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“Vendedores de pipoca não são golpistas”: Bolsonaro critica STF em inglês durante discurso na Paulista

Durante manifestação realizada neste domingo (6) na Avenida Paulista, em São Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro fez um discurso em tom de denúncia internacional, usando o inglês para criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A fala teve como foco a recente condenação de vendedores ambulantes que participaram dos atos de 8 de janeiro de 2023.

“Popcorn and ice cream sellers sentenced for coup d’État in Brazil” – declarou Bolsonaro diante da multidão, em um recado direcionado à comunidade internacional. A tradução é: “Vendedores de pipoca e de sorvete condenados por golpe de Estado no Brasil.”

O ex-presidente afirmou estar “indignado” com a decisão da Corte e disse que, mesmo não dominando o inglês, fez questão de se expressar nesse idioma para expor o que considera uma injustiça aos olhos do mundo.

Na sexta-feira (4), o STF formou maioria para condenar mais seis pessoas envolvidas nos atos, entre elas um vendedor de pipoca, um vendedor de picolé e uma dona de casa. Todos foram acusados de crimes como associação criminosa e incitação ao crime.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia oferecido acordos com penas mais brandas, mas os réus rejeitaram a proposta. Com isso, o julgamento prosseguiu, resultando em penas que incluem um ano de reclusão (convertido em medidas alternativas), multa, prestação de serviços comunitários, proibição de uso de redes sociais, porte de armas e restrições de deslocamento.

Bolsonaro usou o caso como exemplo do que considera um “excesso” do Judiciário. Segundo ele, o país está presenciando uma escalada de decisões desproporcionais contra cidadãos comuns. “Essas pessoas foram tratadas como criminosos perigosos. Onde está a proporcionalidade?”, questionou.

A manifestação reuniu apoiadores do ex-presidente e contou com críticas diretas ao STF, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados ao 8 de janeiro.

Política

“As mesmas pessoas que tentaram dar uma facada nele, vão ter ele preso para acabar o que começaram”, dispara Cattani sobre indiciamento de Bolsonaro

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), falou durante live realizada na noite da última quinta-feira, dia 26 de março, pelo professor Haroldo Arruda, sobre o indiciamento do ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), que se tornou réu em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar falou sobre as supostas denúncias contra o político e ainda afirmou que as acusações se tratam de um “teatro montado” para que Bolsonaro seja preso.

“A primeira acusação é atentado violento ao estado democrático de direito armado. Foram presas 1600 pessoas, enganou as pessoas para entrarem em um ônibus e prenderam essas pessoas em um campo de concentração. E achou um canivete com essas pessoas? O que tinha lá era bíblia, bandeira do Brasil, e acusam essas pessoas de tentativa de golpe armado. A outra acusação contra Bolsonaro é que ele depredou patrimônio público. Como ele fez isso, se nem estava no país? Acusam ele também de não falar para as pessoas saírem e ir pra casa. Ele fez isso por três vezes. Só que não adianta nada nós gritarmos, ou querermos defender, porque não é uma questão de defesa. Nada pode derrubar aquele argumento do advogado de Bolsonaro porque ali é só um teatro. A narrativa está pronta. As mesmas pessoas que tentaram dar uma facada nele, agora vão ter ele preso dentro de uma cela de 2×3 a mercê para poder, realmente, acabar o que começaram”, ressaltou o deputado.

O deputado ainda complementa que “a decisão de torná-lo réu tomou como base uma materialidade daqueles que promoveram aquele ato de 08 de janeiro, só que o ex-presidente não estava no local. A defesa ainda afirma que não teve acesso a documentos da acusação”, explica.

Cattani ainda disse durante a gravação que o indiciamento do ex-presidente é na verdade um “linchamento”, como o parlamentar denominou. O deputado ainda ressalta que não há provas contundentes contra Bolsonaro.

“É um linchamento. Não um julgamento. Linchamento é quando você pega uma pessoa em flagrante delito e você mesmo faz a justiça com as próprias mãos. O que aconteceu com o nosso presidente Jair Bolsonaro é a mesma coisa porque as vítimas estavam ali dizendo que queriam o fim dele. Quando chegaram na casa do presidente Jair Bolsonaro, a única coisa que acharam foi um cartão de vacina vencido. Depois mandaram tudo isso para a PGR e lá, quando fizeram a batida pra tentar reunir provas contra o Bolsonaro, diz que acharam no telefone do Cid, uma minuta de golpe. É como se eu tivesse uma briga com alguém e escrevesse: Eu tenho raiva desse cara e quero fazer algo de ruim contra ele. Aí falaria que a narrativa é uma tentativa de assassinato, mas não sendo consumado nada, não existe crime. Isso é um absurdo”.

O parlamentar ainda continua dizendo que o STF já tinha intenção de indiciar Bolsonaro e os demais aliados dele.

“A PGR usa palavras como supostamente. Uma acusação não pode ser baseada em suposições. Lá tem palavras como hipoteticamente. Não existe hipótese em uma denúncia. E quando essa denúncia vai para o Supremo, já sabíamos da decisão, o próprio ministro Zanin comprova essa tese de que a decisão já estava tomada, quando se dirige aos réus antes de serem réus. A condenação de Bolsonaro já estava definida e se definiu quando o Lula indicou seu advogado pra lá: o Flávio Dino, e se orgulha em dizer, em ter um ministro comunista”, afirmou em entrevista.

Cattani finalizou falando sobre uma possível condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu não acredito em comoção social mais. O povo está com medo, mas o povo sabe da verdade. O Bolsonaro preso é um herói. Morto, ele é um mártir pra direita. Por mais que digam `perdeu, mané` ou `vencemos o Bolsonarismo`, como venceram? Está cada vez mais forte o bolsonarismo e mais presente. A maior prova disso são os políticos oportunistas estão vindo querendo se filiar ao partido onde está o presidente Jair Bolsonaro. Se fingem de bolsonaristas e vão para o Rio de Janeiro puxar o saco de Bolsonaro, e por trás chamando o Lula de estadista”, finalizou ele.

Política

Bolsonaro rebate Lula e nega acusação de tentativa de assassinato

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o acusou de envolvimento em um suposto plano para assassiná-lo. Em publicação no X, Bolsonaro classificou a acusação como absurda e afirmou que apenas um “imbecil ou um canalha” acreditaria na narrativa.

O ex-mandatário ressaltou que ele próprio foi vítima de uma tentativa de homicídio durante a campanha de 2018, quando foi esfaqueado por um ex-militante do PSOL.

— Lula, cachaça, o brasileiro sabe de sua índole e de como você chegou até aqui. A única pessoa que tentaram matar fui eu, em uma ação de antigo militante do PSOL, seu braço político de primeira hora. Não conseguiram! Esse foi o grande erro de vocês, como admitiu José Dirceu — escreveu Bolsonaro.

O ex-presidente também refutou as acusações de tentativa de golpe de Estado e afirmou que o governo petista mantém uma narrativa para encobrir o que chamou de “pior gestão da história do país”.

— Ninguém de bom senso aguenta mais essa patifaria armada, por isso fomentam diariamente a destruição cerebral do indivíduo e dos laços familiares que norteiam uma sociedade saudável — criticou.

Bolsonaro ainda ironizou Lula, sugerindo que o atual presidente tem um “fetiche” por ele.

— Sua única pauta é falar de mim. Não o julgo por seu fetiche, mas creio que quem está próximo de você não gosta dessa rotina bem fora do comum — concluiu.

Política

Moraes nega perseguição a idosos e minimiza perfil dos condenados pelo STF

Em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes rebateu a narrativa de que a Corte estaria condenando “velhinhas com a Bíblia na mão”. Durante a sessão da 1ª Turma nesta terça-feira (27), ele afirmou que essa alegação é “totalmente inverídica” e apresentou um balanço das condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

“Se cria uma narrativa, assim como a de que a Terra seria plana, de que o Supremo condena ‘velhinhas com a Bíblia na mão’ que estavam apenas passeando por Brasília. Nada mais mentiroso do que isso”, disse Moraes, em tom irônico.

O ministro revelou que, das 497 pessoas já condenadas, 91% têm menos de 60 anos e apenas 43 possuem mais de 60 anos. Desses, apenas sete têm mais de 70 anos. “Então, essa narrativa de que são mulheres idosas sendo presas é totalmente mentirosa”, argumentou.

As declarações do magistrado ocorrem em um momento de crescente desconfiança sobre a imparcialidade do STF, especialmente entre apoiadores do ex-presidente. Críticos apontam que a Corte tem agido de forma seletiva, com penas rigorosas para manifestantes comuns, enquanto grupos ligados à esquerda recebem tratamento mais brando.

Na mesma sessão, os advogados de defesa solicitaram o impedimento de Moraes e dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, sob alegação de parcialidade no julgamento. O pedido, no entanto, foi ignorado, e o julgamento seguiu sem maiores contestações no plenário.

Política

Bolsonaro convoca mato-grossenses para ato por anistia no Rio de Janeiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gravou um vídeo ao lado do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) convocando apoiadores de Mato Grosso para um ato em defesa da anistia aos presos pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. A manifestação está marcada para o próximo domingo (16), às 10h, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.

“Estamos convidando todos de Mato Grosso, que puderem comparecer, a estarem presentes nesse movimento no domingo, às 10h, em Copacabana. O ato é pela anistia, pela liberdade de expressão e também pelo nosso Brasil”, afirmou Bolsonaro na gravação divulgada nas redes sociais de Cattani.

O evento tem como objetivo pressionar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) pela revisão das penas aplicadas aos envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, no início do ano passado.

A convocação ocorre em meio a debates sobre a punição dos manifestantes que participaram dos atos antidemocráticos e as decisões do STF sobre o tema. Até o momento, centenas de condenações já foram proferidas pelo tribunal, com penas que chegam a mais de 17 anos de prisão.

Veja o vídeo:

Política

Moraes enfrenta dilema sobre passaporte de Bolsonaro para evento nos EUA

O jurista André Marsiglia descreveu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como estando em uma “encruzilhada” em relação ao pedido de devolução do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação foi feita pela defesa de Bolsonaro para que ele pudesse comparecer à cerimônia de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

No sábado (11), Moraes determinou que Bolsonaro apresentasse um “convite oficial” para o evento, já que o único documento anexado ao pedido era um e-mail enviado ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por um remetente não identificado. Além disso, o ministro acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre o caso, mas apenas após validar o convite apresentado pela defesa.

As alternativas de Moraes

André Marsiglia, professor e especialista em liberdade de expressão, analisou o contexto em suas redes sociais e apontou três possíveis caminhos que Moraes pode tomar:

  1. Devolução do passaporte:
    Caso Moraes opte por devolver o documento, abriria precedente para outras solicitações semelhantes, o que poderia enfraquecer a justificativa jurídica para a retenção do passaporte de Bolsonaro. Marsiglia destacou que essa decisão revelaria que a retenção tem caráter político e carece de sustentação legal.
  2. Manutenção da retenção:
    Se o ministro decidir manter o passaporte retido, isso poderia gerar críticas internacionais, expondo o Brasil e o Supremo Tribunal Federal a acusações de abuso de autoridade.
  3. Decisão protelatória:
    Marsiglia acredita que Moraes pode optar por um caminho intermediário, adiando o desfecho do caso. Isso envolveria solicitar mais documentos, pedir manifestação da PGR e, com o passar do tempo, tornar a decisão irrelevante, já que o evento de posse de Trump poderia ter ocorrido ou estar próximo demais.

Críticas ao STF e ao dilema jurídico

O jurista concluiu que, em sua visão, “pior que juiz que decide mal, é o que não decide”. A postura do ministro, seja qual for a escolha, está sendo amplamente debatida, considerando as implicações políticas e jurídicas tanto no Brasil quanto no exterior.

O passaporte de Bolsonaro foi retido por decisão judicial devido a investigações em curso no STF. A defesa do ex-presidente alega que o comparecimento à posse de Trump é uma questão de honra e importância para as relações bilaterais, embora o evento não tenha caráter oficial.

MundoPolítica

Bolsonaro tenta recuperar passaporte para comparecer à posse de Trump nos EUA

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta-feira (8) que recebeu um convite oficial do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar de sua posse em Washington, marcada para o próximo dia 20 de janeiro. Bolsonaro agradeceu a Trump pelo convite e destacou a atuação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, na construção da relação com a família do líder americano.

Impedimento judicial

Desde fevereiro do ano passado, Bolsonaro está com o passaporte apreendido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O bloqueio foi parte das medidas cautelares em investigações relacionadas a ações e discursos do ex-presidente.

Em resposta ao convite, Bolsonaro informou que sua defesa, liderada pelo advogado Paulo Bueno, já acionou o STF com um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes autorize a devolução do documento, permitindo sua viagem aos Estados Unidos para participar do evento.

Relação com Trump

O convite reflete a proximidade entre Bolsonaro e Trump, que compartilham agendas conservadoras e relações estreitas entre suas famílias. A cerimônia também marca a posse do vice-presidente eleito dos EUA, J.D. Vance, e deve reunir lideranças políticas e apoiadores do movimento conservador global.

Bolsonaro ainda ressaltou a importância do evento, classificando-o como um “momento histórico”. Resta saber se o STF atenderá ao pedido do ex-presidente a tempo da posse.

Política

Paraná Pesquisas: Bolsonaro lidera em cenários eleitorais para 2026, mas margem é estreita

Um levantamento realizado pelo Paraná Pesquisas entre 21 e 25 de novembro de 2024 indica que Jair Bolsonaro (PL), mesmo inelegível, lidera numericamente as intenções de voto contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de 1º turno. Bolsonaro registra 37,6%, enquanto Lula aparece com 33,6%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, configurando empate técnico.

Cenários do 1º turno
Além de Bolsonaro e Lula, outros candidatos foram testados:

  • Ciro Gomes (PDT): 7,9%
  • Simone Tebet (MDB): 7,7%
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 3,7%

Outros nomes do bolsonarismo também aparecem competitivos. Michelle Bolsonaro, por exemplo, registra força considerável, com 27,5% em uma eventual disputa direta contra Lula (34,2%). Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alcança 24,1% em cenários testados, ficando abaixo de Michelle, mas consolidado como uma alternativa viável ao bolsonarismo.

Cenários do 2º turno

  • Bolsonaro e Lula permanecem tecnicamente empatados, com vantagem numérica para o ex-presidente.
  • Michelle Bolsonaro também enfrentaria uma disputa acirrada com Lula, mas com desvantagem de 6,7 pontos percentuais.

Outros destaques

  • Romeu Zema (MG): registra 12,2% em um cenário de 1º turno, tecnicamente empatado com Ciro Gomes.
  • Ratinho Junior (PR): figura como o principal nome da direita fora do bolsonarismo, atingindo 15,3% em um dos cenários.
  • Fernando Haddad (PT): apresenta dificuldades em atrair apoio expressivo, variando entre 14,5% e 14,9%.

Impactos recentes
Os dados foram coletados após o início da investigação que acusa Bolsonaro de envolvimento em um golpe de Estado frustrado em 2022. Apesar disso, o ex-presidente mantém apoio sólido entre seus eleitores.

A pesquisa entrevistou 2.014 eleitores nas 27 unidades da Federação, refletindo o cenário político em transformação rumo às eleições de 2026.

Política

Defesa de Bolsonaro chama de “insólito” inquérito da PF e afirma que as joias foram devolvidas

A Polícia Federal concluiu inquérito que aponta que Jair Bolsonaro (PL), teria recebido dinheiro da operação da venda de joias. Diante da decisão, a defesa do ex-presidente se manifestou e denominou como “insólito” o inquérito aberto pela PF para apuração do caso das joias recebidas durante viagem pelo chefe de estado.

Conforme documento, os advogados afirmam que Bolsonaro devolveu de forma espontânea os bens que recebeu em viagens oficiais. A nota reforça ainda que os bens recebidos em viagens presidenciais são catalogados pelo GADH (Gabinete Adjunto de Documentação Histórica), e que existiria um “rígido protocolo de tratamento e catalogação sobre o qual o chefe do Executivo não tem qualquer ingerência”.

Além disso, os advogados de defesa de Bolsonaro ainda reafirmaram que outros bens também foram recebidos por outros ex-presidentes e que eles não viraram alvo de investigação. Eles citaram relógio da marca Piaget recebido pelo presidente Lula (PT) durante viagem à França em seu primeiro mandato. Inclusive, ressaltaram que a defesa chegou até mesmo a protocolar pedido no STF para que o caso fosse investigado, mas foi negado.

Por fim, os advogados ainda fizeram crítica à investigação conduzida pela Polícia Federal e ao STF. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, não sendo analisado na primeira instância mesmo o ex-presidente não tendo mais foro privilegiado.

LEIA NA ÍNTEGRA DOCUMENTO DA DEFESA DE JAIR BOLSONARO

A defesa de Jair Messias Bolsonaro, diante da decisão proferida nesta data, tornando públicos os autos da Pet 11645, que versa sobre bens do acervo de presentes oferecidos ao ex-Presidente durante seu mandato, vem esclarecer o seguinte:

Os presentes ofertados a um Presidência da República obedecem a um rígido protocolo de tratamento e catalogação e sobre o qual o Chefe do Executivo não tem qualquer ingerência, direta ou indireta, sendo desenvolvido pelo “Gabinete Adjunto de Documentação Histórica” (“GADH”), responsável por analisar e definir, a partir dos parâmetros legais, se o bem será destinado ao acervo público ou ao acervo privado de interesse público da Presidência da República. Referido Gabinete, esclareça-se, é composto por servidores de carreira e que, na espécie, vinham de gestões anteriores.

Note-se, ademais disso, que todos os ex-Presidentes da República tiveram seus presentes analisados, catalogados e com sua destinação definida pelo “GADH”, que, é bem de se ver, sempre se valeu dos mesmos critérios empregados em relação aos bens objeto deste insólito inquérito, que, estranhamente, volta-se só e somente ao Governo Bolsonaro, ignorando situações idênticas havidas em governos anteriores.

No curso desta mesma investigação — repita-se, estranhamente direcionada apenas ao ex-Presidente Bolsonaro —, houve representação para a inclusão do atual Presidente da República, tendo em vista as próprias declarações do mesmo de que, quando no exercício de mandato, havia recebido um relógio da sofisticada marca Piaget, presenteado pelo ex-Presidente da República Francesa, Jacques Chirac.

A despeito de tratar-se de situação absolutamente análoga, inclusive quanto a natureza e valor expressivo do bem, o Ministro Alexandre de Moraes, na condição de relator da presente investigação, determinou o pronto arquivamento da representação, em 6 de novembro de 2023, sem declinar as razões que tornariam aquela situação legítima e a do ex-Presidente Bolsonaro não.

Importa, ainda, lembrar que o ex-Presidente Bolsonaro, desde que foi noticiado, em março do ano passado, que o Tribunal de Contas da União havia aberto procedimento voltado a avaliar a destinação dos bens aqui tratados para o acervo privado de Presidência da República, antes mesmo de qualquer intimação ou ciência oficial, compareceu de forma espontânea aos autos e requereu que os referidos bens fossem, desde logo, depositados naquela Corte de Contas.

A iniciativa visava deixar consignado, ao início da menor dúvida, que em momento algum pretendeu se locupletar ou ter para si bens que pudessem, de qualquer forma, serem havidos como públicos. Se naqueles autos colocou-se em discussão o status legal de tais itens, dada a complexidade das normas que teoricamente disciplinam a dinâmica de bens dessa ordem, requereu-se, ad cautelam, que desde logo ficassem sob a custódia do poder público, até a conclusão da discussão sobre sua correta destinação, de forma definitiva.

A presente investigação — assim como as demais que colocam hodiernamente o ex-Presidente como protagonista —, ressente-se, ainda, da evidente incompetência do Supremo Tribunal Federal e da inexistência de qualquer prevenção do Ministro Alexandre de Moraes enquanto relator, aspecto sobre o qual a Procuradoria Geral da República, já em agosto de 2023, expressamente declinou da competência para a tramitação da apuração, indicando o MM. Juízo de 1.ª instância em Guarulhos. Como sói acontecer nos feitos que envolvem o ex-Presidente, a apuração permaneceu tramitando na Suprema Corte, ignorando-se a manifestação da PGR.

Por último, a defesa manifesta sua completa indignação com o fato de que o relatório apresentado pela Polícia Federal, imputou — de forma temerária e despida de quaisquer fundamentos factuais ou mercadológicos —, que o ex-presidente teria tentado beneficiar-se de valores contabilizados na absurda ordem de R$ 25.000.000,00, afirmação que, somente após enorme e danosa repercussão midiática, foi retificado pela Polícia Federal.

Política

Bolsonaro é ovacionado em Balneário Camboriú: “Mito”

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ovacionado durante sua chegada a Balneário Camboriú (SC), nesta sexta-feira (5). Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma multidão chamando o político de “Mito”. Muitos tiraram fotos com ele.

Bolsonaro também publicou um vídeo e explicou que exibiu o registro de sua entrada no Mercure Hotel. Ele estava com o governador do estado, Jorginho Mello (PL).

Essa é a terceira vez que Bolsonaro visita Santa Catarina neste ano. Dessa vez, sua presença se deve ao CPAC Brasil, o maior evento conservador do mundo, que também terá a participação do presidente da Argentina, Javier Milei.

via: PlenoNews