Autor: Luiz Henrique Menezes

CidadesPolícia

Polícia Civil prende dono de loja de suplementos em Cuiabá por venda de anabolizantes

Também foram apreendidos suplementos vencidos e produtos estrangeiros sem autorização para venda no Brasil

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (27.11), um homem, de 46 anos, proprietário de uma loja de suplementos, flagrado vendendo anabolizantes e produtos estrangeiros sem autorização para comércio no Brasil.

A ação da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) em conjunto com a Vigilância Sanitária de Cuiabá, teve como alvo uma loja dentro de uma academia no Bairro Verdão, que segundo denúncias estaria comercializando anabolizantes, ilegalmente .

Ao chegarem no loja, as equipes foram recebidas pelo proprietário, que se apresentou como gerente. Durante a inspeção, os fiscais encontraram três caixas lacradas com substâncias anabolizantes de origem estrangeira, importadas irregularmente, sem registro sanitário no Brasil, violando determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Também foi encontrada grande quantidade de suplementos estrangeiros e produtos com prazo de validade vencidos, que foram apreendidos pela Vigilância Sanitária.

Durante a ação, o proprietário da loja relatou, espontaneamente, que há alguns anos havia sido detido pela suposta prática de comercialização ilegal de anabolizantes. A equipe da Decon verificou, ainda, que havia dois números distintos de CNPJ vinculados à empresa fiscalizada.

Diante dos materiais encontrados, que apontavam para a prática de crime contra a saúde pública, por expor à venda produto destinado a fins medicinais sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, o delegado Rogério Ferreira prendeu o proprietário da loja em flagrante e o levou para a Decon. Depois, ele foi encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

EntretenimentoVariedades

Murilo Huff e Wesley Safadão confirmam presença em show de Natanzinho em Cuiabá

Os cantores Wesley Safadão e Murilo Huff, além da influenciadora Deolane Bezerra e do humorista Tirulipa, estão entre as presenças confirmadas para a gravação do novo DVD de Natanzinho Lima. O evento será realizado nesta quinta-feira (27), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.

A apresentação marca a inauguração oficial do espaço como novo polo de grandes shows na capital e promete uma noite repleta de emoção, energia e sucessos já consagrados pelo público. Natanzinho, que vem se destacando no cenário musical nacional, prepara um espetáculo com forte apelo cênico e sonoro.

O DVD integra o projeto “Cortando o Chão”, que simboliza uma nova etapa na carreira do artista. A proposta é itinerante e tem atraído plateias em todas as cidades por onde passa, fortalecendo ainda mais a presença do cantor no país.

A entrada para o evento é gratuita. No entanto, quem desejar mais conforto e exclusividade poderá adquirir ingressos para o setor Camarote.

CidadesEntretenimentoEsportes

Governador anuncia Moto 1000 GP no Autódromo Internacional de Mato Grosso

Pista do autódromo já recebeu a Stock Car neste mês e foi elogiada por pilotos

O Autódromo Internacional de Mato Grosso, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, receberá em novembro de 2026 o Moto 1000 GP, maior campeonato de moto velocidade da América Latina.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (25/11) pelo governador Mauro Mendes, acompanhado do vice-governador Otaviano Pivetta, do secretário de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, e de representantes e pilotos do evento.

“Depois da Stock Car, agora é a vez do Moto 1000 GP, e com a vantagem de termos três pilotos mato-grossenses competindo em casa. Isso demonstra o quanto estamos avançando na atração de eventos esportivos de grande porte”, afirmou Mauro Mendes.

O Moto 1000 GP trará mais visibilidade para o estado e um forte impacto na economia local. Com a expectativa de atrair milhares de turistas, o evento reforça a estratégia do governo de fortalecer o setor de turismo e gerar emprego e renda para a população de Cuiabá e de todo o Estado.

“A infraestrutura do autódromo é moderna, segura e foi pensada para abrigar competições internacionais. Isso reforça Mato Grosso no centro do calendário esportivo nacional”, destacou o vice-governador Otaviano Pivetta.

O Moto 1000 GP será o segundo grande evento realizado no Autódromo Internacional de Mato Grosso em menos de um ano. Neste mês, o local sediou a estreia da primeira corrida noturna do Brasil da Stock Car, com aprovação e elogios de 100% dos pilotos, e mais de 25 mil expectadores que receberam ingressos gratuitamente do Governo do Estado.

Também já estão previstos, para o próximo ano, corridas da Nascar e da Fórmula Truck no autódromo.

CidadesMeio Ambiente

Sema apreende maquinário e aplica R$ 130 mil em multas por desmate ilegal em Apiacás

Operação identificou 13 hectares de área degradada após alerta de desmatamento do sistema PLANET

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) deflagrou uma operação de fiscalização ambiental em uma área de floresta amazônica no município de Apiacás. Ao todo, foram apreendidos seis equipamentos e as penalidades aplicadas somaram cerca de R$ 130 mil em multas.

Realizada na última semana, a operação foi coordenada pela Unidade Desconcentrada de Alta Floresta da Sema, com apoio de policiais militares da Força Tática do município. A ação integrou uma etapa da Operação Amazônia e atendeu a um alerta de desmatamento emitido pela plataforma PLANET/SCCON, um sistema de alta resolução e precisão que monitora o Estado em tempo real.

No local, as equipes constataram destruição de vegetação nativa do bioma Amazônico e exploração seletiva de madeira sem as autorizações necessárias para a realização do desmate. A Sema identificou, posteriormente, que a área afetada pela extração ilegal somou 13,4 hectares no ano de 2025.

Foram apreendidos no local e destinados à Prefeitura de Apiacás um trator, uma motosserra, uma pá carregadeira, um caminhão, dois reboques e aproximadamente 210 m³ de madeira de espécies florestais nativas, que estavam estocadas na propriedade.

Operação Amazônia

A Operação Amazônia, que integra órgãos estaduais e federais sob a coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), utiliza como instrumentos o monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, fiscalização contínua no local onde é identificado o crime ambiental, embargo de áreas, apreensão e remoção de máquinas flagradas em uso para o crime e a responsabilização de infratores.

Denúncia

Crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp), pelo email ouvidoria@sema.mt.gov.br, pelo aplicativo MT Cidadão, pelo Fale Cidadão da CGE ou em uma das regionais da Sema.

Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.

CidadesPolícia

Após investigação da Polícia Civil, homem é condenado a 28 anos de prisão por homicídio em Rondonópolis

Vítima havia passado 15 anos presa e foi assassinada a mando de uma facção criminosa
Um homem de 23 anos foi condenado, nesta terça-feira (25.11), pelo Tribunal do Júri a 28 anos e nove meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e por integrar organização criminosa, em Rondonópolis. Ele havia sido indiciado pela Polícia Civil e foi considerado responsável pela morte de Wender Santos Santana, de 35 anos.

O crime aconteceu em 22 de janeiro de 2024, quando o corpo da vítima foi encontrado dentro de um Fiat Uno, às margens da Rodovia do Peixe, em Rondonópolis. A vítima apresentava uma perfuração na cabeça causada por disparo de arma de fogo.

A investigação ficou a cargo da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, que identificou o suspeito, então com 21 anos, e reuniu elementos que apontaram seu envolvimento direto na ação criminosa.

Segundo as apurações, a morte de Wender se deu a mando de lideranças de facções criminosas. A vítima havia passado 15 anos presa pelo crime de latrocínio e, após conquistar liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica, passou a morar em um sítio próximo à Rodovia do Peixe. Na manhã do crime, ele saiu do local dirigindo seu veículo com destino à casa do pai.

O suspeito, que morava em uma quitinete ao lado da casa do pai da vítima, aproximou-se do veículo e, aparentemente, registrou imagens dele. Pouco tempo depois, dois homens em uma motocicleta foram vistos na residência do suspeito.

As investigações apontaram que, enquanto voltava para o sítio, Wender foi perseguido pelos dois homens em uma motocicleta, os mesmos que haviam estado na quitinete do suspeito instantes antes. Esses dois são apontados como os responsáveis por seguir e executar a vítima logo após ela deixar a casa do pai. A dupla de criminosos continua foragida.

O suspeito foi preso no dia 3 de janeiro de 2025, quando agentes cumpriram o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

“A condenação reafirma o envolvimento do réu tanto na articulação quanto na execução do crime, considerado premeditado e cometido com apoio de uma facção criminosa”, afirmou o delegado João Paulo Praisner.

A Polícia Civil continua investigando a participação dos outros envolvidos.

Política

Cattani propõe que vítimas recebam 90% da remuneração de presos que trabalham

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) apresentou, no último dia 8 de novembro, uma alteração na Lei nº 11.640/2021, responsável por instituir o Programa Vida Nova, que oportuniza trabalho a indivíduos privados de liberdade em Mato Grosso. A mudança proposta estabelece que 90% da remuneração paga aos detentos que participam do programa seja destinada diretamente às vítimas dos crimes cometidos, ou quando não for possível, a seus descendentes.

De acordo com o texto apresentado, apenas 10% do valor ficará com o próprio reeducando, enquanto a maior parte será usada para reparar danos causados. A alteração, para Cattani, coloca a vítima no centro da política pública e reforça o princípio constitucional da reparação, previsto no art. 5º, inciso XLV da Constituição Federal.

Além da redistribuição da remuneração, o projeto cria novos critérios para participação no Programa Vida Nova. A proposta determina que apenas presos primários condenados por crimes de menor potencial ofensivo poderão integrar as atividades de trabalho.

O projeto também excluí reincidentes, condenados por crimes hediondos, tráfico de drogas, violência doméstica e feminicídio, entre outros delitos considerados incompatíveis com os objetivos do programa.

Na justificativa, Cattani argumenta que a legislação atual permite benefícios a condenados de alta periculosidade, o que, segundo ele, gera insegurança à sociedade. O deputado defende que a remuneração vinculada à reparação é uma forma de concretizar justiça e de garantir que a ressocialização esteja alinhada ao reconhecimento do dano causado.

“A verdadeira ressocialização só se concretiza quando o condenado reconhece e repara o mal causado. Vincular a remuneração do preso à indenização da vítima é uma medida que confere justiça, fortalece a ordem pública e restabelece o equilíbrio social, prestigiando as vítimas e suas famílias em detrimento de um modelo que até aqui, privilegiava apenas o infrator”, disse o parlamentar.

EsportesPolícia

Alunos do Projeto de Jiu-Jitsu da Rotam conquistam 11 medalhas em campeonato internacional

Os quatro competidores representaram Mato Grosso no “International Open IBJJF Jiu-Jitsu Championship 2025”

Quatro alunos do projeto social de Jiu-Jitsu do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), conquistaram 11 medalhas durante o Brasília International Open IBJJF Jiu-Jitsu Championship 2025, realizado entre os dias 8 e 9 de novembro, em Brasília (DF).

Os atletas Renato de Oliveira Campos, de 32 anos; Marcos Vinícius de Assunção Costa Lobo, de 23 anos; Giovanna Letícia da Costa Lima e João Victor Araújo Oliveira da Silva, ambos de 18 anos; competiram nas categorias com kimono e sem kimono, tanto no peso quanto no absoluto, acumulando medalhas de ouro, prata e bronze.

Renato conquistou o maior número de medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e uma de bronze, Marcos Vinícius levou duas medalhas de ouro e uma de prata. Os competidores mais jovens também foram premiados, Giovanna conquistou um ouro e um bronze, já João Victor garantiu duas medalhas de ouro, totalizando onze pódios para a equipe.

Para Renato, que há três anos faz parte do projeto de Jiu-Jitsu da Rotam, estar em competições desse nível foi transformador. “Entrei buscando melhorar minha saúde e ter melhor qualidade de vida. Fui muito bem recebido por todos. Comecei a treinar e acabei gostando muito do esporte. Logo tive a vontade e a experiência de competir, foi então que participei do Campeonato Estadual de Mato Grosso, onde fiquei em segundo lugar. A partir dali, não parei mais, disputei torneios em Goiás, São Paulo e até o Campeonato Europeu No-Gi, em Roma, representando o projeto e o nosso Estado”, contou.

“O Jiu-Jitsu mudou minha vida. Me ensinou disciplina, foco e me mostrou que, com esforço, dá para chegar longe. Representar Mato Grosso e a Rotam em competições nacionais e internacionais é uma alegria e uma responsabilidade enorme. Cada medalha é resultado de muito treino, dedicação e da força que o projeto nos dá para continuar acreditando”, completou.

Para o terceiro-sargento PM Victor Carvalho Paz, um dos coordenadores e professores do projeto, o resultado reforça a importância do esporte como instrumento de transformação social.

“Cada medalha representa mais do que um resultado no tatame, é a conquista de jovens que acreditaram em um caminho de disciplina, respeito e superação. O projeto nasceu com o propósito de formar cidadãos, e ver esses atletas levando o nome da Rotam e de Mato Grosso a um campeonato internacional é motivo de muito orgulho para todos nós”, destacou o sargento.

Criado para promover a inclusão social, bem-estar e cidadania, o projeto Jiu-Jitsu da Rotam atende jovens e adultos, oferecendo aulas gratuitas e acompanhamento técnico especializado. “Por meio do esporte, a Rotam reforça seu compromisso com a sociedade, e incentiva a prática de esportes e a busca por uma vida saudável e de qualidade”, finalizou terceiro-sargento Victor Carvalho Paz.

CidadesPolítica

Em audiência pública, Cattani destaca que títulos do Pontal do Marape não serão cancelados

Assembleia Legislativa confirmou a manutenção dos documentos e reforçou segurança jurídica às 358 famílias assentadas

Os títulos de propriedade concedidos aos assentados de Pontal do Marape, em Nova Mutum, não serão cancelados. A confirmação foi dada pelo deputado Gilberto Cattani (PL), durante audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta segunda-feira (3), no salão da Comunidade Católica Nossa Senhora de Fátima, em Pontal do Marape. 

O encontro, de autoria de Cattani, reuniu representantes políticos, autoridades e moradores para esclarecer dúvidas e garantir tranquilidade às famílias, após rumores sobre possível anulação dos títulos.

A registradora Manuela Almeida, do Cartório 1º Ofício JB Almeida, de Nova Mutum, explicou que diferente de cancelamento, a medida trata apenas de uma adequação técnica. uma vez que o Incra e o cartório já alinharam os procedimentos necessários para abrir as matrículas e registrar os títulos definitivos.

“Ainda não houve o protocolo formal, mas já está tudo alinhado com o Incra para a abertura das matrículas e registro dos títulos. Faltam cerca de 59 documentos para serem expedidos, mas todos já estão comprometidos com o termo aditivo que será assinado pelos proprietários”, detalhou.

Manuela esclareceu que a notícia de cancelamento gerou preocupação desnecessária entre os assentados e reforçou que não há risco de perda da propriedade.

“Penso que foi apenas um boato. O título já foi expedido e está registrado no livro fundiário. Agora é só aguardar o aditivo para assinatura. Os assentados podem ficar tranquilos: seus direitos estão garantidos”, afirmou.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Durante a audiência, o deputado Cattani destacou que a iniciativa do Parlamento Estadual teve o objetivo de garantir transparência e reforçar a segurança jurídica dos produtores rurais.

“Tivemos rumores de que os títulos do Pontal seriam cancelados. O Incra tinha duas opções: fazer uma adequação, um aditivo para ajustar os títulos conforme exigências do cartório, ou cancelá-los para emitir novos. Achamos isso um absurdo. É impossível aceitar que um título legítimo, entregue pelo Estado brasileiro, seja cancelado”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que o Incra confirmou oficialmente a manutenção dos documentos e classificou o termo aditivo como o caminho correto.

“Nós agradecemos e ficamos muito felizes com essa decisão, porque esse é o caminho certo: o aditivo, e não o cancelamento. Por isso, realizamos a audiência para ouvir os assentados e ampliar o debate sobre a titulação em todo o estado”, pontuou.

Ele lembrou ainda que o assentamento foi criado há 27 anos, dentro da legalidade, e que as famílias aguardam há décadas pela regularização definitiva.

“O assentamento foi instituído de forma legal, por meio da desapropriação e compra da área pelo Incra. As famílias estão aqui desde 1998. Pensar em cancelar esses títulos é como uma ofensa a quem lutou e trabalhou a vida toda pela terra”, reforçou.

O senador Wellington Fagundes (PL) também participou da audiência e destacou que a reunião trouxe paz e segurança jurídica ao campo.

“É importante dizer que essa possibilidade de cancelamento já não existe mais. O Incra reconhece a propriedade dos assentados, e agora o documento final depende apenas do cartório. São 358 famílias, pequenas propriedades produtivas e uma área consolidada”, afirmou.

O presidente da Câmara Municipal de Nova Mutum, vereador Lucas Badan (União), manifestou apoio às famílias e à atuação do deputado.

“Estamos muito preocupados com essa situação e defendemos o direito de propriedade dos cidadãos que estão há mais de três décadas contribuindo com o município e a agricultura familiar”, destacou.

Também participaram os vereadores Ricardo Schneider (PL), Rafael Brignoni (PL) e Beatriz Kohler (União).

O agricultor Osmar dos Santos, um dos fundadores do assentamento, relatou o sentimento de apreensão e esperança.

“Para nós ficou muito difícil, porque estamos aqui desde o começo esperando esses títulos. Quando conseguimos, veio essa notícia de que poderíamos perder. Isso deixou todo mundo muito triste. Mas agora temos esperança de que tudo será resolvido”, contou.

Segundo ele, mesmo com a terra quitada, ainda falta o registro definitivo.

“Eu já paguei minha terra. O título foi entregue, mas ainda falta registrar. A gente espera que, com essa audiência, as autoridades nos ajudem a resolver isso de vez”, completou.

Encaminhamentos e próximos passos

Como encaminhamento, o deputado Cattani informou que a Assembleia Legislativa reunirá documentos e relatos dos assentados para encaminhar formalmente às autoridades competentes. O objetivo é acompanhar o cumprimento dos prazos e garantir a regularização definitiva das propriedades.

“O Incra se posicionou na semana passada dizendo que não vai haver o cancelamento, mas sim o aditivo aqui do Pontal do Marape. Fizemos questão de manter a audiência justamente para informar a população sobre o que aconteceu, porque estamos atentos para que isso não aconteça em lugar nenhum”, afirmou.

O deputado ressaltou ainda que o cartório deverá concluir o processo em até 90 dias, após o envio do aditivo pelo Incra.

“A doutora Manuela garantiu celeridade máxima. Ela falou em 90 dias a partir do momento em que o Incra enviar o aditivo. Eu até brinquei com ela: não temos problema em esperar 90 dias, já esperamos 20 anos”, disse Cattani ao informar que a ALMT acompanhará de perto o andamento dos trabalhos e levará o tema também ao Congresso Nacional.

“Já solicitamos uma audiência em Brasília para levar o assunto ao âmbito federal e garantir que situações como essa não se repitam em outros assentamentos”, concluiu.

CidadesPolítica

Deputado ataca memória de Amália Barros. Vereador e Cattani repudiam declarações

Em um evento realizado na última sexta-feira (17), no município de Colíder (MT), o deputado federal Juarez Costa (MDB) atacou a memória da ex-deputada federal Amália Barros (PL), falecida em maio de 2024 em decorrência de complicações após uma cirurgia para retirada de nódulos no pâncreas.

Segundo relatos de pessoas que participaram do evento, Juarez afirmou que “não era porque ela tinha morrido que ele ia deixar de falar” e criticou a trajetória política da parlamentar. “Antes de seis meses, ela trocou de domicílio eleitoral, deu um abraço na Michelle Bolsonaro e tirou 77 mil votos. Não é assim que o povo tem que escolher seus representantes”, disse o emedebista.

As declarações foram recebidas com repúdio por aliados e admiradores de Amália, que ficou conhecida por seu trabalho social e pela defesa de pautas voltadas às mulheres e pessoas com deficiência.

Na sessão desta segunda-feira (20) da Câmara Municipal de Colíder, o vereador Bruno Patriota (PL) apresentou uma nota de repúdio contra Juarez Costa. Em seu discurso, o parlamentar municipal destacou a importância de Amália para o município.

“A Amália iria mandar R$ 1,5 milhão para a saúde de Colíder, mas Deus sabe das coisas e ela se foi antes do tempo. Mesmo assim, ela mandou R$ 700 mil. Isso mostra o compromisso e o carinho que ela tinha com nossa cidade”, declarou Patriota.

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) também se manifestou em apoio à nota de repúdio apresentada pelo vereador e lamentou o tom adotado por Juarez Costa ao mencionar a ex-deputada.

“A Amália Barros deixou um legado para a política de Mato Grosso. Diferente de muitos políticos do nosso estado, ela sempre trabalhou e trouxe resultados pelo bem da população. É lamentável que sua memória seja desrespeitada dessa forma”, afirmou Cattani.

Amália Barros, que faleceu aos 39 anos, era uma das principais representantes do bolsonarismo em Mato Grosso e foi reconhecida por sua atuação ativa em defesa de causas sociais, especialmente voltadas à saúde e inclusão.

Política

Comissão Especial da Assembleia inicia debates para enfrentar feminicídios em Mato Grosso

A Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa realizou nesta quinta-feira (16) a sua primeira reunião para discutir medidas voltadas à proteção, valorização e defesa dos direitos das mulheres em Mato Grosso, com foco na criação de políticas públicas que reduzam as altas taxas de feminicídio no estado.

O presidente da Comissão Especial, deputado Gilberto Cattani (PL), destacou que o feminicídio é um problema que assombra Mato Grosso e que exige respostas mais efetivas do poder público. Segundo ele, a criação da comissão tem o objetivo de fortalecer as ações já desenvolvidas pela Comissão e, com isso, buscar medidas práticas para reduzir os índices de violência.

Cattani afirmou que o grupo inicia os trabalhos apresentando o plano de atuação, sob relatoria do deputado Carlos Avalone (PSDB), e ouvindo as forças de segurança para identificar falhas e aprimorar as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres no estado.

O deputado Carlos Avallone (PSDB) destacou, durante a reunião, o trabalho desenvolvido em Várzea Grande no enfrentamento à violência contra a mulher, ressaltando a atuação integrada entre ONG local, o Ministério Público, a Polícia Militar, a Defensoria e a Prefeitura.

Segundo ele, o projeto é um exemplo de como a educação pode ser o caminho mais eficaz para a prevenção, envolvendo escolas, professores e famílias. Avallone defendeu que “o problema da violência de gênero não pode ser tratado apenas como uma questão de segurança pública, mas como um desafio social que exige ações educativas e políticas de sensibilização”, disse Avallone.

De acordo com Avallone, o “orçamento da mulher”, proposta de sua autoria, foi criado para tornar visível no orçamento público as ações voltadas ao público feminino. Segundo ele, o objetivo é permitir que as mulheres se enxerguem nas políticas e investimentos do Estado.

“Mas não há recursos específicos destinados a essa finalidade”. O parlamentar também chamou atenção para um dado que considera alarmante: cerca de 230 mil mulheres em Mato Grosso estão em casa cuidando de alguém, enquanto apenas 5 mil homens exercem essa função. “Está claro que quem cuida são as mulheres: mães, filhas e cuidadoras”, afirmou.

O coronel da Polícia Militar de Mato Grosso e secretária-adjunto da Secretaria de Estado de Segurança (SES), Fernando Augustonho, representando o secretário de Segurança Pública, Cezar Roveri, afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige coragem e ação integrada.

Segundo ele, a Secretaria de Segurança Pública trata o tema como prioridade, com atenção especial às vítimas e constante aprimoramento dos protocolos de atendimento, desde a chamada no 190 até as ações da Patrulha Maria da Penha e do programa SOS Mulher.

Augustonho afirmou ainda que o Observatório da Segurança analisa de forma minuciosa cada caso para compreender as causas da violência nos municípios e aperfeiçoar as estratégias de prevenção. O coronel ressaltou que as causas do feminicídio extrapolam a atuação das forças de segurança, exigindo uma articulação com outras áreas do poder público.

Ele chamou atenção para a necessidade de conscientização de toda a sociedade, ao lembrar que “muitas vezes o agressor não se reconhece como agressor e a vítima também não se reconhece como vítima”, o que reforça a importância de um pacto coletivo no enfrentamento à violência de gênero.

A tenente-coronel da coordenadoria da Maria da Penha, Ludimila Eickhoff, afirmou que a coordenadoria está presente em 41 núcleos, atendendo a 912 municípios mato-grossenses, de um total de 142.

“É a força do Estado que está mais próxima nesse segundo atendimento à mulher. A Patrulha Maria da Penha atende e fiscaliza as medidas protetivas. As mulheres quando em situação de emergência ligam no 190 e a viatura ordinária que vai fazer o atendimento. Hoje, estamos trabalhando na capacitação desses policiais para que façam o atendimento humanizado. Em seguida, a mulher vai para a delegacia e em seguida para o judiciário onde ela requer as medidas protetivas”, disse Eickhoff.