Política

Tudo sobre política

CidadesEntretenimentoPolíticaVariedades

Motociata com Bolsonaro movimenta Brasília fora da programação oficial do Capital Moto Week

Evento contou com forte presença de apoiadores, esquema de segurança reforçado e participação do ex-presidente sob medidas cautelares impostas pelo STF.

Brasília foi palco, no último dia 29 de julho, de uma motociata marcada pela presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ato, organizado por apoiadores e políticos ligados ao Partido Liberal (PL), ocorreu paralelamente ao Capital Moto Week, maior evento de motos e rock da América Latina, que segue com programação até o dia 2 de agosto. Apesar da proximidade de datas e da estética motociclista semelhante, a motociata não fez parte da programação oficial do festival.

O ex-presidente, que cumpre medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde o dia 18 de julho, participou do evento em um trio elétrico, sem pilotar motocicleta. Ao lado da esposa Michelle Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ele acenou aos apoiadores e cantou o Hino Nacional, mas não realizou discursos. As restrições judiciais incluem o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de usar redes sociais.

Apesar da ausência de números oficiais por parte da organização, estima-se que centenas de motociclistas participaram da motociata, que teve início na região do Parque da Cidade e percorreu trechos da capital federal. A Polícia Militar do Distrito Federal montou um esquema especial de segurança, com pontos de bloqueio e monitoramento, mesmo sem confirmação de trajeto pela Esplanada dos Ministérios.

A motociata evidenciou a mobilização de apoiadores do ex-presidente mesmo diante de suas restrições judiciais. A presença de Bolsonaro, embora discreta e sem pronunciamentos, foi estrategicamente simbólica em um momento de tensão política e jurídica. A manifestação também serviu como demonstração pública de apoio ao ex-mandatário, num cenário em que sua atuação política continua em evidência, mesmo fora do poder e sob investigação.

Enquanto isso, o Capital Moto Week segue com sua programação oficial no Parque de Exposições da Granja do Torto, com expectativa de receber até 800 mil pessoas ao longo dos dez dias de evento, conforme informado por seus organizadores. O desfile oficial de motos, parte tradicional do encerramento, está previsto para o próximo sábado, 2 de agosto.

A motociata de Bolsonaro, portanto, somou-se às movimentações políticas paralelas ao evento, reforçando o uso de símbolos da cultura motociclista como instrumento de mobilização social e política no país é eu não podia perder essa e vi tudo bem de perto.

por Luiz Henrique Menezes

MundoPolítica

Eduardo Bolsonaro tenta excluir Barroso e Gilmar de sanções via ‘Magnitsky’ para isolar Moraes

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem articulado uma manobra estratégica junto ao governo dos Estados Unidos para concentrar possíveis sanções da chamada Lei Magnitsky apenas no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A intenção seria poupar os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, que também estão na mira de setores da direita internacional.

Segundo informações da colunista Bela Megale, de O Globo, Eduardo Bolsonaro teria sugerido aos aliados de Donald Trump, presumido vencedor da eleição norte-americana de 2024, que excluíssem Gilmar e Barroso do pacote de punições. A iniciativa é vista como uma tentativa de isolar Moraes politicamente e, ao mesmo tempo, enviar um “sinal de trégua” aos demais ministros do STF.

Nos bastidores, a estratégia é considerada uma forma de “oferecer uma saída” aos demais integrantes da Corte, para que se afastem das ações mais polêmicas atribuídas a Moraes e restabeleçam algum nível de interlocução institucional com a oposição.

LEI MAGNITSKY

A Global Magnitsky Act é uma legislação americana que permite ao governo dos EUA impor sanções a indivíduos estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou corrupção. Tais sanções incluem congelamento de bens e proibição de entrada no território norte-americano.

Aliados de Eduardo e de Trump acreditam que a Casa Branca pode aceitar, ao menos inicialmente, um foco exclusivo em Moraes. A decisão final, no entanto, dependerá do presidente americano.

A movimentação de Eduardo é também uma resposta à crescente pressão de sua base, que cobra ações mais contundentes contra o que considera “abusos de poder” do STF. Para interlocutores políticos, a exclusão de Barroso e Gilmar seria uma tática para dividir o Supremo e enfraquecer o isolamento da direita no Judiciário brasileiro.

Até o momento, não houve manifestação oficial do STF ou dos ministros citados sobre essa articulação.

Política

Estadão classifica decisão de Moraes sobre Bolsonaro como “aberração jurídica” e “kafkaniana”

Em editorial publicado neste sábado (26), o jornal O Estado de S. Paulo fez duras críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O periódico considerou o despacho “truncado”, “atabalhoado” e uma “aberração na forma e no conteúdo”.

O jornal avaliou que Moraes falhou tanto na clareza da redação quanto na objetividade do conteúdo, gerando confusão sobre o que Bolsonaro pode ou não fazer. Para o Estadão, a advertência ao ex-presidente sobre o uso de redes sociais – mesmo quando terceiros compartilham suas falas – é “confusa” e abre brechas para “controle abusivo”.

O texto critica especialmente a linguagem usada por Moraes, que, segundo o editorial, “só ele é capaz de explicar”. A decisão foi classificada como “kafkaniana”, em referência à obra de Franz Kafka O Processo, onde o protagonista vive um julgamento cercado de absurdos e falta de clareza legal.

“Com a espada da ameaça de prisão preventiva sobre sua cabeça, Bolsonaro decerto não emitirá palavra. E jornalistas deixarão de obter informações de interesse público”, pontuou o jornal, ao criticar os efeitos práticos da medida.

Segundo o Estadão, o ministro tenta aparentar garantir a liberdade de expressão enquanto impõe, na prática, um tipo de censura prévia – algo que, na visão do jornal, fere princípios fundamentais de um Estado Democrático de Direito.

O editorial finaliza alertando que decisões judiciais com redações ambíguas abrem espaço para arbitrariedades, criando insegurança jurídica e afetando o direito à informação de toda a sociedade.

Política

Homem chama Lula de “ladrão” e é expulso de evento oficial; presidente reage com cobrança por respeito

Um manifestante foi expulso de um evento do governo federal em Osasco (SP), nesta sexta-feira (25), após interromper o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com gritos de “ladrão”. A Polícia Federal interveio e retirou o homem do local, enquanto ele continuava criticando o chefe do Executivo e questionando a legitimidade da democracia.

O episódio ocorreu durante o anúncio de R$ 4,67 bilhões em investimentos no programa PAC Periferia Viva. Após a confusão, Lula cobrou respeito, afirmando que jamais ofendeu um opositor. No entanto, durante o mesmo discurso, o presidente se referiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como “rato” e disse que ele “se borrou todo” ao saber do resultado das eleições de 2022.

O incidente provocou reação da plateia, que apoiou a retirada do manifestante. Lula prosseguiu com a cerimônia destacando a importância dos investimentos nas comunidades periféricas.

CidadesEducaçãoPolítica

Comitiva da Prefeitura de Cuiabá visita Casa do Autista em Santa Catarina

Liderada pela primeira-dama e vereadora, Samantha Iris, uma equipe técnica da Prefeitura de Cuiabá visitou a Casa do Autista em Balneário Camboriú-SC. A unidade de acolhimento e tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é referência nacional e atende cerca de 200 crianças de 3 a 11 anos diagnósticas no município. Além da primeira-dama, participou também as secretárias municipais de Saúde, Lúcia Helena e de assistência social, Helida Vilela, além da presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil.

As agendas foram construídas em parceria com o Secretário de Assistência Social, da Mulher e da Família de Balneário Camboriú, Omar Tomalih. “Como mãe atípica pude presenciar como as políticas públicas podem ajudar quem precisa.  Muito além de ver a estrutura do local, viemos ver como funciona o modelo de gestão e como o projeto é financiado. Também pudemos ver que essa referência é uma união de esforços das secretarias de saúde, assistência social e educação”, comentou Samantha durante a visita.

“A proposta dessa viagem é entender como Balneário Camboriú estruturou políticas efetivas para públicos que historicamente enfrentam barreiras de acesso e inclusão”, explicou Hélida Vilela. “Cada agenda tem sido uma aula de empatia, planejamento e acolhimento e nós queremos replicar, adaptar e levar o que tem de melhor para Cuiabá”.

A secretária de Saúde, Lúcia Helena, também destacou a integração entre as pastas. “Saúde e assistência social caminham juntas. A troca de experiências tem sido enriquecedora e abre portas para fortalecer o atendimento eficaz em Cuiabá”.

A presidente da Câmara, Paula Calil, reforçou o compromisso do legislativo municipal com o fortalecimento das políticas de inclusão. “Nossa missão é garantir que experiências bem-sucedidas como essas possam ser adaptadas e aplicadas em nossa cidade, com o devido suporte legal e orçamentário.”

A comitiva também conheceu iniciativas comunitárias como o trabalho de mais de 40 mulheres voluntárias na Igreja Santa Inês, que produzem enxovais para gestantes de baixa renda, com distribuição feita pelos CRAS locais. Além disso, também conheceu a Casa da Família – espaço público, que integra projetos, programas e serviços em atenção às famílias ao consolidar uma política pública de atenção social e valorização da vida.

Em Cuiabá, um centro de referência nesse tipo de atendimento está sendo montando na Cidade da Saúde, que será um complexo com várias unidades, localizado na Avenida Barão de Melgaço, no prédio da antiga Unic Barão.

A viagem institucional visa conhecer de perto boas práticas já implantadas no município catarinense e buscar referências para fortalecer os serviços ofertados em Cuiabá. A proposta central da visita é colher experiências exitosas para aplicar em Cuiabá, especialmente na execução da Casa do Autista da capital – proposta pela gestão e que será fortalecido com base nas boas práticas observadas em Balneário Camboriú.

Política

Cattani e deputados de sete estados assinam pedido de impeachment contra Moraes

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL-MT) uniu-se a outros oito parlamentares de sete estados para protocolar, nesta segunda-feira (22), no Senado Federal, um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Cattani, assinam a petição os deputados estaduais Cristiano Caporezzo (PL-MG), Carmelo Neto (PL-CE), Bruno Engler (PL-MG), Cabo Bebeto (PL-AL), João Henrique Catan (PL-MS), Coronel Feitosa (PL-PE), Luisão Dona Trump (União-SE) e Leandro de Jesus (PL-BA), representando parlamentares de oito unidades da Federação.

O documento foi direcionado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e denuncia Moraes por agir de forma incompatível com o decoro do cargo, abusar de autoridade ao instaurar inquéritos de ofício e promover censura prévia nas redes sociais.

Entre os pedidos feitos pelos parlamentares estão a abertura de um processo formal, a formação de uma comissão especial para analisar a denúncia e o afastamento de Moraes enquanto o caso estiver em tramitação.

Gilberto Cattani é o único representante do Centro-Oeste entre os signatários. Os deputados argumentam que Moraes teria promovido uma série de ações que desrespeitam garantias constitucionais, como prisões preventivas sem justificativa concreta, bloqueio de contas bancárias e remoção de perfis em redes sociais, medidas que ferem o devido processo legal e a liberdade de expressão.

A denúncia foi protocolada no início da tarde pelo deputado Caporezzo em Brasília (DF). O grupo solicita que o pedido seja analisado pelo plenário do Senado, com possibilidade de afastamento do ministro até o julgamento final.

“É inaceitável que o cidadão brasileiro, especialmente o conservador, siga sendo alvo de perseguição institucional. O Supremo não pode agir como partido político. Estamos aqui para defender o Estado de Direito, a liberdade de expressão e a democracia de verdade”, declarou Cattani.

Política

Após ameaça de Moraes, Bolsonaro cancela ida à Câmara e permanece no PL

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desistiu, nesta terça-feira (22), de comparecer ao Congresso Nacional após uma nova ofensiva do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (21), Moraes deu um prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explicasse vídeos com declarações recentes feitas à imprensa — sob pena de prisão imediata.

Bolsonaro era esperado em sessões extraordinárias das Comissões de Segurança Pública e Relações Exteriores da Câmara, reativadas durante o recesso por deputados aliados. A proposta era prestar apoio político ao ex-presidente e aprovar moções de repúdio às medidas impostas pelo STF, além de manifestar solidariedade diante do uso de tornozeleira eletrônica.

A decisão de cancelar a ida ao Congresso foi tomada após o ministro intensificar o cerco. Moraes não apenas exigiu explicações sobre os vídeos em que Bolsonaro critica sua condução dos processos, como também já havia proibido a veiculação de falas do ex-presidente nas redes sociais, incluindo gravações feitas por aliados.

Na segunda-feira (21), Bolsonaro havia declarado, em frente à sede do PL:

– Covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República. Vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus.

Na fala, ele também mencionou a tornozeleira eletrônica que foi obrigado a usar por determinação judicial desde sexta-feira (18), chamando o objeto de “símbolo da máxima humilhação”.

Com a escalada da tensão entre os Poderes, aliados do ex-presidente temem nova ordem de prisão por suposto descumprimento das medidas cautelares. Diante disso, Bolsonaro optou por permanecer na sede do PL em Brasília, em sinal de cautela.

MundoPolítica

Trump envia carta de apoio a Bolsonaro e critica governo brasileiro às vésperas de operação da PF

Na véspera da operação cautelar da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta em tom de solidariedade ao aliado conservador brasileiro. O documento, datado de quinta-feira (17), foi divulgado por Trump em sua rede social, a Truth Social.

Na mensagem, o republicano classificou como “terrível” o tratamento recebido por Bolsonaro e afirmou que o ex-presidente brasileiro está sendo alvo de um “sistema injusto”. Trump também demonstrou preocupação com a liberdade de expressão no Brasil, criticando ações do atual governo e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, ferem os princípios democráticos.

“Esse julgamento deveria acabar imediatamente!”, escreveu Trump. “Compartilho seu compromisso com ouvir a voz do povo e estou muito preocupado com os ataques à liberdade de expressão — tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos — vindos do atual governo.”

O ex-presidente americano elogiou a popularidade de Bolsonaro nas pesquisas e destacou sua atuação enquanto chefe de Estado: “Você foi um líder altamente respeitado e forte, que serviu bem ao seu país.”

Trump finalizou a carta afirmando que continuará acompanhando a situação de perto e expressou esperança de que o governo brasileiro “mude de rumo”, suspenda os ataques a opositores políticos e “coloque fim ao regime de censura”.

A carta gerou forte repercussão política, especialmente por ter sido publicada um dia antes de Bolsonaro se tornar alvo de mais uma operação da Polícia Federal, relacionada à investigação de tentativa de golpe de Estado.

CidadesPolítica

Prefeito sanciona nove leis de vereadores e reforça valorização do parlamento cuiabano

Em mais um gesto de valorização do Legislativo municipal, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, sancionou, na tarde de terça-feira (15), nove leis de autoria dos vereadores da Câmara de Cuiabá. A cerimônia simbólica foi realizada na sala da presidência da Casa, com a presença de parlamentares de diferentes siglas, e marcou o reconhecimento da importância da produção legislativa para a cidade.

As novas legislações abrangem áreas como inclusão social, proteção animal, valorização da cultura, esporte e direitos das pessoas com deficiência. Durante o ato, Abilio reforçou seu compromisso com o Parlamento e o respeito às iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida da população cuiabana. “Quando o projeto é bom e tem impacto positivo na vida das pessoas, fazemos questão de sancionar com orgulho. É nosso papel valorizar boas leis e prestigiar o trabalho sério que é feito aqui na Câmara”, declarou o prefeito.

Entre os projetos sancionados, destacam-se dois do vereador Rafael Ranalli, que tratam da obrigatoriedade de denúncia de maus-tratos por profissionais da área veterinária e da garantia de que crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) possam levar seus próprios alimentos às escolas.

A vereadora Katiuscia Manteli teve aprovadas propostas voltadas à integração geracional e à valorização da cultura local, com a inclusão da festa “O Melhor Arraiá de Cuiabá” no calendário oficial do município. Já a vereadora Baixinha Giraldelli celebrou a sanção do projeto que reconhece o aniversário do bairro Pedra 90 como data oficial da cidade.

Também foram sancionadas leis de autoria dos vereadores Ilde Taques, que cria o Centro de Amparo aos Idosos; Dilemário Alencar, que propõe a construção do “Monumento à Bíblia Sagrada”; e Rafael Yonekubo, que retornou ao Legislativo para acompanhar a sanção de projetos sobre esporte e cultura japonesa.

Com a medida, Abilio Brunini reforça a parceria entre Executivo e Legislativo, num gesto de reconhecimento à atuação parlamentar e ao fortalecimento da democracia local.

EconomiaPolítica

Cattani propõe multa de R$ 7 mil para quem fraudar o Bolsa Família em MT

Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso o Projeto de Lei nº 1159/2025, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que visa endurecer a fiscalização e punir com rigor as fraudes no Bolsa Família, programa federal que constantemente é alvo de irregularidades sob gestão do presidente Lula (PT).

A proposta protocolada na ALMT no dia 10 de julho, prevê multa de R$ 7,2 mil, cancelamento imediato do benefício e inclusão do infrator em programas de qualificação profissional. O deputado justifica a iniciativa como resposta à falta de ação efetiva do governo federal, o que tem permitido que pessoas recebam o auxílio de forma irregular.

“Enquanto este Governo que ai está cruza os braços, Mato Grosso vai agir. É inadmissível que o dinheiro destinado a quem mais precisa acabe nas mãos de quem frauda o sistema”, afirmou.

Além das punições, o projeto concede prazo de 30 dias para que beneficiários irregulares se desliguem voluntariamente, sem sofrer multa. Quem aderir será orientado sobre oportunidades de emprego e cursos de capacitação.

Os valores arrecadados com as multas serão destinados ao Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS/MT), reforçando as ações sociais do Estado. O texto também determina que os casos de fraude sejam encaminhados ao Ministério Público.

Para Cattani, a proposta é uma medida moralizadora e urgente. “Fraudes no Bolsa Família desmoralizam o programa e prejudicam os mais pobres. Vamos corrigir isso aqui no nosso Estado.”

De acordo com o Governo Federal
maus de 244 mil famílias recebem atualmente o Bolsa Família nos 142 municípios de Mato Grosso.