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Mais de 200 pequenos produtores aderem a programa da Sema para regularização ambiental gratuita

Somente nesta sexta-feira (27.2), na primeira edição do Dia de Campo, realizado na comunidade Belo Horizonte, foram registrados 30 atendimentos

O Programa Regulariza Rural Tangará, lançado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) há menos de 40 dias, já atendeu mais de 200 pequenos produtores rurais de Tangará da Serra, interessados em promover a regularização ambiental de suas propriedades para obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Somente nesta sexta-feira (27.2), na primeira edição do Dia de Campo, realizado na comunidade Belo Horizonte, foram registrados 30 atendimentos.

A secretária-adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, destacou que, para alcançar a meta estabelecida pelo programa, que consiste na realização de 1.300 cadastros até o mês de setembro, os parceiros intensificaram as estratégias de mobilização.

Além dos atendimentos que acontecem diariamente na sede do Sindicato Rural, a empresa responsável pela execução da iniciativa montou um espaço para atendimento na Feira do Produtor Rural, que acontece às quartas-feiras, além de ir às comunidades todas as sextas-feiras para facilitar o acesso dos produtores ao programa.

“Nós precisamos que o produtor faça a adesão ao Regulariza Rural Tangará e busque o atendimento para conseguir, de forma gratuita, a realização do cadastro ambiental com toda assistência técnica necessária. É uma oportunidade ímpar às pessoas que querem produzir dentro da legalidade”, enfatizou Luciane Bertinatto.

O secretário municipal de Meio Ambiente de Tangará da Serra, Vinícius Lançone, apontou a importância da união de esforços das instituições para proporcionar a regularização ambiental das propriedades de até quatro módulos, que correspondem a 320 hectares no município.

“Esse é o caminho para que a gente possa avançar em todas essas peculiaridades do nosso Estado. Costumo dizer que Tangará da Serra é o reflexo de Mato Grosso. Aqui nós temos agricultura e pecuária de alta precisão, agricultura familiar, área indígena, população e economia pujantes. Essa sinergia entre as instituições fará com que tenhamos um Estado cada vez mais industrializado e economicamente forte”, ressaltou.

Com recursos na ordem de R$ 1,8 milhão, o programa Regulariza Rural Tangará foi viabilizado por meio de parcerias entre o Governo de Mato Grosso e o Serviço Florestal Brasileiro, com recursos do Banco Alemão KFW. A iniciativa conta ainda com o apoio da Prefeitura de Tangará da Serra, Sindicato Rural, Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e outras instituições.

O CAR

O Cadastro Ambiental Rural é previsto no Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012) e é obrigatório para todos os imóveis rurais. Por meio dele, o produtor informa o uso do solo, as áreas de preservação permanente (APP), reserva legal (RL) e outras áreas relevantes que contribuem para a conservação da água e do microclima local. Além disso, o CAR é cada vez mais valorizado no acesso a crédito rural e novos mercados.

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Prefeitura lança campanha “Ordem Urbana: Terreno Limpo é Saúde e Segurança”

A Prefeitura de Cuiabá lança nesta segunda-feira (2) a campanha “Ordem Urbana: Terreno Limpo é Saúde e Segurança”, dentro do Programa Fiscaliza e Cuida. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) e marca a implantação da Lei Complementar nº 589/2025, regulamentada pelo Decreto nº 11.767/2026, que estabelece novas regras para fiscalização e conservação de imóveis urbanos.

Durante 60 dias de campanha, os autos de infração serão lavrados sem aplicação de multa, priorizando a orientação e a regularização voluntária por parte dos proprietários. Em situações que envolvam risco iminente à saúde pública, à segurança ou à integridade estrutural dos imóveis, poderão ser adotadas medidas cautelares imediatas, conforme prevê a legislação.

De acordo com a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, a proposta alia responsabilidade individual à proteção coletiva. No período, os fiscais irão atuar com foco na conscientização, na prevenção e no alerta sobre as novas regras aplicáveis aos proprietários que não mantêm a limpeza dos terrenos e edificações.

“Terreno limpo é uma questão de saúde e segurança. Estamos fortalecendo a fiscalização urbana com base na lei, mas também promovendo a conscientização. Cuidar do imóvel é cuidar da cidade”, afirmou Juliana.

A secretária reforça ainda que a nova Lei de Lotes Urbanos trouxe um novo regime jurídico, com regras claras sobre limpeza, conservação e segurança estrutural. “Definimos critérios técnicos, prazos e procedimentos para aplicação das penalidades, abrangendo terrenos com mato alto, acúmulo de lixo, criadouros do mosquito da dengue e imóveis abandonados pelos proprietários. Quem cumpre a lei não tem o que temer, e quem insistir no abandono será responsabilizado”, completou a secretária.

A Lei Complementar nº 589/2025 substitui integralmente o modelo anterior, instituído pela LC nº 004/1992, e cria uma estrutura mais moderna e técnica de fiscalização. Entre as principais mudanças estão a adoção da Unidade Padrão Municipal, UPM, como referência para aplicação de multas, e a criação do Cadastro Municipal de Imóveis Urbanos em Situação Irregular, CMISI, integrado aos sistemas tributários e eletrônicos do Município, permitindo controle de reincidência e acompanhamento dos processos.

A norma estabelece regras rígidas para imóveis sem calçadas adequadas, sem cerca ou muro, e também abrange terrenos com mato alto, acúmulo de lixo e criadouros de vetores, como o mosquito da dengue. Imóveis abandonados, que estejam desocupados há mais de dois anos, apresentem sinais visíveis de deterioração ou débitos reiterados de IPTU inscritos em dívida ativa, também serão alvo da fiscalização.

Imóveis que apresentem risco estrutural leve, moderado ou grave, como fissuras, infiltrações, comprometimento de elementos estruturais ou risco de colapso, serão enquadrados na nova legislação, sendo o risco grave condicionado à emissão de laudo técnico.

Para imóveis localizados no Centro Histórico, haverá regime especial de fiscalização, com comunicação aos órgãos de preservação e possibilidade de perda de benefícios fiscais enquanto persistir a irregularidade.

Outra inovação é a regulamentação do uso de drones e outras tecnologias no processo fiscalizatório. Imagens obtidas por drones ou satélites poderão subsidiar a lavratura de autos de infração, tornando o trabalho mais ágil e eficiente.

O decreto estabelece prazos de regularização que variam entre 30 e 90 dias, conforme a gravidade da infração. O cidadão pode denunciar terrenos com mato alto, acúmulo de lixo e imóveis abandonados no sistema Web Denúncias pelo endereço https://sorp.cuiaba.mt.gov.br

Treinamento

Os agentes de Regulação e Fiscalização passam nesta terça-feira (3) por capacitação no treinamento Módulo de Atualização Normativa, Lei 589/2025, parte do PROFISC, Programa de Boas Práticas da Fiscalização. Realizado no auditório da Secretaria de Ordem Pública, o treinamento tem como objetivo atualizar os fiscais sobre as diretrizes da nova legislação, alinhar procedimentos, padronizar a atuação técnica e fortalecer a eficiência e a uniformidade das ações de fiscalização no município.

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Flores movimentam a economia no 23º Festival de Orquídeas em Cuiabá

O perfume das flores e a diversidade de cores prometem transformar o Complexo Biocultural do Porto, onde funciona o Aquário Municipal de Cuiabá, em um grande jardim aberto ao público. Entre os dias 5 e 8 de março, a capital recebe a 23ª edição do Festival de Flores e Orquídeas de Cuiabá, com entrada gratuita e expectativa de movimentar mais de R$ 1 milhão na economia local.

Organizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), o evento já se consolidou no calendário da cidade como vitrine para produtores e oportunidade para quem deseja levar mais vida e beleza para casa.

Cinco mil plantas e preços acessíveis

Serão cerca de 5 mil exemplares disponíveis, com plantas a partir de R$ 10. O público encontrará uma ampla variedade de orquídeas em diferentes cores e formatos, além de espécies ornamentais como cactos, suculentas, onze-horas, caladium, aglaonema e a exótica Euphorbia françoisii, conhecida pelos tons terrosos e formato singular.

Também estarão à venda vasos de diversos tamanhos e designs, enfeites, substratos, adubos, fertilizantes e inseticidas naturais, todos seguros para crianças e animais de estimação.

Um dos diferenciais do festival, segundo o coordenador Sérgio Gomes de Freitas, é o cuidado com a qualidade das plantas oferecidas. “Nosso evento é focado em plantas aclimatadas. Diferente de outros festivais que trabalham com plantas de estufa, que podem murchar se não estiverem em ambiente refrigerado, as nossas orquídeas já estão adaptadas. O cliente pode levar para casa ou para o jardim com mais tranquilidade, sabendo que elas vão continuar bonitas e saudáveis”, explica.

Sérgio destaca ainda o papel do poder público no fortalecimento do setor. “Desde que iniciei o cultivo e o comércio dessas plantas, a Prefeitura de Cuiabá sempre nos deu um apoio fundamental. Hoje estamos ainda mais preparados para atender os clientes e orientar sobre os cuidados necessários.”

Espaço público como estratégia de desenvolvimento

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), Fernando Medeiros, ressaltou a importância estratégica da ocupação de espaços públicos de grande circulação por produtores e comerciantes locais. “Parcerias dessa natureza são extremamente positivas, pois além de estimularem o fluxo de pessoas, movimentam a economia local e dão visibilidade ao potencial produtivo da região”, afirmou.

Segundo ele, a utilização do Complexo Biocultural do Porto para iniciativas como o festival reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento econômico sustentável. “A Prefeitura apoia continuamente iniciativas e eventos que valorizem o uso desses espaços em benefício do desenvolvimento da cidade”, reiterou Medeiros.

Motor para a economia local

Mais do que um evento voltado ao paisagismo e à jardinagem, o festival se tornou um importante impulsionador econômico. A estimativa é que a movimentação direta durante os quatro dias ultrapasse R$ 500 mil. Somado ao chamado “efeito cascata”, quando consumidores compram plantas na feira e buscam vasos, terra e insumos em viveiros e floriculturas de bairro, o impacto pode superar R$ 1 milhão em transações.

Levantamento da organização aponta que, em edição realizada recentemente em Várzea Grande, o volume total de negócios chegou a R$ 500 mil, sendo R$ 200 mil em vendas diretas e R$ 300 mil de forma indireta. Para Cuiabá, a expectativa é ainda mais otimista, com projeção de superar R$ 1 milhão em volume total de negócios. “O festival funciona como uma grande vitrine. Mesmo quem não encontra um item específico na feira acaba movimentando o comércio local nos dias seguintes. É uma cadeia produtiva em que todos ganham, inclusive viveiros que não estão diretamente no evento”, avalia a coordenação.

Entre os expositores confirmados estão o Orquidário Flores do Lago, o Sítio Toca da Coruja e o grupo Apaixonados por Rosa do Deserto, reforçando a diversidade e a qualidade da produção regional.

Serviço

23º Festival de Flores e Orquídeas de Cuiabá
Local: Complexo Biocultural do Porto/Aquário Municipal – bairro Porto
Data: 5 a 8 de março de 2026
Horários:
• Quinta a sábado: das 9h às 18h
• Domingo: A partir das 8h até 12h
Entrada gratuita

Mais do que uma feira, o festival é um convite ao contato com a natureza, ao fortalecimento do comércio local e à valorização de produtores que transformam cultivo em sustento e beleza em oportunidade

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Batalhão Ambiental da PM desmantela segundo garimpo irregular nesta semana em Mato Grosso

Equipes identificaram área desmatada na zona rural do município de Aripuanã

Policiais do Batalhão de Proteção Ambiental do 6º Comando Regional desativaram, nesta quarta-feira (25.2), a operação de um garimpo ilegal na zona rural de Aripuanã, a 1.001 km de Cuiabá. No local, foram apreendidos dois motores e uma pá carregadeira, evidenciando a estrutura clandestina da atividade. Esta é a segunda mineradora ilegal desativada pelos militares nesta semana, reforçando a atuação contínua no combate à exploração irregular de recursos naturais.

Conforme o boletim de ocorrência, durante patrulhamento tático no âmbito da Operação Amazônia, as equipes de inteligência repassaram informações sobre a existência de um garimpo ilegal.  

Ao chegar nas coordenadas indicadas, constatou-se a degradação ambiental mediante a abertura de cavas e movimentação de terra para extração de minério. Durante buscas no local, os policiais encontraram uma pá carregadeira (carregador frontal) atolada. O maquinário foi retirado e encaminhado à Secretaria Municipal de Infraestrutura de Colniza.

Os policiais militares localizaram também dois motores utilizados no sistema de lavagem e sucção de rejeitos. Diante da impossibilidade de remoção imediata dos equipamentos e visando interromper a continuidade do dano ambiental, os motores foram inutilizados. Na ação, não foram localizados indivíduos em execução de tarefas. Os policiais mantêm rondas em buscas por suspeitos.



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Operação conjunta apreende aproximadamente meia tonelada de pescado irregular em feira da Capital

Durante a fiscalização, foram identificados comerciantes estocando e vendendo pescado em desacordo com a legislação vigente

Aproximadamente meia tonelada de pescado irregular, que eram comercializados em uma feira em Cuiabá, foram apreendidos, na manhã desta terça-feira (24.2), na Operação Praero, deflagrada pela Polícia Civil com apoio de equipes da Polícia Militar, Polícia Penal, Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Juizado Volante Ambiental (Juvam).

A ação, idealizada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), foi realizada na “Feira do Praerinho”, na Avenida Beira Rio e resultou na apreensão de exemplares de diversas espécies como pacu, pintado, jaú e tambaqui.



 

Três comerciantes, responsáveis pela mercadoria irregular, foram autuados em flagrante por crime ambiental de armazenamento e comercialização de pescado proibido por lei sua captura e ainda fora da medida permitida, e pescado sem origem, sem nota fiscal.

As investigações iniciaram em 2024, após denúncias de irregularidades no comércio de pescado na região do “Praeirinho”. Desde então, foram realizadas diversas trabalhos na região e inspeções, que constataram graves problemas sanitários e estruturais.



 

Entre as irregularidades identificadas estão a ausência de procedência regular, condições insalubres de manipulação e descumprimento de normas técnicas, configurando infrações administrativas e ilícitos penais e ambientais.

Em dezembro de 2025, uma peixaria na região foi interditada, ocasião em que aproximadamente três toneladas de pescado foram apreendidas. Em fiscalização posterior na feira do Praeirinho, uma pessoa foi presa em flagrante por armazenar pescado irregular, incluindo espécie proibida e exemplares fora da medida legal.

Nesta nova etapa da Operação Praero, além das irregularidades sanitárias constatadas pela Vigilância Sanitária, a Polícia Civil identificou comerciantes estocando e vendendo pescado em desacordo com a legislação vigente.

A ação resultou na apreensão de 487,3 quilos de pescado irregular, praticamente meia tonelada, das espécies pacu, pintado, jaú e tambaqui. Segundo as equipes, foram identificados casos de comercialização de espécies proibidas, pescado fora da medida permitida e ausência de nota fiscal que comprovasse a origem e procedência dos produtos.



 

Segundo a delegada titular da Dema, Liliane Murata, as fiscalizações continuarão com o objetivo de coibir a pesca predatória, proteger o meio ambiente e garantir a segurança alimentar da população.

“O principal objetivo dessas operações integradas é reprimir as práticas criminosas e condutas que ultrapassam os limites estabelecidos por lei, causando prejuízos e dano ao meio ambiente, que é um bem fundamental à existência humana”, destacou a delegada.

CidadesEconomiaMeio AmbientePolítica

Prefeito faz decreto que garante legalidade à tradição do peixe no Praeirinho

A Prefeitura de Cuiabá publicou, na edição suplementar da Gazeta Municipal desta terça-feira (24), o decreto que regulamenta a comercialização de pescado na região do Praeirinho. A medida consolida o compromisso assumido pela gestão municipal em reunião realizada no mesmo dia com os 22 comerciantes que atuam no local, além de representantes de diversas secretarias e da Procuradoria-Geral do Município.

O decreto estabelece critérios técnicos, sanitários e estruturais para garantir que a atividade tradicional seja exercida dentro da legalidade, com segurança alimentar e respeito às normas ambientais. Entre as exigências previstas estão a manipulação do pescado em ambiente adequado, com controle térmico e superfícies laváveis; uso exclusivo de materiais lisos, impermeáveis e atóxicos para corte, “vedado o uso de madeira”; além da obrigatoriedade de manutenção do peixe sob temperatura entre 0°C e 4°C, com refrigeração ou acondicionamento em caixas térmicas apropriadas.

O texto também determina a disponibilização de água potável para higienização frequente, uso de avental lavável de cor clara, proteção para os cabelos e recipientes adequados para descarte de resíduos. A fiscalização ficará a cargo do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e da Vigilância Sanitária, “observando o princípio do caráter educativo e orientativo”, conforme destaca o próprio decreto, sem prejuízo da aplicação de penalidades em caso de infração.

Ao publicar a regulamentação, o Executivo municipal dá cumprimento ao que havia sido pactuado na reunião de ontem, quando o prefeito Abilio Brunini afirmou que a intenção não era remover as famílias, mas promover as adequações necessárias para assegurar dignidade de trabalho e saúde pública. Na ocasião, também foi anunciado o envio de projeto de lei à Câmara Municipal para reconhecer como patrimônio imaterial de Cuiabá o saber tradicional de preparar o peixe e retirar suas espinhas — prática cultural historicamente associada à identidade cuiabana.

Com o decreto já em vigor, a comercialização passa a contar com regras claras e respaldo jurídico imediato. Agora, resta a apreciação e votação do projeto de lei pelo Legislativo, etapa considerada fundamental para consolidar não apenas a regularização sanitária e ambiental da atividade, mas também o reconhecimento formal do valor cultural do chamado “saber de manipulação do prixo”, símbolo da tradição gastronômica cuiabana.

A expectativa da Prefeitura é que, com a aprovação da proposta, o processo de regularização avance de forma definitiva, conciliando geração de renda, preservação cultural e cumprimento da legislação vigente.

CidadesMeio AmbientePolícia

Batalhão Ambiental da PM fecha garimpo irregular no interior de MT

Militares receberam denúncia sobre atividade irregular em Colniza

Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental flagraram, nesta terça-feira (24.2), um garimpo irregular, em uma zona rural do município de Colniza (1.058 km de Cuiabá). No local, as equipes localizaram quatro motores e uma escavadeira hidráulica, utilizadas na extração de minérios. 

Durante desdobramento da Operação Amazônia, os policiais militares dos setores de inteligência identificaram uma área sendo desmatada para o funcionamento de um garimpo irregular. 

As equipes reforçaram o policiamento tático e ostensivo e se deslocaram para região. Os militares flagraram alguns suspeitos fugindo em meio à mata, não sendo localizados até o momento.

Durante rondas na área, os policiais militares encontraram os quatro motores, que foram inutilizados, acampamentos improvisados usados pelos suspeitos e apreenderam uma escavadeira hidráulica.

A ação contou com apoio da Força Tática do município de Nova Mutum. As equipes mantêm rondas para localizar os envolvidos.




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Evento motociclístico reúne mais de 200 participantes e movimenta Sítio Maringá em Nova Mutum/MT; Veja vídeos

Um grande acampamento de motociclistas movimentou o Sítio Maringá, de propriedade do deputado estadual Gilberto Cattani, no município de Nova Mutum. O evento teve inicio na sexta-feira (30) e se encerrou na manhã deste domingo (01), com cerca de 210 participantes, o evento contou com a presença de aproximadamente 140 motocicletas, quatro triciclos e seis veículos de apoio, garantindo estrutura, organização e segurança aos presentes.

O encontro contou com a participação de 16 motoclubes e grupos motociclísticos, entre eles Bodes do Asfalto, BR 55, Cactus, Brother Nova Mutum, Caveiras TGA, Pantaneiros, Bicho do Mato, Moto LS, Desgraçado do Trecho, IRMR, Insanos, Ladies, MT 65, Old Gentleman’s Bikers e Motociclista Autônomo. Também marcaram presença os grupos Estradeiro, Rodas de Aço Nova Maringá, Patriota, RDC, Rota 360 e MT Group.

Representantes de 16 municípios de Mato Grosso participaram da programação, que foi marcada pelo espírito de irmandade, integração entre os motoclubes e contato direto com a natureza. Segundo a organização, o acampamento superou as expectativas e foi avaliado de forma extremamente positiva, reforçando a cultura motociclística e fortalecendo os laços entre os participantes.

fonte: powermix

Meio Ambiente

Sema promove reabilitação de animais resgatados na região do Pantanal

Onça-parda foi enviada a Mato Grosso do Sul para realização de cirurgia odontológica

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) enviou esta semana uma uma fêmea de cervo-do-pantanal para o Centro Conservacionista Parque Vida Cerrado, no Estado da Bahia, e um macho de onça-parda para tratamento dentário em Mato Grosso do Sul. Os dois animais foram resgatados com problemas de saúde e foram submetidos a tratamento clínico-veterinário viabilizado pelo órgão ambiental.

Segundo a médica veterinária da Sema, Danny Moraes, a fêmea de cervo-do-pantanal  foi resgatada em agosto do ano passado, com poucos meses de vida, com queimaduras e problemas respiratórios na região da Transpantaneira. Na ocasião, ela estava ao lado da mãe, que acabou não resistindo aos ferimentos.

“Além das queimaduras na região das orelhas, o animal enfrentou problemas no trato respiratório por inalação de material particulado e por exposição às altas temperaturas”, informou.

Ela conta que, após o desmame, o animal ficou em uma área cercada no Pantanal, onde tinha acesso à vegetação natural, mas a base alimentar era ração de cavalo, pepino, abóbora, milho, frutas, cenoura e batata doce.

 

“O animal passou este período todo em uma área de soltura na região do Pantanal, entretanto, por ser muito dócil, sua soltura foi contraindicada. O processo de destinação foi realizado em conjunto com  ICMBio, o Parque Vida Cerrado e vários profissionais que discutiram conjuntamente a melhor maneira de encaminhar o animal”, explicou a médica veterinária.

Já a onça-parda foi resgatada adulta, com baixo peso e com prováveis traumatismos, na região de Barão de Melgaço. O traslado do animal resgatado foi realizado pela equipe da ONG Onçafari para Cuiabá, onde passou por atendimento na clínica veterinária Anjo da Guarda, conveniada à Sema.

 

Além de apresentar baixo escore corporal, mobilidade reduzida, o animal possuía diversas cicatrizações no corpo e fratura de caninos superior e inferior direito. “Foi feito terapia de suporte, controle de dor e exames laboratoriais antes do deslocamento para o CRAS de Campo Grande”, informou o analista ambiental perfil médico veterinário da Sema, Vinicius José da Silva Cardoso de Brito, que acompanhou o deslocamento até MS com o médico veterinário, Luiz Portella.

Segundo ele, a ação só foi possível com o apoio interinstitucional dos órgãos ambientais estaduais de MT e MS, para garantir o melhor atendimento do animal. No CRAS de Campo Grande a onça-parda passou por cirurgia odontológica por médica veterinária especializada em odontologia veterinária, com remoção do canino superior direito e restauração do canino inferior direito além de ser submetida a outras avaliações veterinárias complementares.

“O animal agora está em recuperação, já demonstrando uma melhora significativa do quadro clínico e demonstrando sinais de agressividade normais para espécie e para animal de vida livre”, acrescentou o analista.

Após o tratamento, a onça parda deve retornar para MT e ser solta na região em que foi resgatada.

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Companhia Ambiental prende homem com arma e munições em Sinop

Suspeito foi localizado durante abordagem na rodovia MT-487

Militares da 4ª Companhia Ambiental de Sinop prenderam um homem, de 28 anos, por porte ilegal de arma de fogo, na tarde desta quinta-feira (4.12), na zona rural da cidade. O suspeito foi detido em flagrante com um pistolão e 38 munições de calibre 36.

Os policiais da unidade realizavam patrulhamento na rodovia MT-487, em apoio a Operação Fauna e Flora, e abordaram um veículo Corsa que transitava em baixa velocidade às margens de uma plantação de soja, causando suspeita na equipe.

Em contato com o condutor do carro e revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado. Já na verificação ao carro, foi localizada a arma de fogo, com um porta cartuchos e 38 munições, sendo três delas já deflagradas.

Ainda no veículo estava a esposa do suspeito, que não apresentou envolvimento com o objeto ilícito e foi liberada pelos policiais, ficando com a responsabilidade do veículo.

O suspeito não apresentou documentação de porte da arma de fogo e recebeu voz de prisão da PM. Ele foi conduzido para a delegacia de Sinop para registro da ocorrência e demais providências.