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Notícias relacionadas a ação policial

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Batalhão Ambiental apreende espingardas e materiais para pesca predatória em Aripuanã

Materiais foram encontrados em um acampamento montado pelos suspeitos

oliciais militares do Batalhão Ambiental localizaram e apreenderam quatro espingardas e materiais para pesca predatória, na tarde desta sexta-feira (13.12), na zona rural de Aripuanã. Os objetos foram localizados durante trabalho de fiscalização ambiental.

Conforme o boletim de ocorrência, as equipes de policiamento seguiam patrulhamento fluvial pelo rio Aripuanã e visualizaram alguns materiais, como redes, que indicavam a presença de suspeitos por praticarem pesca em período ilegal.

Os militares foram ao local para fazer abordagem e retirada dos materiais e não encontraram nenhum suspeito. Os policiais identificaram que o local servia como um acampamento para os criminosos.

Ainda em diligências na região, as equipes encontraram as armas de fogo escondidas dentro de uma barraca, sendo duas espingardas de calibre 28, uma espingarda de calibre 16 e uma espingarda de calibre 32, além de 29 munições para o armamento. Também no local, foram apreendidas cinco redes de pesca.

Diante da situação, os militares recolheram todo o material ilegal e se deslocaram até a delegacia mais próxima para registro da ocorrência e demais providências.

CidadesPolícia

Foragido por triplo homicídio ocorrido há 22 anos em MT é preso em Roraima

As vítimas eram pescadores e foram surpreendidas quando dormiam, sendo mortas a golpes de facão

A Gerência de Polinter e Capturas de Mato Grosso, com apoio da Polinter de Roraima e Polícia Civil do Pará, localizou um homem acusado de um triplo homicídio na cidade de Várzea Grande. Ele estava foragido desde que matou as três vítimas, em 2002.

R.C.C, de 48 anos foi preso na cidade de Boa Vista, capital de Roraima. Ele foi localizado após troca de informações entre as equipes das Polícias Civis de Mato Grosso, Pará e de Roraima.

Ele vinha sendo procurado desde que cometeu o crime em Várzea Grande, que vitimou três pescadores, um de 23 anos e dois com 30 anos.

R.C.C. também é investigado pela Polícia Civil paraense por um duplo homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos no estado do norte do País. “R.C.C é de alta periculosidade e não pode estar solto, tendo em vista os crimes cometidos por ele em dois estados”, apontou a Polícia Civil.

Chacina em Várzea Grande

O triplo homicídio foi registrado no bairro Vila Arthur, em março de 2002. As vítimas estavam dormindo, quando foram atacadas pelo autor do crime, que desferiu golpes de facão nos três pescadores, que não resistiram e morreram no local.

As vítimas foram mortas sem qualquer meio de defesa, em um ataque com crueldade. A investigação identificou que R.C.C. foi o autor do crime contra Jaime Paulino Lopes, 30 anos, Jonny de Campos Martins, 23 anos e Manoel Donato Campos, 30 anos.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual em 2003, o acusado tinha a intenção de supostamente se vingar de uma das vítimas e entrou silenciosamente na casa onde estavam os três pescadores, aproveitando-se que estavam embriagados e dormindo e não tiveram qualquer chance de reação.

Polícia

Polícia Militar lança Operação Fim de Ano nesta sexta-feira (13)

Solenidade de lançamento acontece na Praça Alencastro, no centro de Cuiabá, a partir das 08h

A Polícia Militar de Mato Grosso lança, na manhã desta sexta-feira (13.12), a edição de 2024 da Operação Fim de Ano. Em Cuiabá, a solenidade de lançamento será realizada na Praça Alencastro, na região central, a partir das 08h.

A operação ocorre em todos os 15 Comandos Regionais da PMMT e tem como objetivo principal manter a ordem pública e segurança da população durante o período de festividades de final de ano. 

Dentro da operação Fim de Ano, a Polícia Militar irá intensificar a vigilância e o patrulhamento em áreas comerciais, rodovias, bairros residenciais e zonas financeiras. O modo de atuação será em abordagens, buscas e checagens a pessoas e veículos, em policiamento ostensivo em processos a pé, motorizado e montado.

CidadesPolícia

Operação integrada em resposta ao ataque à base do Indea finaliza com oito presos e armas apreendidas

Desde sexta-feira (06), as forças de segurança trabalharam na identificação e localização dos criminosos, em Colniza

As forças de segurança do Estado finalizaram, na tarde desta quarta-feira (11.12), a operação integrada realizada em resposta ao ataque à uma base do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), no distrito de Guariba, em Colniza, ocorrido na última sexta-feira (06). Ao todo, oito pessoas foram presas.

Nesta quarta-feira (11), durante continuidade das buscas, as equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Companhia de Colniza localizaram, em meio a uma região de mata, duas armas longas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 20. As equipes identificaram que as armas são as mesmas utilizadas no ataque e que atingiram um sargento da Polícia Militar, que ficou ferido.

Ainda de acordo com a força-tarefa, dos 11 suspeitos identificados, oito já foram presos desde o último sábado (07), e o caminhão roubado pela quadrilha foi apreendido e inutilizado pelos agentes de segurança. Além disso, outros dois suspeitos negociam para se apresentarem na Delegacia da Polícia Judiciária Civil do município em breve.

Durante os seis dias de operação, desde a última sexta-feira (06), mais de 60 agentes policiais reforçaram a região e trabalharam ininterruptamente na caçada aos criminosos.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, ressalta que o sucesso da operação se deu pela pronta resposta do Governo do Estado no empenho para o envio dos policiais até a área.

“Temos que somente agradecer o empenho do Governador do Estado e do secretário de Segurança Pública, que não mediram esforços para que a missão fosse desempenhada. Desde que soubemos do ataque, nossos policiais foram deslocados e rapidamente conseguimos a identificação de todos os envolvidos e a prisão da maioria dos integrantes da quadrilha”, destacou.

Fizeram parte da operação equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão Ambiental, Força Tática, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), com envio de helicóptero e aeronaves, e Polícia Judiciária Civil. Além das polícias Militares do Amazonas e Rondônia.

O trabalho no local continua com as equipes do 8º Comando Regional da Polícia Militar e Polícia Civil para a captura dos criminosos restantes.

Entenda o caso

Na noite da última sexta-feira (06), a base do Indea, no Distrito de Guariba, em Colniza, foi alvo de um atentado de criminosos que fizeram o roubo de um veículo com carga de madeira ilegal, apreendido no dia anterior pelos agentes de fiscalização. 

Os criminosos estavam armados e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra as equipes que faziam a segurança do local. Na ação, um sargento da Polícia Militar foi atingido com tiros, em várias partes de seu corpo, ele foi socorrido e ainda passa por acompanhamento médico, em Cuiabá.

CidadesPolícia

Mais 16 celulares são apreendidos pela Polícia Penal em penitenciárias de Cuiabá

Um reeducando, prestador de serviço, foi flagrado tentando entrar na unidade com um smartphone e droga

Mais 16 aparelhos celulares, chips e carregadores foram retirados pela Polícia Penal na Penitenciária Central do Estado (PCE) e na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, durante as ações da Operação Tolerância Zero, realizadas nesta segunda-feira (09.12) e terça-feira (10.12).

Em uma das frentes da operação, na entrada da PCE, os policiais penais flagraram um reeducando, prestador de serviço, tentando entrar na unidade com um smartphone e uma porção de maconha ao passar pelo scanner.

Em outro ponto da ação, que atua no interior da unidade, os policiais penais apreenderam outros 10 aparelhos de celulares, quatro carregadores e duas baterias portáteis durante vistoria nas celas do raio 03 da PCE.

Outra frente de policiais penais, responsáveis pela vistoria da parte externa da unidade, apreendeu um aparelho no pátio da unidade próximo a fábrica de concreto. Em outra ação, mais dois aparelhos foram apreendidos nos quartos da Ala dos Trabalhadores.

Na penitenciária feminina, dois aparelhos, três carregadores e dois chips foram apreendidos no raio 03, durante vistoria na parte interna da unidade.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária, delegado Victor Hugo Bruzulato, destacou que a Polícia Penal trabalha em diversas frentes das unidades prisionais a fim de impedir a entrada de ilícitos e retirá-los do interior das unidades.   

“A Operação Tolerância Zero conta com diversas frentes de atuação e demonstra que estamos empenhados em combater, de forma incisiva, qualquer tentativa de entrada de ilícitos nas unidades prisionais. Não toleraremos práticas que comprometam a ordem e a segurança no sistema penitenciário do Estado”, reforçou.

As ações de fiscalização continuam sendo realizadas em todas as unidades prisionais do estado, seguindo as medidas do Governo do Estado para desestabilizar o crime organizado, que atua nas unidades prisionais e reforçando o compromisso da gestão com a segurança da população.

CidadesEsportesPolícia

TJ suspende atividades de time de futebol utilizado para lavagem de dinheiro de facção criminosa em Mato Grosso

O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá, determinou a suspensão das atividades econômicas do time de futebol amador Amigos de WT e de uma empresa mecânica de fachada, ambos ligados à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A decisão integra a Operação Fair Play, realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil.

Esquema de lavagem de dinheiro

O time Amigos de WT pertence a Paulo Witer Faria Paelo, conhecido como WT, que atua como tesoureiro de uma facção criminosa em Cuiabá. Paralelamente, a empresa mecânica A.N.M. Dos Santos, registrada em nome de Andrew Nickolas Marques dos Santos, considerado braço direito de WT, também operava como fachada para a organização.

De acordo com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), ambas as empresas apresentaram movimentações financeiras incompatíveis com seus perfis declarados, incluindo depósitos fracionados e recebimentos expressivos de terceiros sem justificativa.

Atividades investigadas

  • Time de Futebol (Amigos de WT): utilizado para movimentar dinheiro do tráfico por meio de eventos esportivos.
  • Empresa mecânica (A.N.M. Dos Santos): aberta em 2017, também servia exclusivamente para lavar dinheiro do tráfico, movimentando capital incompatível com suas atividades declaradas.

Resultados da operação

Deflagrada na quarta-feira (27), a Operação Fair Play cumpriu 19 mandados judiciais:

  • 11 prisões
  • 8 buscas e apreensões
  • Sequestro de veículos e bloqueio de bens

A operação é um desdobramento da Operação Apito Final, que investigou a ocultação de bens e recursos de organizações criminosas. Paulo Witer, o WT, está preso desde abril deste ano, após as investigações apontarem seu papel central no esquema de lavagem de dinheiro.

Impacto da decisão

Com a suspensão das atividades econômicas, ambas as empresas estão impedidas de operar, e seus bens foram bloqueados. As investigações reforçam o combate à utilização de atividades esportivas e comerciais para disfarçar recursos ilícitos oriundos do tráfico de drogas em Mato Grosso.

CidadesPolíciaVariedades

Misael Galvão é agredido por associada após discussão sobre regras de montagem de box

O presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão, foi agredido nesta terça-feira (10) por uma associada que descumpriu normas referentes à instalação de boxes na estrutura provisória localizada no estacionamento do antigo prédio do Shopping Popular, destruído por um incêndio em julho deste ano.

O incidente

De acordo com nota oficial da associação, a agressão ocorreu quando a associada tentou montar o próprio box durante o horário de expediente, uma prática proibida pelas regras internas do estabelecimento para evitar transtornos ao fluxo de clientes e lojistas. Ao ser abordada, a associada reagiu de maneira agressiva, atacando Misael física e verbalmente.

A Polícia Militar foi acionada para controlar a situação. A assessoria informou que Misael está bem fisicamente e que as medidas cabíveis estão sendo tomadas.

Regulamento interno

Segundo o regimento interno da Associação dos Camelôs, quaisquer modificações ou serviços nos boxes devem ser realizados fora do horário de funcionamento, a fim de preservar a organização e o bom funcionamento do espaço.

Contexto: estrutura provisória

Após o incêndio que destruiu o prédio original em julho, os camelôs foram realocados para uma estrutura provisória composta por contêineres climatizados. Apesar de a mudança para os novos espaços ter começado em novembro, muitos lojistas ainda resistem a se transferir, citando os altos custos do aluguel.

Cada contêiner abriga três bancas, totalizando 600 espaços, a mesma quantidade existente no antigo prédio. A estrutura provisória foi alugada por R$ 1,7 milhão, com validade de um ano, enquanto a reconstrução definitiva ainda aguarda recursos federais e uma resposta do BNDES.

Nota oficial da Associação dos Camelôs

Segue a íntegra da nota divulgada pela associação:

“De acordo com o regulamento interno do Shopping Popular, alterações e quaisquer serviços dentro do box só são permitidas fora do horário de funcionamento, para evitar transtornos ao fluxo de clientes e lojistas. O incidente ocorreu quando a associada descumpriu essa norma, sendo abordada pela administração. Infelizmente, a abordagem resultou em agressões físicas e verbais contra o presidente da associação, Misael Galvão. Reiteramos nosso compromisso com a segurança e o respeito às regras para garantir um ambiente organizado e funcional para todos.”

CidadesPolícia

Farmácia de Cuiabá usada para lavar dinheiro do tráfico em Sinop movimentou R$ 9 milhões em dois anos 

Na segunda fase da operação foram cumpridos 20 mandados, entre prisões, buscas e sequestros de bens móveis e imóveis

As investigações da Polícia Civil de Mato Grosso, que embasaram a Operação Follow the Money 2 para descapitalizar uma facção criminosa que age em Sinop, apontaram que uma farmácia usada na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas movimentou R$ 9 milhões em um período de dois anos. 

A operação foi deflagrada nesta terça-feira (10.12), pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop, responsável pela investigação. É um desdobramento da primeira fase, de março deste ano. 

A análise financeira apontou que a farmácia, localizada em Cuiabá, movimentou a quantia milionária entre os anos de 2022 e 2024. Conforme a investigação, os valores de entrada e saída de capital eram semelhantes, o que evidencia a lavagem de capitais, sendo o estabelecimento usado para dissimular as transações ilegais obtidas com o tráfico de entorpecentes em Sinop. 

Localizada no bairro Tijucal, em Cuiabá, a farmácia teve as atividades suspensas por decisão judicial durante a primeira fase da operação. Os medicamentos apreendidos, avaliados em 190 mil reais, foram doados à Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. 

Nesta segunda fase da Operação Follow the Money, a proprietária da farmácia foi presa por decisão da 5ª Vara Criminal de Sinop. Ela também foi alvo da primeira fase, mas estava em liberdade provisória. 

O irmão e a cunhada do líder da facção criminosa que atua em Sinop, que está preso em uma penitenciária estadual, também foram presos na segunda fase da Operação Follow the Money. O casal recebia ordem de dentro da unidade prisional e fazia negócios, como compra de imóveis, em nome deles e de ‘laranjas,’ para obter lucro e dar aparência de licitude aos valores arrecadados com o tráfico. 

Onze imóveis adquiridos com a lavagem de dinheiro foram alvos de sequestro nesta segunda fase. Entre eles, estão um conjunto de quitinetes, casas em construção e uma chácara à beira de um rio, localizados no município de Sinop; e outros dois em Altamira, no Pará. Além dos imóveis, houve o sequestro de veículos e cota social de uma empresa. Os 20 mandados foram cumpridos em Sinop, Cuiabá e Altamira (PA).

1ª fase 

O delegado Victor Hugo Caetano, da Derf de Sinop, explicou que as investigações se desenvolveram a partir da apreensão de um carregamento com 400 tabletes de maconha há dois anos.

Com a apreensão da droga, a Polícia Civil revelou um esquema de lavagem de dinheiro sustentado a partir do tráfico de drogas em Sinop, com a existência de empresas fantasmas e também de empresas reais, dando aparência legal ao capital ilícito.

Os valores movimentados eram destinados também a manter a ostentação de familiares de líderes de uma facção criminosa.

Na primeira fase da operação foram bloqueadas 17 contas bancárias e sequestrados sete veículos, entre carros de passeio, camionete, picape e motocicletas, além do fechamento da farmácia em Cuiabá.

CidadesPolícia

Médica da Marinha morre no dia do aniversário do filho mais novo

A capitão de mar e guerra Gisele Mendes de Souza e Mello, médica geriatra e superintendente de Saúde do Hospital Marcílio Dias, faleceu nesta terça-feira (10) após ser atingida na cabeça durante um tiroteio. A tragédia aconteceu no mesmo dia em que seu filho mais novo, Daniel Mello, completava 22 anos.

Daniel fez uma homenagem emocionada à mãe nas redes sociais, escrevendo:
– “De coração partido, mas com fé que Deus sabe de tudo, vai em paz, mãe.”

O incidente

Gisele foi baleada enquanto participava de um evento no auditório da Escola de Saúde da Marinha, localizada dentro do Hospital Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio de Janeiro. No mesmo momento, a Polícia Militar do Rio de Janeiro conduzia uma operação na comunidade do Gambá, próxima ao hospital, e relatou ter sido atacada por criminosos na chegada ao local.

A médica foi rapidamente socorrida por colegas e levada ao centro cirúrgico do próprio hospital. Apesar dos esforços, ela não resistiu aos ferimentos.

Nota da Marinha

A Marinha do Brasil emitiu uma nota oficial lamentando profundamente a perda da militar e destacando o apoio oferecido à família:
– “A Marinha do Brasil se solidariza com os familiares e amigos da médica neste momento de grande dor e tristeza.”

Carreira e legado

Gisele Mendes de Souza e Mello era uma profissional respeitada, reconhecida por sua atuação como médica geriatra e por sua liderança como superintendente de Saúde no Hospital Marcílio Dias. Sua morte deixa uma lacuna na instituição e uma grande comoção entre colegas e pacientes.

Polícia

Polícia Federal desarticula rede de tráfico internacional entre máfia italiana e PCC

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (10) as operações Mafiusi e Conexão Paraíba, visando desmantelar uma rede de tráfico de cocaína ligada à máfia italiana ‘Ndrangheta e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo criminoso operava entre a América do Sul e a Europa, usando rotas marítimas e aéreas para transportar grandes quantidades de droga.

Prisões e buscas

As operações resultaram na captura de 10 investigados — 9 no Brasil e 1 na Espanha — além da execução de 46 mandados de busca e apreensão em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Santa Catarina e Paraíba. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e contas no valor de até R$ 126 milhões.

Esquema logístico internacional

A quadrilha utilizava o Porto de Paranaguá, no Paraná, como ponto estratégico para o envio de cocaína à Europa, especialmente ao Porto de Valência, na Espanha. A droga era escondida em contêineres que transportavam cerâmica, louça sanitária e madeira.

Além disso, aeronaves privadas eram empregadas para enviar a carga à Bélgica, desembarcando em áreas fora da fiscalização alfandegária.

Parcerias criminosas

A investigação revelou que a máfia italiana fornecia cocaína, enquanto o PCC gerenciava a logística e o transporte no Brasil. A operação é um desdobramento da Operação Retis, iniciada em 2022, que já havia identificado conexões entre a facção paulista e organizações europeias.

Lavagem de dinheiro bilionária

Entre 2018 e 2022, o grupo movimentou R$ 2 bilhões em um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada e contas falsas.

Ações coordenadas

A ofensiva contou com a colaboração da Justiça Federal brasileira, autoridades italianas, Guarda Civil Espanhola, Interpol, Europol, Eurojust, Receita Federal e Ministério Público. As investigações foram conduzidas com cooperação internacional, destacando o esforço conjunto para combater o tráfico e suas ramificações financeiras.

As operações demonstram a capacidade das organizações criminosas de atuar de forma global, mas também evidenciam o potencial de articulação entre forças de segurança para desmantelar esquemas complexos de tráfico e lavagem de dinheiro.