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Maratona do Rio 2024 começou e com recorde de inscritos: 45 mil corredores

Maior festival de corridas de rua da América Latina, a 22ª Maratona do Rio 2024 teve início na quinta-feira (30/5) e promete agitar a cidade com três dias de provas. São 45 mil atletas, recorde de inscritos, em quatro distâncias: 5 km, 10 km, 21 km e 42 km. De acordo com a organização do evento, 81% dos corredores são de fora do Rio de Janeiro. Haverá também o Desafio Cidade Maravilhosa, uma prova de 63 km disputada no sábado e no domingo (1 e 2/6), na qual os participantes têm de correr 21 km num dia e 42 km no outro.

– A Maratona do Rio é sem dúvidas um dos eventos mais aguardados do ano na cidade. Estou muito feliz que a Secretaria Municipal de Esportes está apoiando novamente o maior festival de corridas de rua da América Latina. São atletas do exterior e de todo o Brasil disputando as provas com muita energia, superação e, claro, total segurança. Diversos turistas na cidade, empregos gerados e o impacto econômico maravilhoso – afirma o secretário de Esportes, Guilherme Schleder.

Para dar mais fluidez às provas e mais conforto aos corredores, os percursos de três das quatro distâncias passaram por melhorias. Apenas os 10 km mantêm o mesmo traçado de 2023. A maratona, por exemplo, mudou nos primeiros 15 quilômetros na parte do Centro do Rio e o início do novo traçado é, em grande parte, o mesmo da Maratona Olímpica de 2016. Já a meia maratona teve a sua largada deslocada da esquina com a Rua Bartolomeu Mitre, no Leblon, para o Jardim de Alah, para comportar e dar mais conforto ao grande número de inscritos. Os 5 km ganharam um trajeto completamente novo, mais largo e rápido, todo entre o Museu de Arte Moderna (MAM) e a Praça Cuatemoc, no Flamengo.

– A exuberância natural, a mobilização da cidade e do poder público e as atrações artísticas ampliam a experiência dos participantes – acredita Jued Andari, diretor de Esportes da Dream Factory, uma das organizadoras da Maratona.

– Se contarmos os acompanhantes dos corredores, chegamos a 120 mil pessoas vivendo a Maratona do Rio – salienta João Traven, fundador da Maratona e sócio da Spiridon, a outra organizadora do evento.

Os corredores poderão voltar para suas casas e hotéis pegando o metrô de graça na estação Glória. Para isso, basta estar vestido com a camiseta da Maratona e pedir a liberação na catraca para um funcionário do MetrôRio. Os horários para usar esse benefício serão os seguintes: na quinta-feira (30/5), a partir das 17h;  sábado (1º/6) e domingo (2/6), a partir das 8h.

A Maratona será transmitida ao vivo pela ESPN 2 e pelo Star+, no streaming. A largada será às 5h. Para mais informações, acesse o site maratonadorio.com.br.

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PL que garante 50% de desconto na fatura de energia em zona rural, caso religação não seja feita em 8h é aprovado na ALMT

A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira (29) o projeto de lei, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) que determina a religação da energia elétrica em propriedades nas zonas rurais de Mato Grosso em até oito horas, nos casos de eventos climáticos ou falhas no sistema. A proposta também pune a concessionária concedendo o direito ao consumidor prejudicado, o desconto de 50% na fatura do próximo mês, caso a manutenção não seja feita no período determinado.

O projeto que recebeu o parecer favorável da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte é uma atualização da proposta já apresentada por Cattani em 2023, que solicitava a presença de pelo menos um funcionário da concessionária para fazer o atendimento em localidades rurais do estado onde existem pelo menos 300 unidades consumidoras ativas.

Na época, o texto recebeu parecer favorável em todas as comissões e chegou a ser aprovado em duas votações em Plenário, porém recebeu o veto do Governo do Estado e da própria Assembleia Legislativa, que manteve a decisão do Executivo.

De acordo com Cattani, esta nova mensagem aprovada tem o único objetivo de defender o cidadão do campo e os pequenos produtores rurais que sofrem com prejuízos na sua produção com a falta de energia, seja por eventos climáticos ou falhas no sistema, que em algumas localidades podem chegar até uma semana.

“Sofremos uma derrota no ano passado e estamos apresentando este projeto com melhorias já na primeira sessão deste ano. São muitas reclamações que chegam ao meu gabinete de moradores de áreas rurais sobre o problema da falta de energia elétrica, que duram dois dias, chegando até sete dias dependendo do que aconteceu. Imaginem um leiteiro que precisa acondicionar em ambiente refrigerado. Sem a energia ele irá perder todo o seu produto”, explicou.

Ainda conforme a nova proposta, o prazo de até oito horas para o restabelecimento do fornecimento da energia será contado a partir do instante que o consumidor comunicar a prestadora de serviço.

A obrigação da religação e do desconto na próxima fatura, no entanto, não se aplica a interrupções no fornecimento de energia por ausência de pagamento.

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Presidente da Aprosoja Denuncia Ação de Cartel entre Empresas de Grãos e Prejuízo Bilionário para Mato Grosso

Lucas Costa Beber, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), denunciou nesta terça-feira (28) que empresas responsáveis pelo comércio de grãos estão agindo como um cartel, o que pode causar um prejuízo de até R$ 23 bilhões ao estado de Mato Grosso devido à Moratória da Soja.

Impacto Econômico da Moratória da Soja

Durante o seminário “O Impacto das Moratórias da Soja e da Carne nas Desigualdades Sociais”, que contou com a presença de mais de mil representantes do agronegócio, produtores rurais e agentes políticos em Cuiabá, Lucas Beber destacou a gravidade da situação. “Há estudos que falam que o impacto chega a quase R$ 23 bilhões na economia do Estado, que são causados pela moratória não estimulando produtores em áreas novas que poderiam plantar, respeitando o código florestal,” declarou.

A Moratória da Soja, implementada em 2006, foi um acordo entre associações que se comprometeram a não comercializar soja proveniente de áreas desmatadas após aquele ano na Amazônia Legal. O Brasil aderiu ao acordo em 2008.

Acusações de Cartelização

Segundo Lucas Beber, as empresas responsáveis por 94% da compra de grãos em Mato Grosso estão agindo de forma semelhante a um cartel, prejudicando os produtores locais. “As empresas que são responsáveis por 94% da compra de grãos daqui, de forma parecida com um cartel, não compram dos produtores, não dando opção para eles,” afirmou Beber.

Ele também mencionou que essas empresas estão alinhadas para atender o mercado europeu, obtendo vantagens econômicas significativas. “Essas empresas estão aliadas para atender o mercado europeu e nós sabemos que elas também têm vantagem econômica sobre isso,” pontuou.

A situação descrita por Lucas Beber aponta para um cenário crítico para os produtores de soja e milho de Mato Grosso, ressaltando a necessidade de medidas que possam equilibrar as relações comerciais e proteger os interesses dos produtores locais.

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Câmara Aprova Imposto para Compras de Produtos Internacionais de até US$ 50

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) a cobrança de imposto sobre produtos que custam até US$ 50, adquiridos em sites internacionais como Shein e Aliexpress. A medida foi incorporada ao Projeto de Lei 914/24, que estabelece o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), destinado ao desenvolvimento de tecnologias para a produção de veículos com menores emissões de gases de efeito estufa.

Nova Taxação

Atualmente, produtos importados abaixo de US$ 50 (aproximadamente R$ 255) são isentos de imposto de importação. No entanto, o relator do projeto, deputado Átila Lira (PP-PI), incluiu a taxação de 20% sobre essas compras internacionais.

Para produtos importados com valor até US$ 3 mil, o imposto será de 60%, com um desconto de US$ 20 no tributo a pagar.

Detalhes do Projeto Mover

O texto-base do Mover foi aprovado pelos deputados federais, prevendo incentivos de R$ 19,3 bilhões em cinco anos e redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para estimular a fabricação de veículos menos poluentes.

Decretos presidenciais e portarias já definiram o imposto menor e especificaram quais projetos das indústrias e montadoras poderão ser beneficiados.

Atualmente, os parlamentares estão votando os destaques ao texto aprovado.

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Queijos mato-grossenses premiados estão entre produtos da agricultura familiar disponíveis na FIT Pantanal

Produtos poderão ser comprados e degustados; 53 produtores participarão de evento, que começa nesta quinta-feira (30.05)

Os queijos mato-grossenses premiados no 3º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em abril, em São Paulo, estão entre os diversos produtos da agricultura familiar disponíveis na Feira da Agricultura Familiar (FEAFTUR), que acontece na Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2024).

O evento, realizado pelo Governo de Mato Grosso, em parceria com a Fecomércio, começa nesta quinta-feira (30.05) e seguirá até domingo (02.05), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

Ao todo, 53 produtores familiares irão apresentar e comercializar seus produtos no espaço destinado à agricultura familiar na FEAFTUR, promovida pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

Premiados, os queijos Maringá e Nozinho temperado, da produtora familiar Raquel Catanni, de Nova Mutum; Queijo Esmeralda, de Larissa Berte Barbosa, de Nossa Senhora do Livramento; o requeijão de corte Mika, de Vandecléia Prochnow, do Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá; requeijão de corte, de Edmar Alves Trindade, de Nobres, e o Queijo Pantanal, de Jackson Pacheco, de Santo Antônio de Leverger, estão disponíveis na feira para compra e alguns também para degustação.

Um dos destaques da agricultura familiar no evento será a Cozinha Show Rural, no qual o público poderá degustar e acompanhar ao vivo a performance do preparo de diversos pratos e coquetéis com produtos à base de Pequi, Baru, Babaçu, Café, Cacau, Queijos, Mandioca e Banana.

Larissa Berte e o marido Silas Vicente Barbosa Júnior, por exemplo, irão apresentar o Fondue de Queijo Diamante da Cartucheira em uma performance ao vivo.

“Queremos agradecer o apoio da Seaf e da Empaer que dá todo o apoio para nós da agricultura familiar realizando esses lindos e grandes eventos, onde nós podemos demonstrar um pouquinho do nosso trabalho”, afirmou Larissa.

O secretário estadual de Agricultura Familiar, Luluca Ribeiro, destacou que esse avanço na cadeia leiteira e fabricação de produtos de qualidade é resultado dos investimentos que o Governo de Mato Grosso tem realizado com o programa MT Produtivo Leite.

“O segmento tem se desenvolvido, com o beneficiamento do leite e agregado valor aos produtos. E a FIT Pantanal 2024 será uma oportunidade única para os visitantes explorarem a riqueza dos produtos da agricultura familiar mato-grossense e conhecerem a diversidade da nossa produção”, enfatizou o secretário.


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Com Cozinha Show Rural e degustação, FEAFTUR será vitrine dos produtos da agricultura familiar de MT

Iniciativa da Seaf e Empaer, feira terá várias atrações entre os dias 30 de maio e 2 de junho; a entrada é gratuita

De 30 de maio a 2 de junho, a Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (FEAFTUR) será uma vitrine de produtos da agricultura familiar e peças de artesanato de diversas regiões do Estado, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, durante a Feira Internacional de Turismo do Pantanal, a FIT Pantanal. A entrada é gratuita. 

A feira é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). 

Os visitantes terão a oportunidade de explorar uma ampla gama de produtos de qualidade, incluindo queijos, remédios naturais, café, banana, cosméticos naturais, mel, mudas de pequi, temperos naturais e artesanatos tradicionais.

Nos dias 30 e 31, a feira será aberta ao público às 17h e nos dias 1º e 2 de junho, às 16h.

Um dos destaques do evento será a Cozinha Show Rural, com o tema “Sabores, Saberes, Fazeres e Comeres”. Esta atração contará com performances de oficinas vivas, rápidas e de degustação, oferecendo uma imersão nos sabores regionais através de produtos como pequi, baru, babaçu, café, cacau, queijos, mandioca, banana e coquetéis. Além disso, as Apresentações Raízes trarão cantos, contos, causos e acasos apresentados pelos próprios feirantes, criando uma interação rica e cultural com o público.

Feira abordará, entre outros temas, tendências tecnológicas para as cadeias produtivas da agricultura familiar – Foto: Secom-MT

A FIT Pantanal, que ocorrerá simultaneamente, traz como tema central “Descubra Mato Grosso: Turismo, Eventos, Agro & Negócios”.

O evento realizado em parceria entre o Governo de Mato Grosso e o Sistema Fecomércio-MT terá uma extensa e diversificada programação ao longo dos quatro dias, com o objetivo de fortalecer o turismo na interface entre campo e cidade.

A feira apresentará as tendências tecnológicas para as cadeias de valor da agricultura familiar, criando um ambiente favorável para relacionamentos, aquisição de conhecimentos e realização de negócios.

“Essa é uma oportunidade de destacar a importância da agricultura familiar para a economia regional e promover o turismo local, ao mesmo tempo em que celebra a rica cultura e os sabores de Mato Grosso”, destacou o secretário estadual de Agricultura Familiar, Luluca Ribeiro. 

A expectativa é receber milhares de visitantes, fortalecendo o setor e incentivando novas parcerias e investimentos.

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Bolão de MT que ganhou na Quina foi registrado por mesma atendente que fez bilhete ganhador da Mega da Virada

Dois ganhadores do bolão em Mato Grosso já foram buscar o prêmio nesta terça-feira (21).

Uma das apostas vencedoras do concurso 6445 da Quina, realizado nesta segunda-feira (20), foi registrada em uma lotérica de Juscimeira, a 164 km de Cuiabá, pela mesma atendente que, em 2019, registrou o bilhete ganhador da Mega da Virada. Os 15 apostadores do bolão pagaram R$ 450 por cota e, juntos, levaram o prêmio de R$ 14.569.003,01.

A segunda aposta vencedora do prêmio principal é da cidade de Itupeva (SP), que também levou mais de R$ 14 milhões. Os números sorteados foram 43, 48, 50, 52 e 56.

Esse é o segundo prêmio milionário a sair na cidade mato-grossense. Em 2019, o pecuarista Marcos Nonato Arraes, de 70 anos, pagou R$ 107,94 pelo bilhete e, assim como os outros apostadores do bolão, levou um prêmio de cerca de R$ 2,9 milhões pela cota comprada.

Segundo a atendente da lotérica, dois dos ganhadores já compareceram na manhã desta terça-feira (21) para buscar o prêmio. Dividido entre as cotas do bolão, cada ganhador receberá R$ 971 mil.

Com G1

Economia

Governo regulamenta normas para manipulação e beneficiamento de produtos da agroindústria familiar em MT

Medidas de orientação e fiscalização vão garantir qualidade na produção e formalização de agroindústrias de pequeno porte

A Secretaria de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf) regulamentou a Lei nº 12.387, sancionada em janeiro de 2024, e estabeleceu normas detalhadas sobre a manipulação e o beneficiamento de produtos comestíveis de origem animal provenientes da agroindústria familiar ou de pequeno porte.

A medida, além de assegurar a higiene e segurança alimentar dos produtos, promove o desenvolvimento desses empreendimentos, a partir da simplificação e desburocratização dos processos de inspeção.

O decreto define as normas para a manipulação e o beneficiamento de produtos de origem animal, abrangendo carnes, leite, ovos, pescados e mel. Estabelecimentos agroindustriais familiares ou de pequeno porte deverão seguir critérios específicos de higiene, conservação e rotulagem, além de se submeterem à inspeção e fiscalização periódica pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

O secretário de Agricultura Familiar do Estado, Luluca Ribeiro, afirmou que a regulamentação da nova lei representa um avanço significativo na estruturação e formalização da produção agroindustrial de pequeno porte em Mato Grosso.

“O trabalho será preventivo e orientativo, abrangendo todas as operações desde a recepção da matéria-prima até a expedição dos produtos. Serão verificadas as condições de higiene, qualidade da água, práticas de fabricação, armazenamento e rotulagem, garantindo produtos de qualidade e seguros para a população, além de beneficiar os produtores que não têm o serviço de inspeção no município”, declarou.


Foto: Mapa

O decreto também classifica os estabelecimentos conforme o tipo de produto:

– Carnes: Unidades de beneficiamento responsáveis por manipulação, armazenamento e expedição;
– Pescados e derivados: Unidades de beneficiamento destinadas ao processamento e armazenamento.
– Ovos e derivados: Ganja avícola para produção e unidades de beneficiamento para industrialização.
– Leite e derivados: Granjas leiteiras para produção e unidades de beneficiamento para processamento, entre elas queijarias.
– Produtos de abelhas e derivados: Unidades de beneficiamento para recepção e processamento.

Todos os estabelecimentos devem se registrar no Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte de Mato Grosso (SIAPP). A transição para porte superior de estabelecimentos deverá ser comunicada à Superintendência de Desenvolvimento e Regularização Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte (SUDRA), vinculada à Seaf e que coordenará o registro no Serviço de Inspeção Estadual (SISE), ou no Serviço de Inspeção Federal (SIF).

A assessora técnica da Seaf, Camila Caexêta, que é médica veterinária e fiscal estadual de defesa agropecuária e florestal, afirmou essa regulamentação vai proporcionar segurança jurídica aos produtores familiares. 

“Com a segurança jurídica proporcionada pelo decreto, aliada ao suporte técnico e orientativo oferecido pelos órgãos competentes, a expectativa é que a agroindústria de pequeno porte floresça, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores mato-grossenses”, pontuou. 

Composta por servidores da Seaf, Indea e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a SUDRA irá unificar, compilar e normatizar temas relacionados à agroindústria familiar ou de pequeno porte; gerir, acompanhar operacionalizar e realizar a padronização técnica dos procedimentos; ofertar treinamento específico e permanente dos servidores para atuação na área. 

O decreto prevê livre acesso das equipes da SUDRA aos estabelecimentos para fiscalização e inspeção. Taxas e emolumentos – redistribuições dos gastos realizados para a prestação de um ou mais serviços – serão diferenciados para agroindústrias familiares e de pequeno porte, facilitando o cumprimento das novas normas.

Manipuladores desses alimentos especificados no decreto deverão participar de cursos de Boas Práticas de Fabricação, e parcerias com entidades públicas e privadas serão incentivadas para promover a capacitação contínua.

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Após luta de Cattani, Governo regulamenta fundo para fortalecer pequena agricultura

Após luta do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), o governo de Mato Grosso regulamentou, na última sexta-feira (17), a lei que cria o Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (FUNDAAF), que fortalece os pequenos produtores rurais, com suporte financeiro e técnico para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no Estado.

O deputado que tem vários projetos em benefício dos produtores rurais do estado tem reunido tanto com o setor, quanto com o governo desde que o projeto estava tramitando na Assembleia Legislativa, para que a lei saísse do papel.

De acordo com o governo, os recursos do fundo serão destinados a operações de crédito, financiamento e subsídios diferenciados para beneficiários sem acesso ao mercado financeiro. As iniciativas apoiadas incluem a construção e ampliação de instalações, aquisição de equipamentos agrícolas, recuperação de pastagens, compra de animais para pecuária e implantação de sistemas de energia renovável e tecnologias ambientais.

O Fundo será administrado por um Conselho de Administração, composto por representantes da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Casa Civil, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Desenvolve MT e um representante indicado pelo governador.

“É uma grande notícia. Esta lei da qual lutamos muito para ser aprovada irá ajudar muito os produtores, principalmente aqueles pequenos do nosso estado, com acesso a recurso e estrutura e mais qualidade de vida”, disse Cattani.

Conforme a secretaria de Agricultura Familiar de Mato Grosso, no prazo de 90 dias será publicado o regulamento operacional detalhando as atividades do FUNDAAF.

Para se beneficiar do fundo, os agricultores familiares devem possuir área de até quatro módulos fiscais (o equivalente a 20 hectares); utilizar predominantemente mão de obra familiar e ter renda familiar oriunda de atividades econômicas relacionadas ao estabelecimento.

O fundo será alimentado por diversas fontes, como Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), venda de bens públicos, financiamento internacional e multas, com valores destinados a cadeias produtivas prioritárias.

Os financiamentos terão prazos específicos de carência e amortização, além de bônus de adimplência para quem mantiver os pagamentos em dia. O prazo de carência pode ser de até 24 meses, e o de amortização, de até 60 meses.

A prestação de contas dos recursos do FUNDAAF seguirá normativas operacionais vigentes, conforme regulamento elaborado pela Seaf-MT e Desenvolve MT. A concessão de financiamentos está condicionada à elaboração de projetos técnicos por profissionais qualificados.

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PL de Cattani intensifica ‘guerra’ contra moratória da soja em MT

Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que prevê o corte de incentivos fiscais de empresas que estão inseridas no acordo da moratória da soja, pode acabar esquentando um debate que já vem sendo bastante intenso dentro do agronegócio mato-grossense. O assunto divide opiniões, já que coloca em xeque o equilíbrio entre a produção e a preservação do meio ambiente.

Na prática, a moratória da soja proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia que tenham sido desmatadas após julho de 2008, mesmo que de forma legal. A medida foi criada Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

No entanto, produtores alegam prejuízos, já que empresas bloqueiam a aquisição de grãos produzidos nessas áreas. Com isso, o projeto de Cattani, que também é produtor rural, busca que esses empreendimentos percam a isenção no pagamento de impostos que é oferecido pelo Estado.

Na última quarta-feira (15), a proposta do parlamentar foi colocada em discussão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), mas a votação foi adiada por conta de um pedido de vista.

“Existem várias opções [para enfrentar a questão]. Uma delas é você não dar incentivo fiscal ou qualquer tipo de incentivo que venha do Estado para essas empresas. É um absurdo que o governo do Estado possa estar dando incentivo a quem prejudica o mato-grossense. O segundo passo é você abrir esses mesmos incentivos a outras empresas que não participem desse conluio contra o produtor”, disse Cattani, durante a audiência pública para discutir o PL.

No ano passado, quando as queimadas estavam no foco dos noticiários, a Moratória da Soja foi citada como exemplo de programa que evita o desmatamento. A Abiove aponta que a medida é a única ferramenta de traders para o monitoramento de um eventual uso de áreas desmatadas na Amazônia para o cultivo de grãos, e que a política continuará a ser utilizada.

Já o líder do governo na AL, deputado Dilmar Dal Bosco (União), prega cautela sobre o corte de incentivos fiscais de empresas e aponta que qualquer mudança na legislação pode afetar todo o segmento. O tema inclusive será debatido em um seminário com autoridades e associações ligadas ao agro no dia 28 de maio, no Hotel Gran Odara, em Cuiabá.

“É um projeto polêmico porque todo incentivo fiscal tem uma destinação ou quem está sendo beneficiado com isso. Todos os produtores têm direito, porque eles pegam o Fethab. Temos que pensar que, uma mudança nesse incentivo perde também lá na ponta. Vamos analisar friamente esse projeto, acho que não é por esse caminho”, acrescentou Dilmar.