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Produtor de Mato Grosso Rebate Repórter Francês Sobre Preservação Ambiental Questionando a Contribuição dos Governos Europeus

O presidente do Sindicato Rural de Sinop, Ilson Redivo, protagonizou um episódio marcante ao rebater as indagações de um repórter de uma emissora de televisão francesa durante uma reportagem sobre a preservação da Amazônia. O vídeo desse encontro ganhou destaque nas redes sociais nesta terça-feira (30).

A gravação revela o momento em que o repórter formula uma pergunta desafiadora, indagando sobre as ações que os produtores rurais podem empreender para contribuir com a preservação do bioma. Em resposta à pergunta astuta, Ilson Redivo salienta que os europeus ainda não têm uma compreensão completa das ações concretas realizadas pelos produtores no Brasil no âmbito da política ambiental. O episódio, que viralizou, evidencia a firmeza e a postura do presidente diante do questionamento.

“Eu tenho mais da metade da minha área preservada, sem produzir. Eu pergunto o que os outros fazem. E pergunto o que você faz, eu devolvo a pergunta dizendo: o que você faz? Qual a sua contribuição para com o meio ambiente? Qual é a contribuição dos ambientalistas para com o meio ambiente?”, indagou ao jornalista.

Ilson Redivo, presidente do Sindicato Rural de Sinop, não apenas respondeu às indagações do repórter francês, mas também lançou questionamentos pertinentes sobre as ações efetivas dos governos europeus em prol da preservação ambiental. Ele fez questão de salientar que a matriz energética predominante no continente europeu é ainda notoriamente poluente. Essa abordagem incisiva destaca a preocupação do líder sindical não apenas com a situação ambiental brasileira, mas também com a responsabilidade global na busca por soluções sustentáveis.

“Qual é a contribuição dos governos europeus para com o meio ambiente? Porque eles não mudam aquela matriz energética de vocês? Porque não mudam a matriz energética da Europa de um modo geral? Qual é a contribuição que dão lá para reduzir a emissão de gases poluentes? Essa é a pergunta que eu faço. Eu estou fazendo a minha parte, companheiro, mas muito bem-feita. Se todo mundo fizesse o que os produtores brasileiros fazem o mundo seria outro com certeza, porque nós não emitimos poluentes como vocês emitem”, respondeu.

Ilson Redivo, representante do Sindicato Rural de Sinop, foi além ao apontar o que ele percebe como hipocrisia por parte dos governos e empresas da União Europeia no tocante à preservação da Amazônia. Ele destacou, de maneira contundente, que empresas norueguesas estão realizando atividades impactantes na região, explorando recursos minerais de forma intensa. Esse apontamento ressalta a contradição entre as posições declaradas sobre a preservação ambiental e as ações efetivas, evidenciando um cenário complexo e multifacetado.

“Aqui tem empresas da Noruega, na Amazônia, explorando minério fazendo um regaço, fazendo um regaço e ninguém fala nada. E essa mesma empresa que nos mete o pau. Esse mesmo governo norueguês que mete o pau, que critica o meio ambiente, que fala em sustentabilidade, vai ver nas indústrias que eles têm aí explorando minério ver se são sustentáveis”, disse.

“Eu acho que isso aqui é uma coisa assim ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’. Essa conversa não é legal. Eu faço a minha parte, eu faço a minha parte muito bem-feita”, concluiu.

Acompanhe o vídeo abaixo

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Tribunal de Contas Avaliará Destinação de Doações de R$ 2,5 Milhões para Ativistas do Sleeping Giants Brasil

Cresce o interesse em desvendar os reais objetivos do grupo ativista Sleeping Giants Brasil. Agora, o TCU (Tribunal de Contas da União) foi acionado para investigar como Mayara Stelle, Leonardo Carvalho e Humberto Ribeiro utilizaram quase R$ 2,5 milhões recebidos de fundações internacionais entre 2022 e 2023. A Ford Foundation publicou em seu site a verba aprovada: US$ 100 mil. Já a Open Society Foundations, mantida pelo bilionário húngaro-americano George Soros, também fez uma doação substancial: US$ 400 mil. O envio do dinheiro foi confirmado pelo jornalismo da Jovem Pan. O senador Marcos Rogério (PL-RO) notificou o Ministério Público Federal, a Receita Federal e também o TCU.

“Isso é um ataque à democracia. É preciso que instituições e entidades do Brasil reajam de forma firme. E aí cabe ao Congresso Nacional cobrar esse papel. E é isso o que nós estamos fazendo. Eu pedi, outros senadores pediram também, o mesmo com deputados federais, que a Polícia Federal e o Ministério Público façam essa investigação. E agora estou pedindo particularmente ao TCU que faça este levantamento porque é uma entidade que goza de benefícios tributários no Brasil para praticar atos considerados criminosos.”

O Tribunal de Contas da União é um órgão auxiliar do Congresso Nacional que fiscaliza empresas e pessoas que utilizam recursos e bens públicos ou se beneficiam de subvenções e renúncias de receitas. O Sleeping Giants, em seu estatuto, é uma associação sem fins lucrativos. O advogado da Jovem Pan, Frederico Manssur, indica que, por gozar desse benefício fiscal, deve prestar contas à sociedade com transparência.

“Se ficar caracterizada qualquer participação do Sleeping Giants, por ser uma associação sem fins lucrativos, mas que tem algum tipo de participação, direta ou indireta, no processo eleitoral brasileiro, a legislação brasileira veda a participação de capital estrangeiro. Então, é fundamental agora, uma vez confirmados os recursos recebidos de organizações internacionais, a prestação de contas do Sleeping Giants. Como ele vem utilizando este dinheiro, se há algum repasse ou não, se esses valores são utilizados para pagar salários de diretores, se esses valores são utilizados para financiar a campanha que já foi declarada pela Justiça como inconstitucional e ilegal. O Sleeping Giants deve esta prestação de contas para a sociedade.”

O Ministério Público Federal e a Receita Federal foram acionados também pelo senador Rogério Marinho.

“Nós oficiamos à Receita Federal um pedido de investigação para verificar se há algo ilícito, alguma utilização indevida dos recursos, bem como representamos junto ao Ministério Público Federal de São Paulo, e também o Nacional, para que se verifique se há algum indício de improbidade.”

Marinho e Rogério estão entre os quase 20 senadores que solicitaram na Comissão de Comunicação e Direito Digital do Senado Federal um estudo sobre a atuação do trio Mayara Stelle, Leonardo Carvalho e Humberto Ribeiro. Na Câmara, os deputados das comissões de Comunicação e de Fiscalização e Controle convocaram no ano passado uma audiência pública para que o grupo se manifestasse a respeito de uma série de questões levantadas pelos parlamentares. Mayara, Leonardo e Humberto ignoraram o chamado, e nenhum representante compareceu. Agora, um novo requerimento será feito.

Além de estar na mira de órgãos federais e do Congresso Nacional, os ativistas também colecionam uma série de derrotas nos tribunais. As decisões, todas, suspendem imediatamente e proíbem a campanha de difamação contra o Grupo Jovem Pan. No fim de 2023, desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram, de forma unânime e em caráter liminar, pelo fim imediato da campanha divulgada principalmente nos meios digitais, sob pena de multa no caso do não cumprimento. No início deste ano, o juiz Adílson Araki Ribeiro, da Nona Vara Cível do Estado de São Paulo, decidiu da mesma forma em primeira instância e ressaltou na sentença que a ação dos ativistas “transcende os limites legítimos do direito de liberdade de expressão, não se afigurando como uma simples crítica, mas, sim, verdadeira ofensa à imagem e honra da Jovem Pan por meio de afirmações depreciativas e inverídicas”. Na última quarta-feira, foi publicado o acórdão no qual o desembargador Gilson Miranda negou um recurso chamado agravo de instrumento, tentado pelos ativistas, e desqualificou o movimento do Sleeping Giants, que buscava, em uma manobra judicial, desvirtuar a decisão anterior e seguir atacando o Grupo Jovem Pan.

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Desemprego em 2023 Registra Taxa Média de 7,8%, Menor desde 2014, Segundo IBGE

O Brasil fechou o ano de 2023 com uma taxa média de desemprego de 7,8%, marcando o menor patamar em quase uma década. Este resultado, melhor do que o previsto no quarto trimestre, confirma a tendência de recuperação do mercado de trabalho após os impactos da pandemia.

A média anual de 2023, a mais baixa desde 2014, revela uma significativa desaceleração em comparação com o ano de 2022, quando a taxa foi de 9,6%, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

O registro mais baixo da série histórica foi em 2014, com uma taxa de 7,0%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A leitura do trimestre, divulgada nesta quarta-feira, ficou ainda abaixo das expectativas da pesquisa da Reuters, que apontava uma taxa de 7,6%. Este resultado é o mais baixo desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015.

“O mercado de trabalho continua apresentando um desempenho sólido, principalmente devido à expansão do número de pessoas empregadas. Estamos observando um retorno mais pronunciado das características econômicas e sazonais no período de consolidação da recuperação da pandemia”, avaliou Igor Cadilhac, economista do PicPay, em comunicado.

A robustez demonstrada pelo mercado de trabalho em 2023 está correlacionada com o desempenho econômico que superou as expectativas. Analistas indicam que a taxa de desemprego pode se manter em níveis baixos, mesmo com a previsão de desaceleração na economia.

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PRODUTORES DE LEITE DE MT PARALIZAM PRODUÇÃO POR QUEDA NO PREÇO PAGO POR LATICÍNIOS

Diversos produtores de leite do Estado de Mato Grosso realizam desde o dia 1º de janeiro, uma paralização na produção por conta do baixo preço pago pelos laticínios.

De acordo com os produtores, o valor que vem sendo pago pelo litro de leite, não está cobrindo os custos de produção.

A baixa remuneração tem ameaçado desde o início do ano passado a sobrevivência do setor.

Na região Oeste, a maior produção leitera do Estado, a grande maioria dos produtores paralizaram a produção, por causa do não cumprimento de um acordo com os laticínios.

“Estamos paralizados desde primeiro de janeiro, já tem seis dias, porque a indústria aqui está pagando abaixo do que tínhamos combinado. Eles tinham combinado pagar o primeiro ou o segundo melhor preço do estado, mas já tem 11 mês que estão pagando o pior preço. É por isso que estamos fazendo esta paralização. Estamos exigindo nada do que eles podem fazer”, disse o produtor do município de Conquista do Oeste, Edivaldo José Pereira.

“Tem 4 meses de período de baixa que estamos na seca e eles continuam pagando o pior preço para nós aqui na região Oeste que é a maior produtora do estado”, explicou.

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que também é um pequeno produtor de leite, manifestou apoio aos produtores e cobrou uma melhor remuneração, sob o risco de a atividade ser totalmente inviabilizada.

“A situação do leiteiro em todo o país é desesperadora desde a entrada do novo presidente da República e aqui em Mato Grosso não é diferente. Na Assembleia Legislativa estamos trabalhando muito para buscar melhores preços e para mudarmos a política nacional para o leite importado”, afirmou o parlamentar.

A compra do leite importado, incentivado pelo Governo Federal desde 2023, é apontado como o principal motivo para a queda no preço pago ao produtor brasileiro e mato-grossense.

Na Assembleia Legislativa, Cattani tem apresentado propostas como a obrigatoriedade da inclusão do leite e do queijo produzido no Estado nas merendas escolares, a retirada de incentivo fiscal para comercialização de leite importado, a formação do Índice do Leite Cru, além do trabalho realizado na CPI do Leite e na Frente Parlamentar de apoio ao Produtor de Leite.