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Mendes está aberto ao diálogo com Stopa e indica apoio à nova gestão

O governador Mauro Mendes (União) expressou, nesta quarta-feira (6), sua disposição para se reunir com o prefeito interino de Cuiabá, José Roberto Stopa (PV), a fim de discutir os próximos passos da administração do Palácio Alencastro.

“Stopa, pelo menos durante o tempo em que trabalhou comigo, foi uma pessoa muito correta. Ele desempenhou suas funções com correção e honestidade”, afirmou Mendes ao site Veja Bem MT. “Estarei pronto para recebê-lo e discutir quais medidas ele pretende adotar. Se forem para o bem de Cuiabá e estiverem corretas, o governo estará disposto a ajudar de alguma forma.”

Stopa assumiu a prefeitura de Cuiabá na terça-feira (5) após a Justiça de Mato Grosso determinar o afastamento de Emanuel Pinheiro (MDB) do cargo por seis meses. Pinheiro é acusado de liderar uma organização criminosa com o objetivo de desviar recursos da saúde.

Em uma coletiva de imprensa, Stopa anunciou que tomará medidas rigorosas para reverter a situação da gestão, incluindo intervenções na saúde, priorização da infraestrutura viária e busca por uma maior integração entre a prefeitura e o governo estadual.

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Deputados estaduais do Espírito Santo decidem pela libertação do Capitão Assumção

Na manhã desta quarta-feira, o Plenário da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) votou pela revogação da prisão do deputado estadual Capitão Assumção (PL). Com 24 votos a favor da revogação e 4 contra, a decisão será agora encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para consideração final. A sessão, que teve início às 9h, contou com a participação de todos os 29 parlamentares da Casa.

Os membros da Comissão Especial designada para examinar o caso na Ales votaram unânimes a favor do relatório que recomendava a revogação da prisão. Após a aprovação do parecer pela comissão, o presidente da Ales submeteu a decisão à votação no plenário, onde os demais parlamentares puderam expressar seus votos a favor ou contra a libertação do deputado.

Capitão Assumção foi preso por violar medidas cautelares impostas pelo STF. As acusações contra ele incluem participação em atos antidemocráticos, ataques a ministros do STF e envolvimento em um esquema de disseminação de notícias falsas. Anteriormente, estava sujeito a restrições como a proibição de sair do estado e o uso de redes sociais, além de usar uma tornozeleira eletrônica.

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Deputado Tiririca é Acusado de Importunação Sexual: Alegação de “Dedada no Ânus”

Um boletim de ocorrência por importunação sexual foi registrado contra o deputado federal Tiririca (PL/SP) nesta segunda-feira (4). Um prestador de serviço afirma ter sido vítima de uma “dedada” no ânus na última sexta-feira (29), em São Paulo.

O incidente foi relatado por um homem de 39 anos que estava prestando serviços de manutenção na portaria de um condomínio localizado na Rua Casa do Ator. Ele alega que um indivíduo desconhecido, acompanhado de uma mulher, se aproximou e realizou o ato de forma não consentida, provocando constrangimento.

Segundo informações do portal Metrópoles, o homem enfrentou zombarias e piadas de colegas após o incidente e posteriormente identificou o suposto autor da ação como sendo Tiririca. A vítima, orientada por sua advogada, decidiu então registrar o boletim de ocorrência para formalizar a denúncia.

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Nova Cassação de Petista é Aprovada por Vereadores em Cuiabá

Com uma votação de 16 votos a favor e 4 contra, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou a abertura de uma nova comissão processante contra a vereadora Edna Sampaio (PT) durante a sessão plenária desta terça-feira (5).

A vereadora Fellipe Corrêa (Cidadania) optou pela abstenção, enquanto os vereadores Kássio Coelho (PRD) e Wilson Kero Kero (Podemos) estavam ausentes durante a votação. O presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), só votaria em caso de empate.

Os advogados Juliano Rafael Teixeira Enamoto e Marcos Antônio da Silva Lara foram responsáveis por protocolar os novos pedidos de cassação, baseados nos mesmos fatos que levaram à cassação anterior de Edna.

As acusações giram em torno do suposto desvio de finalidade da Verba Indenizatória (VI) destinada à chefia de Gabinete de Edna Sampaio. Apesar de ter conseguido anular a cassação anterior pela intervenção da Justiça, a petista enfrenta agora um novo processo.

Edna Sampaio alega que a abertura do novo processo é um ato ilegal por parte da Câmara Municipal de Cuiabá, uma vez que o recurso impetrado por ela no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ainda não foi decidido.

Após a votação, Chico 2000 procedeu com o sorteio dos membros da comissão processante entre os parlamentares em exercício, excluindo aqueles que já participaram da comissão anterior.

Os vereadores Sargento Vidal (MDB), Eduardo Magalhães (Republicanos) e Cezinha Nascimento (União Brasil) foram sorteados para compor a comissão. No entanto, Eduardo Magalhães pediu para se retirar da formação da comissão, alegando falta de imparcialidade por já ter votado contra Edna no processo anterior.

Chico 2000 afirmou que irá consultar a Procuradoria da Câmara para decidir sobre o pedido de Magalhães.

Veja como votaram os vereadores

Adevair Cabral- sim
Cezinha Nascimento- sim
Demilson Nogueira – não
Didimo Vovô – nao
Dilemário Alencar – sim
Dr. Luiz Fernando – sim
Dr. Ricardo Saad – sim
Edna Sampaio – não
Eduardo Magalhães – sim
Fellipe Correa – abstenho
Jefferson Siqueira – sim
Kássio Coelho – ausente
Lilo Pinheiro – não
Luis Claudio – sim
Marcus Brito – sim
Maysa Leão – sim
Michelly Alencar – sim
Paulo Henrique – sim
Mario Nadaf – não
Rodrigo Arruda e Sá – sim
Rogério Varanda – sim
Sargento Joelson – sim
Sargento Vidal – sim
Wilson Kero Kero – ausente

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CPI das Invasões convoca donos de terras invadidas do Contorno Leste em Cuiabá

De imediato foram apreciados e votados seis requerimentos, do qual convocados os donos de terras do contorno Leste de Cuiabá, Paulo Itacarambi e José Antônio Pinto

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Invasão Zero, instalada para apurar denúncias sobre a invasão territorial urbana e rural em Mato Grosso, realizou, nesta terça-feira (5), a segunda reunião desde a sua instalação, para deliberação de requerimentos e convocação de pessoas envolvidas em questões agrárias. A CPI, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL) tem por objetivo ajudar os produtores, fiscalizar, investigar de maneira efetiva os crimes cometidos no estado de Mato Grosso.

Foram apreciados e votados seis requerimentos. Os proprietários de terras do contorno Leste de Cuiabá, Paulo Itacarambi e José Antônio Pinto para prestarem depoimentos no dia 18 deste mês para falarem sobre  a invasão de terras em suas propriedades.

“Foi uma reunião de deliberações e votações para convocações de pessoas envolvidas com terras. Vamos formalizar requerimentos para pessoas que vão participar de depoimentos relacionados com denúncias e invasões. Reiniciamos os trabalhos neste ano e, na próxima reunião (18), as pessoas envolvidas vão participar conosco para tirar dúvidas e fazermos os levantamentos necessários”, disse Cattani.

Também ficou definido que a equipe técnica da Comissão vai pedir informações e mapeamento de invasões de terras para o secretário de Estado de Justiça, coronel César Roveri, e para o comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Correa Mendes.

A CPI vai solicitar à Secretaria de Segurança Pública, a disponibilidade de um delegado para dar apoio, quando necessário, e acompanhar os membros da Comissão nas áreas de conflitos agrários. Por fim, foi pedido à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, uma sala de apoio para a equipe técnica dar sequência aos trabalhos.

“Entendo que a CPI, por ter poder investigativo e sigiloso, necessita de um local adequado para prosseguir o trabalho de forma confidente, como por exemplo, análise de documentações e convocações de pessoas que tiveram suas terras invadidas no contorno leste de Cuiabá. Para convocarmos as pessoas responsáveis, precisamos muito de denúncias que chegam até a CPI, quando necessário vamos desdobrando os fatos e convocando essas pessoas envolvidas”, lembrou Cattani.

Conforme Cattani, a CPI segue um cronograma de trabalho em busca de compreender as causas, os impactos econômicos, ambientais, sociais, de segurança e as soluções possíveis para as invasões. Na metodologia a ser empregada pela CPI, está a realização de oitivas, de diligências, de requisições (de quem deve prestar depoimentos), de audiências públicas (para ouvir a comunidade) e de perícia (para aferir a confiabilidade das provas).

Também está sendo elaborado a criação de um canal de denúncias por meio de Whatsapp. A ferramenta, de acordo com o presidente da Comissão visa permitir que qualquer pessoa faça a denúncia, mediante identificação, indícios e materialidade envolvendo crime de invasão.

“São conflitos sociais que geraram essa CPI. Ela vai atender a todos mas, principalmente, àquelas pessoas que estão em situação de vulnerabilidade. Elas deveriam ser atendidas pelo Estado e não pelo particular. O ônus é do Estado, que é o arrecadador do patrimônio público”, disse Cattani.

A CPI da Invasão Zero foi instalada no dia 25 de outubro de 2023, com prazo de 180 dias de trabalho. A Comissão é presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL). A deputada Janaina Riva (MDB) é a vice-presidente e Carlos Avallone (PSDB) é o relator. Os outros dois parlamentares que compõem a CPI são Fábio Tardin (PSB) e Wilson Santos (PSD).


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ALMT debate a reabertura de postos de pesagem de cargas

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou na segunda-feira (4), audiência pública com o objetivo de debater a reabertura das balanças nas praças de pedágio nas rodovias de Mato Grosso. A audiência foi requerida pelo deputado Gilberto Cattani (PL), após o governo do estado anunciar ainda para este ano, a instalação de postos de pesagem de cargas na MT 235, no trecho entre Nova Mutum a Santa Rita do Trivelato e de Campo Novo do Parecis a Sapezal.

A notícia não agradou os produtores rurais, associações e sindicatos que debateram a inviabilidade das instalações dessas balanças no estado. “Quero deixar bem claro que os pesos das carretas são controlados por uma lei federal, estamos falando de um estado agrícola, onde o transportador rodoviário de carga cumpre a lei do peso bruto total, isso nós concordamos. Agora, o governo do estado querer reativar as balanças para multar o excesso do peso entre-eixo, que às vezes acontece da carga móvel, ou grão se movem dentro da carreta, e acusar um pequeno excesso, e isso somos contra”, declarou o presidente do Sindicato da Empresas de Transportes de Carga no Estado de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Amorim.

O diretor administrativo e presidente da Associação do Pró-Asfalto Sorriso e Ipiranga do Norte (Apasi), Nodimar Corrêa, disse que voltar a funcionar a balança é um anseio do governo do estado, que tenta desde 2016, época em que foram desativadas, fazer com que elas voltem a funcionar. 

“Na época achávamos que a ideia era boa, mas, vimos que mantê-la em funcionamento era complicado, pois a aferição dela só ocorria em São Paulo, além da obrigatoriedade do funcionamento 24h por dia e ter a disposição servidores para controlar tudo isso. Portanto, ela é inviável. É claro que existem alguns problemas isolados. A volta da balança somente irá dificultar a vida do produtor rural, que colhe debaixo de chuva, e o peso da tonelada da soja muda conforme a variedade. Vai prejudicar muito os agricultores”, enfatizou. 

Ele disse ainda que, “as balanças tem mais de 20 anos, não irão funcionar adequadamente, somente atrapalhar (caso reativadas). Temos a obediência com a fiscalização que o estado tem com o contrato, porém tudo pode ser alterado. Nessa praça de pedágio já tivemos uma quebra de paradigma, a balança quando começou a funcionar era tudo por conta e risco do produtor rural. A manutenção e conservação da praça de pedágio do município de Sorriso é de responsabilidade da Apasi. Teremos que bancar as despesas e operação da balança, mas a autuação seria de um funcionário público do estado do Mato Grosso, e, hoje, não tem esse funcionário”, explicou Nodimar Correia.  

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, que também é produtor rural, acredita que toda medida para fazer a conservação de uma rodovia é bem-vinda, porém é preciso coerência. 

“Mato Grosso é um estado que se desenvolveu na agricultura. Primeiramente essas estradas, muitas delas, foi o próprio produtor quem abriu, que conservou, que transformou a região num polo de produção de alimentos e de geração de riqueza e de arrecadação. Nós tememos que a instalação dessas balanças afete principalmente o tráfego. O produtor rural, na sua maioria, não tem balança dentro da propriedade e não tem como pesar esse caminhão antes de chegar no armazém. No período da safra é crucial cada minuto, em um estado que chove muito e o produtor precisa colher a noite e usar essas rodovias. Se a balança estiver inoperante durante o período da noite, por exemplo, ele vai perder a sua colheita e consequentemente o estado também vai perder a arrecadação”, contextualizou Lucas.

Durante a audiência pública, o secretário-adjunto de Logística e Concessões da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Caio Albuquerque, explicou que a pesagem de veículos em rodovias é uma prática que decorre de previsões expressas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com efeito, a necessidade de obediência aos limites de pesos e dimensões estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Conatran).

“O Governo de Mato Grosso acredita que do ponto de vista legal, existe uma previsão no Código de Trânsito Brasileiro com relação ao peso máximo que você pode trafegar nas nossas rodovias, tanto as concedidas, que tem pedágio, como as rodovias estaduais. O CTB já prevê isso, existe regulamento do Conatran (Conselho Nacional de Trânsito), que também trata sobre a esse excesso de peso que deve ser evitado nas rodovias e por isso a instalação de balanças, que é de competência do estado fazer a fiscalização, para que os veículos trafeguem com peso acima do limite permitido”, disse Albuquerque.

“Existe, obviamente, limite de tolerância com relação a isso, de alguns percentuais em relação a esse peso que pode ser utilizado, mas é necessário também que haja uma fiscalização, de competência do Estado de Mato Grosso, tanto nas rodovias estaduais como nas rodovias concedidas, e que servem igualmente para as rodovias federais. Todas aquelas que são concedidas e pedageadas possuem a previsão da instalação dessa aferição dos pesos dos veículos que passam por elas. A pesagem serve tanto para a segurança viária, porque existe um excesso de peso que pode gerar danos ao pavimento e também às pessoas que trafegam nela, já que, aumentando os buracos, aumenta-se as dificuldades de locomoção”, explicou o representante da Sinfra.

O deputado Gilberto Cattani, no final da audiência pública, explicou que diante das declarações de não aceitação da volta dos postos de pesagem de cargas em Mato Grosso por parte dos produtores rurais, concessionária, sindicatos que representam a classe e sociedade, vai convocar todos os setores e levar a demanda para o governo do estado.

“Vamos convocar uma comissão de cinco pessoas e apresentar ao governador o relatório da audiência e solicitar a ele que as balanças não sejam reativadas. As concessionárias, transportadores, produtores e os civis não querem a reabertura das balanças. Nós tivemos um período de tempo onde as balanças funcionavam e geravam transtornos, como tráfego e estradas ruins. Tirou-se as balanças, e o trânsito ficou mais fluente e sem multas”, argumentou o parlamentar. 


Secretaria de Comunicação Social

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Como Prefeito, José Stopa promete tapar buracos

Na manhã desta terça-feira (5), na Câmara de Vereadores de Cuiabá, José Roberto Stopa assumiu oficialmente o cargo de prefeito da capital mato-grossense, sucedendo Emanuel Pinheiro do MDB, afastado recentemente. Em seu discurso de posse, Stopa fez questão de expressar seu respeito pelo antecessor, mas ressaltou a importância de olhar para o futuro da cidade.

O novo prefeito destacou a necessidade de deixar para trás as questões do passado e concentrar esforços no trabalho futuro. Stopa enfatizou seu compromisso em garantir transparência e responsabilidade na gestão municipal, especialmente no que diz respeito às compras da Secretaria Municipal de Saúde.

A questão das compras emergenciais sem processo licitatório, que levou ao afastamento do ex-prefeito, foi citada como prioridade para o novo governo. Stopa prometeu centralizar todas as compras da saúde em seu gabinete, visando evitar irregularidades e garantir a correta aplicação dos recursos públicos.

Além disso, o prefeito anunciou planos para melhorar as condições das ruas da cidade, com uma operação de reparo de buracos em parceria com a Secretaria de Fazenda. Stopa enfatizou que seu objetivo é deixar um legado positivo para Cuiabá e pediu que a população o julgue pelo trabalho que será realizado a partir de agora, deixando para trás o “retrovisor” das administrações passadas.

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Governador Mendes comenta sobre o afastamento de Emanuel: “Colhemos o que plantamos”

Em resposta ao novo afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro, o governador Mauro Mendes expressou sua opinião, afirmando que “colhemos o que plantamos”. Mendes destacou que o prefeito está enfrentando as consequências de suas ações durante o mandato e ressaltou a máxima de que “a Justiça tarda, mas não falha”. O comentário foi feito em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (4), após o governador tomar conhecimento do afastamento.

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Tribunal de Justiça afasta Emanuel Pinheiro do cargo por seis meses devido a suspeitas de corrupção na Saúde

O desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, determinou o afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, por um período de seis meses, em meio a alegações de seu suposto envolvimento com uma organização criminosa operando na esfera da Saúde municipal.

A decisão judicial, em vigor por seis meses, visa garantir a integridade das investigações e evitar influências externas que possam prejudicar o processo. As acusações que pesam contra Pinheiro são graves, sugerindo seu suposto papel central em atividades ilegais relacionadas à saúde pública.

A medida judicial ressalta a necessidade de um afastamento temporário para permitir uma investigação imparcial e completa. Durante este período, a gestão de Emanuel Pinheiro será submetida a uma análise minuciosa, com foco nas suspeitas que envolvem a área da Saúde.

A Câmara Municipal de Cuiabá será oficialmente notificada sobre o afastamento do prefeito, enquanto Emanuel Pinheiro aguarda o desenrolar das investigações para esclarecer as alegações que levaram à sua saída temporária do cargo. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso continuará monitorando o caso para assegurar a aplicação da lei e o respeito às instituições.

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STF Reabre Debate sobre Descriminalização do Porte de Drogas para Uso Pessoal

Na próxima quarta-feira (6), o Supremo Tribunal Federal (STF) retomará as discussões sobre a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal, tema que está em pauta no plenário desde 2015. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, incluiu o assunto na agenda da sessão, que promete reacender um debate crucial para a legislação brasileira.

Desde 2015, quando três dos 11 ministros votaram pela manutenção do crime de comercialização de drogas, o plenário vem analisando essa questão. Atualmente, o processo conta com cinco votos favoráveis à descriminalização do porte de maconha para consumo próprio, mantendo como crime a venda dessas substâncias.

A decisão está à espera de apenas mais um voto para alcançar maioria favorável no plenário. No entanto, os ministros ainda precisam estabelecer critérios específicos, como a quantidade exata de maconha permitida para uso pessoal, a fim de distinguir entre o usuário e o traficante de drogas.

O caso em questão trata da constitucionalidade do artigo 28 da Lei das Drogas (Lei 11.343/2006). Após o término do prazo do pedido de vista, em agosto de 2023, do ministro André Mendonça, o processo volta à pauta do plenário, aguardando o voto do referido ministro.

Durante os julgamentos, ministros como Gilmar Mendes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, e Rosa Weber (hoje substituída por Flávio Dino) já se manifestaram a favor da descriminalização, enquanto Cristiano Zanin apresentou um voto contrário.

Um ponto de destaque é a proposta de limitar a quantidade de maconha para porte pessoal, como sugerido por Barroso (25 gramas) e Moraes (60 gramas), baseando-se em estudos que revelam disparidades na punição entre diferentes grupos sociais.

Caso a decisão seja favorável à descriminalização, mudanças significativas podem ocorrer na legislação atual, que prevê penas alternativas para os usuários de drogas, como serviços comunitários e participação em programas educativos, ao invés de prisão.