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STF derruba perdão da pena de Daniel Silveira, concedido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro

Corte já havia formado maioria, e nesta quarta concluiu o julgamento, fechando placar em 8 a 2. Caso foi encerrado com votos de Luiz Fux e Gilmar Mendes, que foram contra o perdão da pena.

Por Fernanda Vivas e Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta quarta-feira (10) o perdão da pena do ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). O perdão havia sido concedido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Como o ex-deputado já está preso, na prática a situação dele não deve mudar.

Silveira foi condenado pela Corte em abril do ano passado, por estímulo a atos antidemocráticos.

O STF já havia formado maioria para derrubar o perdão da pena.

O julgamento foi concluído nesta quarta-feira (10), com os votos dos ministros Luiz Fux e do decano da Corte, ministro Gilmar Mendes. Ambos acompanharam a relatora, fechando o placar em 8 a 2 pela derrubada do perdão.

Votaram contra o perdão da pena:

  • Rosa Weber
  • Luiz Fux
  • Gilmar Mendes
  • Alexandre de Moraes
  • Edson Fachin
  • Luís Roberto Barroso
  • Dias Toffoli
  • Cármen Lúcia

Votaram a favor de manter o perdão a Silveira:

  • André Mendonça
  • Nunes Marques

“Entendo que crime contra o Estado Democrático de Direito é crime político e impassível de anistia, porquanto o Estado Democrático de Direito é cláusula pétrea”, afirmou Fux.

“Tenho que estão absolutamente ausentes quaisquer razões aptas a justificar o decreto impugnado”, afirmou o decano Gilmar Mendes.

A análise do caso teve início no fim de abril, a partir de ações dos partidos Rede Sustentabilidade, PDT, Cidadania e PSOL. Relatora dos casos, a ministra Rosa Weber votou nesta quarta contra a concessão do perdão, que considerou inconstitucional.

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Projeto de lei que permite uso de gado como garantia de financiamento é aprovado na ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou em primeira votação nesta quarta-feira (10) um projeto de lei, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que permite que pequenos produtores que sofrem com a falta de título de regularização fundiária, utilizem seu gado como garantia real para financiamento em instituições financeiras.

A proposta, segundo Cattani, resolve parte do problema de muitos pequenos produtores, que não são detentores do título de propriedade, ou seja, não possuem até então uma garantia para conseguir crédito rural e melhorar a sua produção.

Na teoria, o projeto prevê a inclusão da permissão de operações com o registro de contrato relativo a animais, no artigo 6°-A na Lei 10.486, do ano de 2016.

“Queremos mudar este artigo da lei para que o produtor rural possa empenhar como garantia real o seu gado, para que este animal seja considerado um patrimônio para que ele consiga pegar financiamento no banco”, explicou o parlamentar.

O projeto já havia recebido parecer favorável da Comissão de Trabalho e Administração Pública. Ele agora precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça, antes de ir novamente para uma segunda votação em plenário.