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Notícias relacionadas a ação policial

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Trio suspeito por invadir propriedade para vender drogas é preso pela Polícia Militar

Militares prenderam os suspeitos, em flagrante, nesta segunda-feira (09)

Duas mulheres e um homem foram presos pela Polícia Militar por tráfico de drogas e violação de domicílio, nesta segunda-feira (09.12), no município de Porto Esperidião. Com a quadrilha, a PM apreendeu porções de maconha e pasta base, além de um simulacro de arma de fogo.

Conforme a ocorrência, as equipes policiais receberam denúncias, via setor de inteligência, sobre uma ocupação irregular em uma chácara da cidade. Os militares fizeram contato com o dono da propriedade, que não pode comparecer, mas autorizou que os policiais fossem ao local fazer a retirada dos invasores.

No endereço informado, os militares flagraram duas mulheres na área da casa fazendo a preparação e embalagens de substâncias entorpecentes. Elas foram abordadas e detidas pela equipe sem apresentar resistência.

Questionadas, elas confirmaram que o local seria um ponto de preparação e venda de drogas e que, no interior da casa, havia mais entorpecentes guardados.

Dentro da casa, os policiais encontraram o homem, que também foi detido. Em verificação ao local, mais porções de drogas, um simulacro de arma de fogo e munições foram encontradas e apreendidas.

Os três criminosos receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidos para a delegacia da cidade para registro da ocorrência.

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Bens usados na lavagem de dinheiro do tráfico e sequestrados em operação são avaliados em R$ 10 milhões

Foram cumpridos 20 mandados, nesta terça-feira (10.12), na deflagração da operação em Sinop, Cuiabá e no Pará

Os bens móveis e imóveis sequestrados pela Polícia Civil, na segunda fase da operação Follow the Money, somam um valor aproximado de R$ 10 milhões de reais. A operação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop tem como alvos três investigados por atuarem como ‘laranjas’ na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no município.

Entre os 11 imóveis alvos de sequestro estão um conjunto de quitinetes, casas em construção e uma chácara à beira de um rio, localizados no município de Sinop; e outros dois em Altamira, no Pará. Além dos imóveis, há ainda o sequestro de veículos e cota social de uma empresa.

Os 20 mandados foram cumpridos nesta terça-feira (10.12), na deflagração da operação, em Sinop, Cuiabá e Altamira (PA).

As ordens judiciais, deferidas pela 5a Vara Criminal de Combate ao Crime Organizado, incluem também três prisões preventivas, buscas domiciliares, sequestro de dois veículos, do capital social de uma empresa e de placas solares.

As três pessoas presas atuavam como laranjas na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Todas já tinham sido presas na primeira fase da operação, em março deste ano, mas estavam em liberdade provisória.

Um dos alvos é a proprietária de uma farmácia, em Cuiabá, que teve as atividades suspensas na primeira fase da Follow the Money. Os valores movimentados, conforme apontou a investigação, evidenciaram a atividade de lavagem de capitais.

Outros presos são o irmão e a cunhada do líder da facção criminosa que atua na cidade de Sinop e está detido em uma penitenciária estadual. O casal recebia ordem de dentro da unidade prisional e fazia negócios, como compra de imóveis, em nome deles e de ‘laranjas’ visando obter lucro e passar aparência de licitude aos valores oriundos da venda de drogas.

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Polícia Civil apreende 128 mil reais e 31 mil dólares em notas falsas com influenciadores

Oito pessoas foram presas pela Polícia Civil na operação; também foram apreendidas bijuterias de latão

Durante a Operação 777, deflagrada pela Polícia Civil na semana passada, as equipes da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor e Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraude apreenderam quase mil notas falsas de 100 e 200 reais, além de mais de trezentas notas de U$ 100 que também não possuem valor.

Além do dinheiro falso, a Polícia Civil ainda apreendeu diversas correntes e pingentes de cor dourada que aparentavam ser de ouro. Contudo, após análise preliminar do material em uma joalheria de Cuiabá, foi constatado que os itens similares a joias que foram apreendidos eram feitos de uma espécie de metal semelhante a estanho e latão, muito parecido com a liga utilizada para fazer medalhas de premiações de provas amadoras.

Os maços de dinheiro falso e as correntes, todas com pingentes grandes, eram utilizados pelos influenciadores digitais presos durante na Operação 777. As notas e as bijuterias eram usadas para dar a falsa aparência de uma vida de luxo e de muito dinheiro aos seus seguidores, induzindo-os a acreditar que toda aquela “riqueza” era proveniente dos ganhos com apostas em jogos online ilegais, conhecidos por “jogo do Tigrinho”.

Todo o material apreendido passará ainda por perícia e os investigados podem responder por crime de moeda falsa se as notas apreendidas, especialmente os dólares, foram usadas como verdadeiras.

Simulação de jogos

A Polícia Civil ainda investiga a suspeita de que os influenciadores também enganavam seus seguidores postando vídeos de apostas realizadas em versões demonstrativas das plataformas, que eram fornecidas apenas para eles. As plataformas estavam programadas para que quase sempre os investigados ganhassem e, muitas vezes, obter altos valores com apostas de valores baixos que não passavam de uma simulação.

Medidas cautelares

Por decisão judicial do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, os seis influenciadores presos na Operação 777 tiveram as redes sociais no Instagram e no Facebook bloqueadas. Também estão proibidos de deixar o país e de realizarem publicações relacionadas a jogos de azar ilegais, sob pena de cometerem crime de desobediência e de terem as prisões preventivas representadas pela Polícia Civil.

As mães de três deles também são investigadas por lavagem de dinheiro. 

Denúncias

Os consumidores que se sentirem lesados podem registrar boletim de ocorrência em qualquer Delegacia de Polícia, procurar a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Rua Gen. Otavio Neves, nº 69, Duque de Caxias I, em Cuiabá), de segunda a sexta-feira durante o horário comercial, ou realizar as suas denúncias, inclusive anônimas, por meio do e-mail: decon@pjc.mt.gov.br, da Delegacia Virtual: https://portal.sesp.mt.gov.br/delegacia-web/pages/home.seam) ou no telefone 197 da Polícia Civil.

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Natal Solidário no Pontal do Marape reúne mais de 600 pessoas e celebra união e cidadania

Mais de 600 pessoas participaram do Natal Solidário no Pontal do Marape, uma iniciativa que trouxe alegria, cidadania e esperança para a comunidade. O evento foi fruto de uma ação integrada com a Feconseg, Secretaria de Segurança Pública (SESP), Secretaria de Estado e Assistência Social (SETASC), Tribunal de Contas por meio da Comissão de Segurança Pública, Secretaria Estadual de Esporte, Politec, Assembleia Legislativa, representada pelo Deputado Gilberto Cattani, além de Secretarias Municipais de Educação e Esporte de Nova Mutum, Direção da Escola Municipal do Pontal do Marape, Subprefeitura, forças de segurança, moradores e comerciantes locais.

O Pontal do Marape é um assentamento localizado na zona rural, a aproximadamente 160 quilômetros de Nova Mutum, sendo uma das comunidades mais afastadas do município. O evento foi marcado por uma manhã repleta de diversão, solidariedade e mensagens de esperança para um Feliz Natal e um próspero 2025. Crianças da comunidade e de municípios vizinhos, como Tapurah e São José, participaram de diversas atividades, incluindo a entrega de brinquedos, brincadeiras e gincanas estudantis, que foram um grande sucesso.

Além disso, o evento teve ações de cidadania, como a confecção de documentos de identidade e cadastros para a entrega de cestas natalinas. Enquanto isso, os adultos participaram de um animado torneio de futebol, fortalecendo os laços entre os moradores e promovendo momentos de lazer e interação com suas famílias.

As forças de segurança desempenharam um papel de destaque no evento, com a participação das seguintes unidades: Bombeiro Militar, Força Tática, Gefron, Detran, Cavalaria, Polícia Ambiental, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e o CIOPAER. As instituições realizaram exposições de materiais, atividades interativas com a comunidade e reforçaram a importância da presença e integração das forças de segurança em ações sociais. A chegada do helicóptero do CIOPAER foi um dos momentos mais emocionantes da manhã, encantando crianças e adultos.
A líder comunitária do assentamento, Olair Salete, desempenhou um papel fundamental na organização do evento, mobilizando a comunidade para oferecer uma refeição especial para as crianças, que incluiu cachorro-quente, doces e um delicioso churrasco tradicional que encantou todos os presentes.

O momento mais aguardado foi a chegada do Papai Noel, acompanhado pelo Bom Dog da Polícia Judiciária Civil, do projeto “De Cara Limpa Contra as Drogas”, proporcionando momentos inesquecíveis para as crianças, que não esconderam a alegria e emoção.

O presidente da Feconseg, Danillo Moraes, agradeceu especialmente ao apoio da Secretaria de Segurança Pública, na pessoa do Coronel PM César Roveri, ao Tenente Coronel Wangles e ao Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel PM Fernando Tinoco, por todo o suporte e parceria nas ações realizadas em diversos municípios do estado de Mato Grosso. Segundo ele, “essa união de esforços tem sido essencial para levar cidadania, segurança e qualidade de vida às comunidades de todo o estado”.

Também foi feito um agradecimento especial à equipe da Coordenadoria de Polícia Comunitária da SESP e da Polícia Judiciária Civil, que não mediram esforços para estar presente nas ações nos diversos rincões do estado, sempre comprometidos em atender às necessidades das comunidades mais distantes.

O Natal Solidário no Pontal do Marape foi um verdadeiro exemplo de união e cooperação entre instituições e comunidade. A organização agradece a todos os parceiros, voluntários e apoiadores que tornaram este evento possível. Que o espírito de solidariedade e alegria vivenciado inspire um novo ano repleto de conquistas, união e esperança. Feliz Natal e um próspero 2025!

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Investigado por homicídio de indígena é condenado a 28 anos de prisão

A vítima foi morta com sete golpes de faca após uma discussão com o autor do crime, e outubro de 2023

O autor do homicídio de um indígena em Rondonópolis foi condenado, nesta quarta-feira (04.12), após sessão do Tribunal do Júri na comarca do município, a 28 anos de prisão pelo crime qualificado.

A decisão do juiz Leonardo Costa Tumiati, do Tribunal do Júri de Rondonópolis, considerou que Leonardo Estevão, de 24 anos, cometeu o crime por motivo fútil, usando meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O crime

Leonido Mano Kadojeba, de 43 anos, foi assassinado no dia 3 de outubro do ano passado, em uma residência no bairro Arco-íris.

Conforme a apuração da Delegacia de Homicídios de Rondonópolis, ele estava bebendo com outra pessoa, com quem acabou se envolvendo em uma discussão e foi atingido com sete golpes de faca na região lombar, sem que tivesse qualquer chance de defesa. Leonido não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O autor do crime, foi preso em Cuiabá, no mesmo mês em que ocorreu o crime, durante o furto a um supermercado. Ao ser levado à unidade policial, foi constatado o mandado de prisão preventiva decretado pela 4a Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis, expedido depois que ele foi identificado na investigação como autor do homicídio.

Leonardo Estevão, conhecido como ‘cigano’, tinha passagem criminal anterior por roubo majorado e após matar a vítima Leonido, abandonou a própria residência e fugiu de Rondonópolis.

CidadesPolícia

Operação nas unidades prisionais apreende 170 celulares, drogas e prende policial penal em flagrante

“Desvio de conduta precisam ser tratados individualmente e com rigor”, afirma o delegado Vitor Hugo, secretário de Administração Penitenciária

A Operação Tolerância Zero ao Crime Organizado, realizada nesta quinta-feira (05.12) com buscas simultâneas nas 41 unidades prisionais do Estado, resultou na apreensão de centenas de aparelhos eletrônicos, entre eles 170 celulares e 56 chips, drogas, e na prisão em flagrante de um policial penal.

Foram apreendidos 49 carregadores, 35 armas artesanais (feitas com pedaços de ferro e madeira), 30 fones de ouvido e uma máquina de tatuar, entre outros produtos ilícitos, 400 gramas de porções de maconha e cocaína, além de 404 pequenas porções de drogas embaladas individualmente.    

Um policial penal que tentava entrar com 242 porções de droga na unidade prisional onde trabalha foi preso em flagrante. Ele foi levado à delegacia e colocado à disposição da autoridade policial.

A maior apreensão de celulares ocorreu na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, onde foram retirados de circulação 55 aparelhos. Na Mata Grande, em Rondonópolis, a operação resultou na localização de 48 aparelhos, enquanto na Ahmenon Dantas, em Várzea Grande, foram aprendidos 45 celulares. Juntas, as três unidades prisionais somam 5.640 presos.

O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, assinala que essa operação é mais uma importante ação realizada como parte do programa Tolerância Zero ao Crime Organizado, lançado no dia 25 de novembro pelo governador Mauro Mendes.

“Estamos intensificando as atividades e atuando de forma integrada em várias frentes dentro da Segurança Pública, atuando nas ruas com operações ostensivas, fortalecendo o trabalho de investigação da Polícia Civil e implantado o serviço de fiscalização permanente dentro das unidades prisionais, com o objetivo de levar mais segurança à população”, afirma Roveri.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária, delegado Vitor Hugo Bruzulato, reforça que além das operações Tolerância Zero passarem a ser rotina, os procedimentos de acesso e protocolos de segurança empregados em todas as unidades penitenciárias e cadeias públicas mato-grossenses estão sendo analisados e revistos.

O secretário ainda ressalta que todas as medidas legais já foram adotadas em relação ao policial penal preso em flagrante, visando sua responsabilização criminal e administrativa.    

“É importante lembrar que esse é um desvio de conduta individual, algo que pode acontecer dentro de instituições de todas as áreas, portanto, devemos individualizar a punição. Sabemos que o Sistema Penitenciário é formado por profissionais sérios, capacitados e comprometidos com as funções”, completa.

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Policial militar morre dentro de casa em Cuiabá; suspeita é de tiro acidental

O segundo-sargento da Polícia Militar, Rodrigo Francisco de Souza, de 43 anos, faleceu na tarde desta quarta-feira (04) em Cuiabá. A suspeita inicial é de que ele tenha sido vítima de um tiro acidental dentro de sua residência, com o disparo atingindo o peito.

Rodrigo foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) por meio do helicóptero Águia, mas não resistiu aos ferimentos.

Investigações em andamento

O coronel Martins Júnior afirmou que ainda não há detalhes sobre as circunstâncias do ocorrido. “Será necessário um trabalho de investigação para verificar se há imagens de monitoramento ou outros elementos que possam esclarecer o caso. A informação inicial é que ele foi encontrado baleado em sua residência”, destacou.

Carreira e família

Rodrigo Francisco ingressou na Polícia Militar em 2002 e estava lotado no 3º Batalhão, em Cuiabá. Ele deixa dois filhos e um legado de mais de duas décadas dedicadas à segurança pública.

Nota de pesar

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, lamentou a perda do militar em nota oficial:

“Neste momento, peço que Deus dê forças para toda a família e os colegas de farda que sofrem com essa perda. A Polícia Militar está de portas abertas e daremos todo o suporte necessário para a família e amigos neste momento tão difícil.”

Informações sobre o velório e sepultamento serão divulgadas pela família nos próximos dias.

O caso segue sob investigação para determinar as circunstâncias da tragédia.

Polícia

Polícia Militar prende trio que sequestrou gerente do Magazine Luiza em Cuiabá para roubo

Na manhã desta quarta-feira (4), três criminosos foram presos após sequestrarem o gerente da loja Magazine Luiza, no bairro CPA 2, em Cuiabá. O objetivo era realizar um roubo ao estabelecimento. A ação policial resultou na recuperação de diversos produtos eletrônicos e R$ 3.119 em dinheiro. O caso está sendo investigado.

Como o crime aconteceu

O gerente relatou que, na noite de terça-feira (3), por volta das 19h30, foi abordado pelos bandidos ao sair de um mercado. Ele tentou resistir, mas foi rendido, encapuzado e levado a uma casa desconhecida, onde permaneceu trancado em um banheiro sob ameaça.

Na manhã de quarta-feira, os criminosos o levaram até a loja, onde o obrigaram a desativar os alarmes e abrir os cofres.

Ação da Polícia Militar

A PM foi acionada por volta das 6h, após informações sobre o roubo em andamento. Um cerco foi montado na loja, onde:

  • Um dos bandidos tentou fugir pelos fundos e, após uma perseguição, foi preso no terminal do CPA 2. Ele portava uma pistola calibre .40 com numeração raspada e 8 munições intactas.
  • Outros dois assaltantes foram encontrados dentro da loja mantendo o gerente refém. Eles tentaram fugir em um veículo Tracker vermelho, mas foram detidos.

Materiais recuperados

Com o trio, foram encontrados:

  • Diversos notebooks, celulares e videogames,
  • R$ 3.119 em espécie,
  • Uma pistola calibre .40, utilizada no crime.

Conclusão

Os criminosos foram encaminhados para a Central de Flagrantes, juntamente com os materiais apreendidos. O caso segue sob investigação para apurar possíveis conexões com outros crimes.

CidadesPolícia

Polícia Civil desmantela quadrilha e apreende 1,1 tonelada de maconha em Várzea Grande

O carregamento contendo 942 tabletes de entorpecente estava escondido em uma região de mata

Cerca de 1,1 tonelada de maconha foi apreendida pela Polícia Civil, no final da tarde desta segunda-feira (02.12), em uma residência em Várzea Grande. Um casal, ele de 22 e ela de 23 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

A maconha estava dentro de uma caixa d’água enterrada em um local de mata nos fundos da casa, no bairro Santa Isabel. 

A ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) resultou também na apreensão de R$ 35 mil em dinheiro, uma camionete, drone, simulacro de arma de fogo, celulares, notebook, balanças de precisão, munição, entre outros materiais.

Durante diligências, a equipe da DRE identificou um endereço no bairro Santa Isabel, em Várzea Grande, onde possivelmente havia um carregamento de entorpecentes.

Com base nos indícios, o local passou a ser monitorado e identificado que o morador era um jovem, que em fevereiro deste ano havia sido preso por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

Os policiais da DRE apuraram que a droga estava em uma região de mata, aos fundos da residência, e o acesso era feito por uma trilha que ligava a casa até o ponto onde o carregamento estava escondido. Foi feita a aproximação da casa, que é cercada de muro, com um portão de entrada de veículo,  outro portão aos fundos, e próximo havia uma trilha que seguia para a região de mata.

Ao fazer o percurso pela trilha, a equipe chegou até um local coberto por folhas e terra mexida. Logo que começou a escavação, foram encontrados vários tabletes de maconha envolvidos por fita plástica da cor marrom. 

Após a retirada das peças, foi encontrada uma caixa d’água repleta de mais tabletes da mesma substância, totalizando 942 tabletes de maconha.

A equipe da DRE observou que a camionete Chevrolet S10 usada pelo suspeito estava estacionada na garagem, e foi feito o adentramento tático no local.

O casal foi surpreendido com vários celulares, aparelhos eletrônicos como drone e notebook, uma balança grande e outras duas menores, um simulacro de arma de fogo, maquina de cartão, munição, além da quantia de R$ 35 mil em dinheiro.

Os dois envolvidos foram encaminhados, com todo material apreendido, para a DRE, onde foram interrogados e autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para periciar e pesar o carregamento, totalizando mais de 1,1 tonelada de maconha.

Após os procedimentos, o casal foi conduzido para audiência de custódia, sendo apresentado e colocado à disposição do Poder Judiciário.

Polícia

Criminosos fizeram 284 depósitos para comprar apartamento de R$ 1 milhão para tesoureiro de facção

Prática de depósitos fracionados é conhecida como smurfing e típica do tráfico ilícito de drogas

As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil identificaram que a compra de um apartamento de luxo na cidade de Itapema, no litoral de Santa Catarina, avaliado em R$ 1 milhão, foi realizada por meio de centenas de transações bancárias – uma prática característica do tráfico de drogas.

O apartamento, alvo da Operação Fair Play, deflagrada pela GCCO na última quarta-feira (27.11), foi adquirido por E.J.X.P., em outubro de 2023, que atuou como “laranja” de Paulo Witer Faria Paelo, o WT, tesoureiro de uma facção criminosa. Os dois também foram alvos da Operação Apito Final, deflagrada pela GCCO em abril deste ano.

De acordo com as investigações, a negociação do apartamento, realizada em outubro de 2023, envolveu o pagamento de uma entrada de R$ 500 mil, e cinco parcelas de R$ 50 mil, totalizando R$ 750 mil. Desse total, uma parte foi paga diretamente para a construtora do apartamento, para quitar o imóvel, e o restante foi repassado para os antigos proprietários.

Para concretizar o acordo, foram realizados 284 depósitos bancários por, pelo menos, cinco comparsas de Paulo Witer. As diligências apontaram que as inúmeras transações foram realizadas diretamente em caixas eletrônicos, sem a identificação de quem enviava os valores. 

“Essa prática de usar uma infinidade de depósitos de pequenos valores é conhecida como smurfing, uma conduta característica para transferência de valores do tráfico de drogas. O dinheiro é arrecadado em boca de fumo, por isso os depósitos são de valores pequenos. Além disso, eles têm o objetivo de dificultar que qualquer movimentação atípica nas contas seja percebida”, explica o delegado Rafael Scatolon, responsável pelas investigações. 

Ainda segundo o delegado, a apuração da Polícia Civil apontou que nenhum dos responsáveis pelas transferências bancárias possui lastro financeiro compatível com as movimentações.

“As investigações deixaram claro que E.J.X.P foi utilizado como testa de ferro na compra do imóvel, e que o apartamento é, de fato, do WT, tendo sido utilizado tanto por ele quanto por outros membros da facção e seus familiares diversas vezes”, aponta Scatolon.

O titular da GCCO, delegado Gustavo Belão, destaca que as análises da movimentação financeira deixam evidente o envolvimento dos investigados na prática de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas da facção, fato já constatado na Operação Apito Final.

Operação Fair Play

Deflagrada na última quarta-feira (27), a Operação Fair Play é um desdobramento da Operação Apito Final, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens criado por integrantes de uma organização criminosa, em Cuiabá.

Ambas as operações têm como alvo principal Paulo Witer, o WT, tesoureiro de uma facção criminosa. Ele está preso desde a operação Apito Final, de abril deste ano. 

A operação Fair Play cumpriu 19 mandados judiciais, sendo 11 de prisões e 8 de buscas. Também foram decretadas suspensões de atividades econômicas, sequestros de veículos e bloqueios de bens.