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“Obrigado a todos”: Papa Francisco deixa hospital após 38 dias e emociona fiéis com palavras de fé e paz

Após cinco semanas de internação no Hospital Gemelli, em Roma, o Papa Francisco recebeu alta neste sábado (30) e surpreendeu ao saudar mais de 3 mil fiéis reunidos em frente à unidade hospitalar. Foram palavras breves, mas carregadas de gratidão, fé e esperança: “Obrigado a todos”, disse o Pontífice ao aparecer na varanda do 5º andar, onde preferiu permanecer nos últimos dias da internação para ficar mais próximo do povo.

Durante a saudação, Francisco reconheceu entre os presentes a senhora Carmela Mancuso, de 78 anos, conhecida por levar todas as quartas-feiras um maço de rosas à Audiência Geral. “É uma boa pessoa”, comentou o Papa ao vê-la com flores amarelas nas mãos.

“Experimentei a paciência do Senhor”

A Santa Sé divulgou também o texto que Francisco havia preparado para o Angelus, no qual o Papa refletiu sobre a parábola da figueira estéril e fez uma ligação direta com seu período de recuperação:

“Neste longo período de recuperação, tive a oportunidade de experimentar a paciência do Senhor, que vejo também refletida na dedicação incansável dos médicos e profissionais da saúde, assim como nos cuidados e nas esperanças dos familiares dos doentes.”

O Pontífice voltou a destacar que a paciência e a confiança ancoradas no amor de Deus são fundamentais para enfrentar as dores e dificuldades da vida.

Apelo pela paz no mundo

Em seu pronunciamento, Francisco demonstrou preocupação com os conflitos armados, especialmente no Oriente Médio e na Ucrânia:

“Entristece-me a retomada dos pesados bombardeios israelenses na Faixa de Gaza… Peço que as armas se calem imediatamente e que se tenha a coragem de retomar o diálogo. […] Imploramos pelo fim das guerras e pela paz, especialmente na martirizada Ucrânia, na Palestina, em Israel, no Líbano, em Mianmar, no Sudão e na República Democrática do Congo.”

Ele também celebrou o avanço diplomático entre Armênia e Azerbaijão, que finalizaram o texto de um acordo de paz.

Flores, bênção e retorno ao Vaticano

Antes de retornar ao Vaticano, o Papa fez uma parada na Basílica de Santa Maria Maior, onde depositou as flores que recebeu de Carmela diante do ícone da Salus Populi Romani, como sinal de agradecimento pela sua recuperação.

Com semblante sereno, Francisco fez questão de abençoar os fiéis apenas com as mãos e saudou pessoalmente os guardas no portão de entrada do Vaticano, antes de seguir para a Casa Santa Marta.

Agora, em recuperação em casa, o Papa segue com uma agenda reduzida e pede que os fiéis continuem rezando por ele:

“Com tanta paciência e perseverança, vocês continuam a rezar por mim: agradeço-lhes muito! Eu também rezo por vocês.”

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Tragédia em Mianmar: terremoto histórico deixa mais de 1,7 mil mortos e país entra em colapso

O terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Mianmar na última sexta-feira (28) já é considerado o desastre natural mais mortal da história do país. Com mais de 1.700 mortos, 3.400 feridos e ao menos 300 desaparecidos, segundo a mídia estatal, a tragédia escancarou o colapso de uma nação já fragilizada por isolamento internacional, guerra civil e infraestrutura precária.

O epicentro do abalo sísmico foi próximo à cidade de Mandalay, a segunda maior do país e um importante centro religioso e cultural. Além de Mianmar, Tailândia e China também sentiram os efeitos dos tremores. Em Bangkok, capital tailandesa, um arranha-céu em construção desabou, deixando 18 mortos e dezenas de pessoas soterradas.

País em ruínas

Governado por uma junta militar desde o golpe de Estado em 2021, Mianmar enfrenta um cenário de guerra civil e isolamento diplomático, o que complica ainda mais os esforços de resgate. O terremoto derrubou pontes, edifícios e hospitais, além de danificar seriamente aeroportos e estradas fundamentais para a chegada de socorro.

A torre de controle do aeroporto de Naypyitaw, a capital, veio abaixo com os tremores. Em Mandalay, moradores desesperados tentaram retirar escombros com as próprias mãos na tentativa de salvar vizinhos e familiares, já que as equipes de resgate demoraram a chegar.

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que muitas unidades de saúde foram destruídas, agravando a crise humanitária. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) emitiu um alerta vermelho, estimando que o número de mortos pode ultrapassar 10 mil.

Um país vulnerável

Mianmar, que tem 40% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, segundo o Banco Mundial, já enfrentava um colapso nos serviços públicos antes do desastre. A instabilidade política, o conflito armado e a repressão da junta militar enfraqueceram ainda mais a capacidade de resposta do país.

Com energia, internet e telefonia interrompidas em diversas regiões, o desafio agora é coordenar esforços internacionais de ajuda humanitária. No entanto, o isolamento diplomático da junta no poder dificulta a entrada de apoio estrangeiro.

Enquanto isso, a população sobrevive como pode, escavando com pás e mãos nuas, em meio a uma devastação que promete marcar a história recente da Ásia com um dos mais trágicos terremotos da década.

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Israel intensifica ataques aéreos após impasse na libertação de reféns

Israel ampliou sua ofensiva militar contra o Hamas nesta sexta-feira (15), após as negociações sobre a libertação de reféns não avançarem. De acordo com o governo israelense, os ataques foram uma resposta à recusa do grupo em aceitar as propostas intermediadas pelo enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e outros mediadores.

Nas últimas horas, Israel lançou bombardeios contra a Faixa de Gaza, o sul do Líbano e o sul da Síria. Autoridades locais relatam ao menos 40 mortos, incluindo uma criança. O Exército israelense afirmou que os alvos eram militantes que planejavam ataques.

Os ataques ocorrem após quase dois meses de um cessar-fogo parcial, que resultou na libertação de dezenas de reféns em troca da soltura de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos. Desde o início de março, Israel tem restringido o envio de suprimentos a Gaza, pressionando o Hamas a aceitar novas condições para um acordo de trégua.

Ofensiva atinge Gaza, Síria e Líbano

Na Síria, um bombardeio atingiu uma área residencial na cidade de Daraa, deixando três mortos e 19 feridos, incluindo crianças, uma mulher e três voluntários da defesa civil. O Exército israelense alegou ter mirado instalações militares associadas ao governo sírio, que representariam uma ameaça à segurança de Israel.

Em Gaza, ataques aéreos atingiram a região do campo de refugiados de Bureij. Entre os alvos estava uma escola usada como abrigo para deslocados, onde um homem de 52 anos e seu sobrinho de 16 anos foram mortos, segundo o Hospital Al-Aqsa Martyrs. O Exército israelense afirmou que os bombardeios miravam militantes que estariam implantando explosivos. Outro ataque na mesma região matou três homens, que, segundo Israel, tentavam instalar um artefato explosivo. O Hamas nega e afirma que as vítimas apenas coletavam lenha.

No Líbano, Israel declarou ter atingido dois membros do Hezbollah na cidade de Yohmor. A imprensa estatal libanesa confirmou duas mortes e dois feridos. O Exército israelense anunciou novos bombardeios contra alvos do grupo no sul do país, sem divulgar detalhes. Um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah está em vigor desde novembro, mas ambos os lados se acusam de violações do acordo.

Negociações seguem travadas

Apesar do cessar-fogo vigente desde janeiro, Israel já matou dezenas de palestinos que, segundo suas forças armadas, se aproximaram de tropas ou entraram em áreas restritas. O acordo inicial permitiu a troca de alguns reféns israelenses por prisioneiros palestinos, mas as negociações para uma trégua definitiva seguem sem avanços.

Israel exige que o Hamas liberte metade dos reféns ainda em cativeiro como condição para prosseguir com as tratativas. O grupo, por outro lado, insiste na libertação de todos os sequestrados e na retirada das tropas israelenses de Gaza. Estima-se que o Hamas ainda mantenha 24 reféns vivos e os corpos de outros 35.

As negociações seguem sob a mediação do Egito, Catar e Estados Unidos, mas o impasse tem elevado a tensão na região, alimentando novos episódios de violência.

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Avião da American Airlines colide com helicóptero militar em Washington; buscas por sobreviventes continuam

Um voo da American Airlines colidiu com um helicóptero militar enquanto se aproximava do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, D.C., nesta quarta-feira (29). Segundo autoridades, a bordo do avião estavam 60 passageiros e quatro tripulantes. O helicóptero do Exército dos EUA transportava três soldados.

Detalhes do acidente

O voo 5342 da American Eagle, operado pela PSA Airlines, partiu de Wichita, Kansas, com destino à capital americana. A American Airlines confirmou o incidente em uma publicação no X (antigo Twitter), afirmando que fornecerá mais informações conforme estiverem disponíveis.

As equipes de resgate já retiraram pelo menos quatro pessoas do rio próximo ao aeroporto, mas seu estado de saúde ainda não foi divulgado. A NBC relatou que operações de busca seguem em andamento para localizar mais sobreviventes.

Investigação e resposta das autoridades

O presidente dos Estados Unidos foi informado sobre o acidente, e equipes de emergência trabalham na área para avaliar os danos e identificar as causas da colisão. A proximidade do rio ao aeroporto é um fator crítico para a segurança aérea, o que levou à ativação de protocolos emergenciais.

Rota do voo

O voo 5342 partiu de Wichita às 17h22 (horário local) e tinha previsão de chegada ao Aeroporto Nacional Reagan às 20h57 (horário da Costa Leste). A aeronave envolvida no acidente era um Bombardier CRJ700.

Enquanto as investigações prosseguem, as operações no aeroporto podem sofrer impactos. Mais atualizações são esperadas nas próximas horas sobre o estado da aeronave e os desdobramentos do incidente.

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Donald Trump diz que bispa deve desculpas após discurso pró-LGBT

Presidente dos EUA se manifestou por meio de sua rede social

Nesta quarta-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a bispa de Washington, Mariann Edgar Budde. O republicano se manifestou, por meio de sua rede Truth Social, após declarações que a religiosa deu durante culto na Catedral Nacional de Washington.

O evento foi realizado na terça-feira (21) e, segundo a agência EFE, marcou o encerramento dos atos da posse de Trump como presidente.

Para Trump, Budde é da esquerda radical. Ainda segundo ele, a bispa “tinha um tom desagradável e não era nem convincente nem inteligente”.

– A suposta bispa que falou no Culto Nacional de Oração, na manhã de terça-feira, era uma esquerdista radical que odeia Trump. Ela trouxe sua igreja para o mundo da política de uma forma muito cruel. Ela tinha um tom desagradável e não era convincente ou inteligente. Ela não mencionou o grande número de migrantes ilegais que entraram no nosso país e mataram pessoas. Muitos foram retirados de prisões e instituições psiquiátricas. É uma onda gigante de crimes que está ocorrendo nos EUA. Além de suas declarações inadequadas, o serviço foi muito chato e pouco inspirador. Ela não é muito boa em seu trabalho! Ela e sua igreja devem desculpas ao público – escreveu o republicano.

Durante a cerimônia religiosa, a bispa fez um apelo direto para que Trump e o vice-presidente, JD Vance, tenham “misericórdia”de “gays, lésbicas e crianças transgênero”. Ela também pediu por aqueles que “colhem nossas colheitas e limpam nossos escritórios; que lavam nossos pratos em um restaurante ou que trabalham em turnos noturnos em hospitais”, em alusão aos imigrantes.

MundoPolítica

Bolsonaro tenta recuperar passaporte para comparecer à posse de Trump nos EUA

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta-feira (8) que recebeu um convite oficial do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar de sua posse em Washington, marcada para o próximo dia 20 de janeiro. Bolsonaro agradeceu a Trump pelo convite e destacou a atuação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, na construção da relação com a família do líder americano.

Impedimento judicial

Desde fevereiro do ano passado, Bolsonaro está com o passaporte apreendido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O bloqueio foi parte das medidas cautelares em investigações relacionadas a ações e discursos do ex-presidente.

Em resposta ao convite, Bolsonaro informou que sua defesa, liderada pelo advogado Paulo Bueno, já acionou o STF com um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes autorize a devolução do documento, permitindo sua viagem aos Estados Unidos para participar do evento.

Relação com Trump

O convite reflete a proximidade entre Bolsonaro e Trump, que compartilham agendas conservadoras e relações estreitas entre suas famílias. A cerimônia também marca a posse do vice-presidente eleito dos EUA, J.D. Vance, e deve reunir lideranças políticas e apoiadores do movimento conservador global.

Bolsonaro ainda ressaltou a importância do evento, classificando-o como um “momento histórico”. Resta saber se o STF atenderá ao pedido do ex-presidente a tempo da posse.

Meio AmbienteMundo

Forte terremoto atinge o Tibete e Nepal, deixando 95 mortos e mais de 100 feridos

Na manhã de terça-feira (07), um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o Tibete, próximo à fronteira com o Nepal, resultando em pelo menos 95 mortes e 130 feridos. O tremor foi sentido também no oeste da China e em partes do Nepal, afetando uma região de alta altitude na cordilheira do Himalaia.

Epicentro e impacto

O epicentro foi localizado a cerca de 75 km ao norte do Monte Everest, em uma área onde a altitude média supera 4.200 metros. O terremoto teve uma profundidade de 10 km, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), o que intensificou os danos. Autoridades chinesas, no entanto, registraram uma magnitude de 6,8.

Mais de mil residências foram danificadas, e pelo menos 50 tremores secundários foram registrados após o evento principal. As cidades de Lhasa e Shigatse, no Tibete, relataram danos significativos. Em Kathmandu, capital do Nepal, tremores foram sentidos, mas até agora não há registro de vítimas ou grandes danos na cidade.

Resposta de emergência

A China mobilizou cerca de 1.500 bombeiros e equipes de resgate para a região afetada. O número de vítimas e danos está sendo constantemente atualizado, enquanto as operações de busca por sobreviventes seguem intensas.

Contexto geológico

O Himalaia, formado pela colisão entre as placas tectônicas da Índia e da Eurásia, é uma das regiões mais sísmicamente ativas do mundo. Eventos como este não são raros e frequentemente causam grandes tragédias.

Em 2015, um terremoto de magnitude 7,8 no Nepal resultou em mais de 8.700 mortes e deslocou o Monte Everest em três centímetros.

Riscos e prevenção

Especialistas alertam para a contínua vulnerabilidade da região a grandes terremotos. Eles enfatizam a necessidade de estratégias robustas de prevenção e resposta em áreas densamente povoadas ou de difícil acesso, como as montanhas do Himalaia.

MundoSaúde

Surto de HMPV na China: Entenda o metapneumovírus humano e seu impacto

Após a pandemia de Covid-19, a notícia de um surto viral na China gera apreensão global. Contudo, especialistas afirmam que o recente aumento nos casos de metapneumovírus humano (HMPV) não apresenta o mesmo risco pandêmico que o coronavírus.

O que é o HMPV?

Descoberto em 2001 na Holanda, o HMPV é um vírus conhecido da ciência, já registrado em diversos países, incluindo o Brasil desde 2004. Pertence à mesma família do vírus sincicial respiratório (RSV) e causa sintomas respiratórios como tosse, febre, congestão nasal e, em casos mais graves, bronquite ou pneumonia.

Grupos de risco incluem crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida. O HMPV tem origem zoonótica, derivado de um vírus aviário que se adaptou aos humanos há séculos.

Aumento de casos na China

Autoridades chinesas relataram uma alta nos casos do vírus, especialmente em crianças e adolescentes do norte do país. Apesar disso, descartaram o risco de sobrecarga no sistema de saúde ou uma possível pandemia.

O HMPV pode se tornar uma pandemia?

Segundo especialistas, as chances são mínimas. Ao contrário do Sars-CoV-2, que era um vírus novo, o HMPV já é conhecido, e grande parte da população mundial tem alguma imunidade natural. Casos graves são raros e a maioria das infecções é leve, semelhante a um resfriado comum.

O virologista Flavio Fonseca, da UFMG, e Andrew Easton, da Universidade de Warwick, enfatizam que ainda não há evidências de mutações que tornem o HMPV mais perigoso. A vigilância é importante para entender o aumento de casos, mas não há motivo para pânico.

Prevenção e tratamento

Não há vacinas ou antivirais específicos contra o HMPV. O tratamento é sintomático, semelhante ao de gripes e resfriados. Para prevenção, recomenda-se:

  • Higienizar as mãos regularmente.
  • Evitar tocar nariz, boca e olhos.
  • Manter distanciamento em casos de surtos.

Apesar da vigilância global elevada após a Covid-19, o cenário atual do HMPV na China é controlado e não apresenta sinais de uma nova crise global de saúde.

BusinessEconomiaMundoVariedades

Dólar sobe pelo 4º dia consecutivo e atinge R$ 6,16

O dólar comercial alcançou R$ 6,16 na máxima desta terça-feira (17), marcando o quarto dia consecutivo de alta. A valorização foi impulsionada pela divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou as expectativas de elevação da taxa Selic para 14,25% em março.

Fatores que impulsionaram o dólar

A ata do Copom apontou um cenário econômico mais adverso, com destaque para:

  • Desvalorização do real: Reflexo das incertezas sobre o pacote de cortes de gastos;
  • Impacto nos ativos financeiros: Percepção negativa dos agentes econômicos sobre o pacote fiscal afetou o prêmio de risco, a inflação e a taxa de câmbio;
  • Desancoragem das expectativas: O documento destacou que as projeções de inflação estão menos ancoradas, exigindo uma política monetária mais rigorosa para conter os impactos.

O Banco Central reconheceu o agravamento do cenário e realizou dois leilões de câmbio na segunda-feira (16), mas não conseguiu conter a alta da moeda norte-americana.

Movimento do mercado

  • Abertura do dia (09h08): O dólar subia 0,92%, cotado a R$ 6,1500;
  • Máxima do dia: R$ 6,1640;
  • Fechamento do dia anterior: R$ 6,0942, com alta de 0,99%.

No acumulado, o dólar registra:

  • Alta semanal: 0,99%;
  • Alta mensal: 1,56%;
  • Avanço no ano: 25,59%.

Impactos no mercado e próximos passos

A combinação de um cenário econômico incerto, com riscos fiscais elevados e desconfiança dos agentes financeiros, está pressionando a moeda brasileira. A expectativa de um aumento na taxa Selic, embora visa conter a inflação e atrair investimentos, ainda não foi suficiente para reverter a desvalorização do real.

Com a moeda americana em alta, o mercado segue atento às próximas decisões do Banco Central e ao andamento do pacote fiscal no Congresso, que será determinante para a confiança econômica e o comportamento do câmbio nos próximos meses.

MundoPolítica

Parlamento sul-coreano aprova impeachment de Yoon Suk Yeol

O Parlamento da Coreia do Sul aprovou neste sábado (14) a destituição do presidente Yoon Suk Yeol, após a polêmica sobre seu decreto de lei marcial, emitido em 3 de dezembro. A moção foi aprovada por 204 votos a favor e 85 contra, suspendendo Yoon de suas funções enquanto o Tribunal Constitucional analisa o caso, o que pode levar até 180 dias. Durante este período, o primeiro-ministro Han Duck-soo assume interinamente a presidência.

Crise política e protestos

O decreto de lei marcial, o primeiro no país em mais de 40 anos, vigorou por apenas seis horas, mas gerou uma crise sem precedentes. A medida foi amplamente condenada por partidos de oposição, especialistas legais e parte da população, que alegaram que o presidente tentou minar a Constituição e ameaçar o Parlamento.

Nos últimos dias, manifestações massivas tomaram as ruas de Seul, com dezenas de milhares de pessoas exigindo a destituição e prisão de Yoon. Os protestos, marcados por cantos, danças e símbolos como barras de luz de K-pop, demonstraram o descontentamento público, enquanto grupos conservadores realizaram atos pacíficos de apoio ao presidente.

Acusações e consequências

Yoon é acusado de rebelião, abuso de poder e outras infrações, incluindo a tentativa de suspender as operações parlamentares por meio da lei marcial. Segundo a Constituição sul-coreana, um presidente só pode declarar lei marcial em casos de guerra ou emergências graves, o que não era aplicável no contexto atual.

Além do impeachment, Yoon enfrenta uma investigação por possíveis crimes de rebelião, que podem levar a prisão perpétua ou pena de morte. Ele está proibido de deixar o país enquanto o processo avança.

Reações e cenário político

Yoon rejeitou as acusações, chamando a oposição de “força antiestatal” e defendendo suas ações como legítimas. Já o líder do Partido Democrático, Lee Jae-myung, descreveu o decreto como uma “declaração de guerra contra o próprio povo”.

A destituição de Yoon também levou à prisão de altos funcionários de sua administração, incluindo o ministro da Defesa e o chefe da polícia nacional, aprofundando a crise.

Se o Tribunal Constitucional confirmar a remoção, o país realizará uma nova eleição presidencial em até 60 dias, marcando um momento crucial para a estabilidade política da Coreia do Sul.