior vitória eleitoral dele na história. Sobre o “banho de sangue,” Maduro disse que não mentiu, mas apenas fez uma reflexão.
“Quem se assustou que tome um chá de camomila,” completou.
Inovadora área de musculação ficará no Centro de Treinamento Manoel Dresch e terá mais de 500m²
O Cuiabá inaugurou uma nova academia de futebol no Centro de Treinamento Manoel Dresch. Com mais de R$ 6 milhões de investimento, o clube passa a ter os mesmos equipamentos utilizados por Chelsea, PSG, Milan, Juventus, entre outras potências do futebol mundial. Para realizar a aquisição e instalação dos novos aparelhos, o Dourado fechou um contrato com a Technogym, empresa especializada em tecnologias digitais no ramo fitness.
A nova academia construída pelo clube terá mais de 500m². Os equipamentos serão conectados digitalmente e baseados em IA (Inteligência Artificial). Com isso, será possível avaliar os dados de treino de cada jogador e identificar padrões de desempenho ao longo do tempo.
“O Cuiabá sabe da importância do investimento realizado na infraestrutura. Agora nós teremos condições de oferecer ainda mais qualidade de trabalho aos nossos jogadores e comissão técnica. A nova academia, que conta com um amplo espaço e materiais do mais alto nível, faz parte do projeto de modernização do clube e estamos muito felizes por termos alcançado mais essa conquista para a instituição”, afirma Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá.
Com a nova linha de aparelhos do Cuiabá, a comissão técnica da equipe mato-grossense poderá monitorar a progressão física de maneira individual, detectar possíveis sinais de fadiga muscular e ajustar as cargas de treinamento para otimizar a performance e prevenir lesões. Os jogadores terão acesso a aplicativos personalizados que irão possibilitar o acesso a informações relacionadas às atividades a qualquer hora e em qualquer lugar.
Segundo Maneco Carrano, diretor comercial da Technogym, “a partir de todos esses investimentos, o Cuiabá passará a ter um dos melhores centros de treinamentos do mundo, equiparado aos maiores clubes de futebol do planeta. E hoje, particularmente, clubes e atletas de alta performance em todo o mundo têm uma grande preocupação com a geração de dados, que só equipamentos inteligentes como os da Technogym podem oferecer”, ressalta. “Temos certeza que essa será uma parceria de sucesso”, completa.
Entre os produtos que o clube irá receber da Technogym, destacam-se as linhas Biostrength™, que une Inteligência Artificial (IA) e a ciência aeroespacial para garantir a ativação neuromuscular máxima e resultados 30% superiores para os jogadores, e Biostrength™ REV, que é exclusiva do Dourado no Brasil e apresenta simetria, carga de trabalho e ROM (amplitude de movimento) ideal para cada atleta.