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Política

Cattani cria projeto para anular leis que proíbem alunos de filmar professores

Preocupado com o conteúdo ensinado nas salas de aula das escolas de Mato Grosso, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criou um projeto de lei para inviabilizar duas leis já em vigor no Estado, que proíbem os estudantes de filmar o professor enquanto leciona. A proposta foi apresentada pelo bolsonarista no último dia 20 de março.

O texto anunciado por Cattani tem o propósito de anular a Lei nº 11.595/2021, de autoria do deputado estadual Valdir Barranco (PT), que desde o ano de 2021, quando foi sancionada pelo Governador Mauro Mendes (União), proíbe os estudantes de Mato Grosso de filmarem o professor em sala de aula, com a justificativa de evitar o ‘constrangimento ao livre exercício docente’.

O projeto de Cattani também contrapõe a Lei 10.232/2014, de autoria do ex-deputado estadual Mauro Savi (União) que proíbe o aluno de usar telefone celular dentro da sala de aula.

A nova proposta, segundo o bolsonarista, permite o uso de aparelhos smartphones em sala de aula para fins acadêmicos, para pesquisa e estudo, assim como para meio de produção de prova e de defesa, nos termos do Art. 5º, inciso IX, e do Art. 220, da Constituição Federal.

“Fui um dos poucos deputados contra o projeto de lei do deputado Barranco que inclusive pune o estudante que filmar o professor. Nosso projeto protege o aluno de conteúdos impróprios como doutrinação política ou ideologia de gênero, situação que já vemos diariamente acontecendo no país graças a vídeos feitos por estudantes”, afirmou Cattani.

Além do projeto que volta a permitir o uso de aparelhos celulares nas aulas, tramita também na Assembleia Legislativa desde 2021 o projeto Escola sem Partido, de autoria de Cattani, que combate a doutrinação ideológica nas escolas.

Política

Justiça diz que vídeo de Cattani é legítimo e nega indenização para vereadora

A juiza Ana Rosa Martins, do 3º Juizado Especial Civil de Cuiabá concluiu, em sentença assinada nesta quinta-feira (13), que o vídeo publicado pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) não foi tirado de contexto e negou um pedido de indenização para vereadora de Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos).

O vídeo publicado por Cattani em suas redes sociais no mês de agosto de 2023, se trata de um recorte de um podcast em que o deputado e a vereadora participaram e conversaram sobre pena para estupradores.

No recorte, Cattani diz ser favorável a castração para condenados pelo crime de estupro, enquanto Maysa afirma que a punição sugerida pelo deputado seria uma ‘barbarie’.

Na ação contra Cattani pedindo uma indenização de R$ 40 mil por danos morais, a vereadora sugere que houve adulteração e descontextualização no vídeo.

A magistrada, no entanto, concluiu que no vídeo publicado por Cattani não houve qualquer tipo de descontextualização e negou o pedido indenizatório.

“Lucubrando o feito, verifico que a documentação acostada aos autos pela reclamante, não é suficiente para demonstrar, minimamente, a existência do direito que alega ter, haja vista que pela simples verificação do trecho do vídeo postado pelo reclamado em sua rede social, é possível constatar que tal trecho não possui qualquer montagem ou descontextualização do que realmente foi falado pela reclamante no vídeo original… Portanto, inexistindo qualquer adulteração no vídeo, entendo pelo indeferimento dos pedidos autorais”, diz a sentença.

Desde que o vídeo foi publicado por Cattani, a vereadora, em reação a repercussão negativa de sua fala, foi mais de uma vez à tribuna da Câmara Municipal e deu diversas entrevistas alegando que o deputado tirou o contexto da conversa e que adulterou o vídeo.

A vereadora também chegou a ir a Assembleia Legislativa com uma comissão da Câmara, para pedir a cassação de Cattani, com a justificativa de que estava sendo vítima de ameaças nas redes sociais.